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O Amor nos Tempos de Cólera

Livro de Bolso

de Gabriel García Márquez
Editor: BIS, junho de 2012 ‧
9,95€
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Ao longo de quatrocentas páginas vertiginosas, compostas numa espécie de pauta estilística e musical, onde se fundem o fulgor imagístico, o difícil triunfo do amor, as aventuras e desventuras da própria felicidade humana, O Amor nos Tempos de Cólera é um romance que leva o leitor numa aventura encantatória, de uma escrita que não tem imitadores à altura.
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Histórias de amor à filme

Perdoe-se o título. A língua portuguesa tem maroscas destas: há mesmo a ideia de que nos filmes a coisa é mais dramática. Mas, desligando-se a televisão ao domingo, arranja-se coisa mais pungente.

  A única história É uma delicadeza de tal forma delicada – sensível e subtil – que é como levar cinco chapadas seguidas. O romance começa com uma pergunta: «Preferiam amar mais e sofrer mais; ou amar menos e sofrer menos?» Só um totó escolherá a segunda opção, e o narrador deste romance não é totó nenhum, embora saiba o que a vida custa quando se põe o pé na poça. Aos 19 anos, apaixonou-se – e do que vem daí até poderia, é certo, deduzir-se que o rapaz era um totó. A senhora Macleod era casada, tinha filhos, e tinha 40 e muitos anos. Dois jogavam ténis, e uma bola atirada de um lado para o outro perde a magia perante o susto do amor. Pela mão de Julian Barnes, é esse susto que o leitor vê – e vê-o como a memória que fica da história contada, da emoção pura como edificação emocional, moral, social. Finda a leitura, não é que haja uma história de amor bonita ou fácil – mas há um leitor desgraçado com a cabeça a andar à roda. VER MAIS »







  A paixão do jovem Werther A sério, alguém dê um ansiolítico ao homem. Um anti-histamínico, um analgésico, um rebuçado de mentol, sei lá. Aquilo não é paixão, já é doença. E, ainda por cima, doença apanhada por causa de Lotte, a insípida Lotte que não tem graça nenhuma. Li-o tantas vezes e pensei-o sempre: mas o que é que ela tem de especial? Nem importa que esteja noiva de Albert, que o amor não escolhe estados civis. Importa que não se perceba a graça do gesto, o timbre da voz, o som do riso. Entra-se aqui num dos mais famosos triângulos amorosos da literatura ocidental – e num dos mais trágicos também. Para Werther, a tragédia foi mesmo ter-se apaixonado. Fechado o livro, o leitor lá pensa: há que não ceder ao cinismo, mas também não é preciso tanto drama. VER MAIS » O amor nos tempos de cólera Para muito boa gente – não confirmo nem desminto se faço parte do grupo –, este romance disputa o lugar de primeiro, entre a obra de García Márquez, com Cem Anos de Solidão. Quanto a mim, ninguém se engane: eu acho graça ao exagero. E haverá alguém mais exagerado do que Florentino Ariza? Coitado, aquilo até dá pena: 50 anos à espera de uma mulher. E sempre da mesma, sempre à espera de que a mesma lhe ligasse, de que lhe desse uma sombra de afeto, meio segundo de atenção. Sim, é verdade que pintou um clima quando eram os dois jovens, mas, para ela, esse clima foi ao ar quando lhe ouviu a voz pela primeira vez. O amor idealizado era, afinal, um equívoco, e Ariza esperou um casamento inteiro – uma vida – até que a viuvez dela fosse deixá-la disponível para ele – para o amor dele, ali ainda hirto. Como é literatura, tudo se perdoa. Se for fora dos livros, 50 anos de espera podem ser motivo para fugir. VER MAIS »

O Amor nos Tempos de Cólera

Livro de Bolso

de Gabriel García Márquez

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896602123
Editor: BIS
Data de Lançamento: junho de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 126 x 190 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 416
Tipo de produto: Livro
Coleção: BIS
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896602123

Lindo

Luciana Ramos

O amor verdadeiro resiste à passagem do tempo e às longas esperas. No fundo, fica a certeza de que, se for para ser será, mesmo que isso implique esperar uma vida inteira, ou atravessar os tempos de cólera.

Os acasos do amor.

Vítor Geraldes Proença

Gostei muito do enredo do livro e da descrição das personagens e do meio ambiente.

Lindo

Issbel

Sem dúvida o meu livro preferido. Dos melhores que li até hoje. Aconselho a ler.

Um ótimo livro

Vasco Moreira

Uma história sobre o amor muito lúdica e extremamente bem escrita! Um mundo criado por G.G. Márquez duma maneira muito autêntica e genuína!

Tempo(s) de amar

Sara Nogueira

Fiquei presa à leitura desde o primeiro momento. Uma narrativa construída tendo por base diversos olhares, diferentes formas e tempos de amar. A evolução da história é de tal forma surpreendente que nos agarra até ao final e leva-nos a questionar as nossas próprias escolhas, passadas e futuras.

Um amor para a vida toda.

Márcia Pereira

É uma história de um homem que ama uma mulher. Melhor a história de dois homens que amam a mesma mulher. É uma história de superação, de verdadeiro amor e perseverança, durante 51 anos, 9 meses e 4 dias... Uma história apaixonante em tempo de cólera, quem diria que uma doença poderia ser uma forma de conquistar o grande amor da nossa vida? Intrigante não é?

Um clássico para ler em qualquer lado

Rui Teixeira

Excelente edição de bolso deste grande clássico do premiado autor latino. O facto de surgir neste formato, com um preço módico e convidativo, não deixa desculpas para a leitura de um dos romances de craveira do século XX.

Experiência única

Fernanda Marcelino

Este livro tem uma história cativante e diferente que nos agarra com unhas e dentes. Recomendo sem qualquer dúvida a leitura deste livro.

Como é possivel não gostar

Beatriz Sousa

A escrita de Gabriel Garcia Marquez é sem dúvida alguma uma obra de arte, este livro é um dos melhores dos livros que este incrivel escritor deixou como herança para os leitores que gostam de clássicos. Este livro é sem sombra de dúvida o livro que mais nos faz pensar. A premissa de haver um barco onde podemos escolher as pessoas que iram viver connosco e viver a nossa vida ao nosso lado é, simplesmente, incrivel.

Vale a pena esperar

Paula Pereira

Livro absolutamente emocionante. Um retrato daquilo que deve ser o amor: paciente. Díficil aplicar aos dias de hoje mas, ehm, vale a pena sonhar...

Um clássico inesgotável no tempo

T. R.

Esta edição de bolso é excelente para quem deseja ler um clássico tão interessante como este em qualquer lado ou em qualquer momento. Um essencial da bibliografia de Gabriel Garcia Márquez, esta obra é inesquecível, perdurando as personagens no tempo e na memória.

SOBRE O AUTOR

Gabriel García Márquez

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1982

Escritor colombiano nascido a 6 de março de 1927 em Aracataca, um pequeno entreposto do comércio de bananas. Desde logo deixado ao cuidado dos seus avós, um coronel na reserva, ex-combatente na guerra civil, e uma apaixonada pelas tradições orais indígenas, estudou na austeridade de um colégio de jesuítas.
Terminando os seus estudos secundários, ingressou no curso de Direito da Universidade de Bogotá, mas não o chegou a concluir. Fascinado pela escrita, transferiu-se para a Universidade de Cartagena, onde recebeu preparação académica em Jornalismo. Publicou o seu primeiro conto, "La Hojarasca", em 1947. No ano seguinte, deu início a uma carreira como jornalista, colaborando com inúmeras publicações sul-americanas. No ano de 1954 foi especialmente enviado para Roma, como correspondente do jornal El Espectador mas, pouco tempo depois, o regime ditatorial colombiano encerrou a redação, o que contribuiu para que Márquez continuasse na Europa, sentindo-se mais seguro longe do seu país.
Em 1955 publicou o seu primeiro livro, uma coletânea de contos que já haviam aparecido em publicações periódicas, e que levou o título do mais famoso, "La Hojarasca". Passando despercebida pelo olhar da crítica, a obra inclui contos que lidam compassivamente com a realidade rural da Colômbia.
Em 1967 publicou a sua obra mais conhecida, o romance "Cien Años De Soledad" ("Cem Anos de Solidão"), romance que se tornou num marco considerável no estilo denominado como realismo mágico. Em "El Otoño Del Patriarca" (1977), Márquez conta a história de um patriarca, cuja notícia da morte origina uma autêntica luta de poder.
Uma outra obra tida entre as melhores do escritor é "Crónica De Una Muerte Anunciada" (1981, "Crónica de uma Morte Anunciada"), romance que descreve o assassinato de um homem em consequência da violação de um código de honra. Depois de "El Amor En Los Tiempos De Cólera" (1985, "Amor em Tempos de Cólera"), o autor publicou "El General En Su Laberinto" (1989), obra que conta a história da derradeira viagem de Simão Bolívar para jusante do Rio Magdalena. Em 2003, as Publicações D. Quixote editam, deste autor, "Viver para Contá-la", um volume de memórias de Gabriel García Márquez onde o autor descreve parte da sua vida.
Gabriel García Márquez foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1982.
Morreu a 17 de abril de 2014, aos 87 anos, em sua casa na Cidade do México, ao lado da mulher Mercedes e dos seus dois filhos.

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