Cem Anos de Solidão
SINOPSE
Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou do Em Busca do Tempo Perdido começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura contemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo.
A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896605155 |
| Editor: | BIS |
| Data de Lançamento: | setembro de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 123 x 194 x 19 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 384 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | BIS |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896605155 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Uma história que fica connosco
SS
Este livro envolve-nos de uma forma muito própria. A escrita é rica, quase hipnótica, onde a história mistura realidade e fantasia com uma naturalidade incrível. Nem sempre é uma leitura fácil, mas é profundamente marcante e deixa-nos a pensar muito depois de virar a última página.
Muito bom
Rute Alves
Há muito que queria ler este livro. Após ter visto a série resolvi que tinha chegado o momento. É um livro muito bem construído, que conta de um modo mágico, a história da familia Buendia. Além de estar repleto de imaginação, este é também um livro muito desafiante de ler. É preciso uma certa maturidade para entender as personagens e concentração para compreender e agarrar desde o início o enredo.
Cem Anos de Solidão não é apenas uma obra-prima do realismo mágico; é um monumento da literatura universal.
Pedro Fernandes
Ler Cem Anos de Solidão foi, para mim, mais do que um simples exercício de leitura: foi uma experiência transformadora. Poucos livros têm a capacidade de nos envolver de tal forma que parecemos habitar o seu mundo; e o universo de Macondo, criado por Gabriel García Márquez, é desses espaços literários que se tornam parte de nós. Não tenho dúvidas em afirmar que este é um dos melhores livros que já li. Desde as primeiras páginas, percebemos que não estamos perante uma narrativa convencional. Márquez ergue Macondo como se fosse uma metáfora de toda a América Latina, mas também como um microcosmo da humanidade. A saga da família Buendía atravessa várias gerações, repetindo erros, amores proibidos, paixões intensas, guerras e fracassos. O que impressiona é a forma como a história se organiza numa espécie de círculo vicioso, onde os nomes, as personalidades e os destinos parecem condenados a repetir-se. Essa sensação de inevitabilidade, quase trágica, dá ao romance um peso existencial profundo. Um dos grandes trunfos do livro é a fusão do quotidiano com o fantástico. O chamado “realismo mágico” não é apenas uma técnica literária: é uma forma de encarar a realidade, de mostrar como, em determinadas culturas, o mítico e o sobrenatural não estão separados da vida de todos os dias. Quem lê percebe logo que, em Macondo, tudo é possível: uma jovem ascende aos céus com lençóis de cama, o gelo é apresentado como uma descoberta maravilhosa, e uma peste de insónia ameaça apagar a memória coletiva. Esses episódios não soam estranhos ou artificiais; pelo contrário, parecem naturais, porque Márquez consegue dissolver fronteiras entre o verídico e o imaginado. O título não é gratuito. A solidão é a grande marca da família Buendía, seja na obsessão de alguns personagens pelo conhecimento, seja na incapacidade de amar de forma duradoura, seja na repetição de escolhas que os isolam. Cada geração, de certo modo, vive enclausurada em si mesma, e a própria Macondo acaba por se transformar num espaço de isolamento perante o mundo exterior. A solidão aqui não é apenas psicológica, mas também política e social: é a condição de uma comunidade que, apesar de contactos com o mundo (como a chegada da companhia bananeira), nunca se integra plenamente, e termina afogada no esquecimento da história. Outro tema incontornável é o do destino. A insistência em repetir nomes como José Arcadio e Aureliano sugere que a família está presa a uma engrenagem quase fatalista. Apesar das tentativas de romper o ciclo, a tragédia volta sempre, como se estivesse inscrita no próprio sangue dos Buendía. Ao mesmo tempo, Márquez parece refletir sobre a história da América Latina: ciclos de violência, ditaduras, esperanças revolucionárias e desencantos que se repetem com uma cadência cruel. A prosa de Márquez é exuberante, rica, quase barroca. Há frases longas, carregadas de imagens, que criam um ritmo próprio, como se o texto tivesse a cadência da oralidade das lendas e histórias transmitidas de geração em geração. É uma linguagem que não apenas descreve, mas que envolve o leitor, que o faz mergulhar num universo denso, cheio de cores, cheiros e sons. Ler Cem Anos de Solidão é sentir que a literatura pode recriar o mundo com a mesma força da realidade. Chamo este livro de um dos melhores que já li porque ele deixa uma marca indelével. Não é apenas a memória de personagens fortes como Úrsula Iguarán, Pilar Ternera ou o coronel Aureliano Buendía; é o sentimento de que participámos de uma experiência coletiva, quase mítica. O livro ensina-nos que a vida humana é feita de repetições, de ilusões e desilusões, de desejos inatingíveis e da impossibilidade de fugir à solidão. Mas, ao mesmo tempo, oferece-nos uma beleza literária tão intensa que essa solidão se converte numa forma de comunhão entre escritor e leitor. Cem Anos de Solidão não é apenas uma obra-prima do realismo mágico; é um monumento da literatura universal. É um romance que combina fábula, mito, história e crítica social, e que nos mostra, com uma honestidade brutal e uma imaginação infinita, o que significa ser humano. Ao terminar, sente-se que se percorreu não só a história de uma família, mas também os labirintos da condição humana. É por isso que digo, sem hesitar, que este é um dos melhores livros que já li — e que levarei sempre comigo como um marco na minha vida de leitor.
Leitura intensa e envolvente
Ana Moura
“Cem Anos de Solidão” é uma obra-prima que nos transporta para o fascinante universo da família Buendía em Macondo. Gabriel García Márquez combina realidade e fantasia de forma brilhante, criando uma narrativa rica em simbolismo e emoção. A leitura é intensa e profundamente envolvente, com personagens memoráveis e temas que exploram o amor, o tempo e a solidão. É um livro que exige atenção, mas recompensa o leitor com uma experiência literária única e inesquecível.
Uma das mais belas histórias que tive o prazer de ler!
Paula Mendes
Sou uma fã incondicional de Gabriel García Márquez desde que li Amos nos tempos de cólera, que se mantém um dos meus livros favoritos de sempre. Entretanto já li outras obras do autor, mas Cem anos de solidão mantinha-se constantemente nos meus desejos. Este ano ganhei coragem e lancei-me na sua leitura e que prazer que foi. Esta é uma história com tudo, drama, tristeza, dor, alegria, ironia, incestos, amores proibidos, desgostos amorosos. Não há nada que não caiba neste livro com um enrede riquíssimo que só uma mente como o Gabo poderia ter criado. Recomendo muito a todos a leitura deste livro!
Um essencial para a estante
Ana
Nesta obra somos hóspedes que acompanham a linhagem geracional da família Buendía. As consequências do tempo em Macomdo e herança do infortúnio da família são dois pilares fulcrais do enredo. Escrito com mestria pelo Gabriel García Márquez.
Solidão
Monica
Um clássico que certamente valerá a pena ler. Uma família que por 100 anos vai vivendo num ciclo de solidão. Personagens diversas com histórias diversas, mas com a solidão por ponto comum, embora vivida de forma diferente por cada um deles. Um livro que tive muito gosto em ler.
Obra Prima
Guilherme Marinho
Tenho a agradecer por existirem artistas como o Gabriel García Márquez que sabem da tamanha importância de evitar que cada história, seja da América Latina ou não, por menor que seja, deixe de ser lembrada. E, para isso, basta contá-las: seja pela música, pelo cinema ou pela literatura. Afinal, a arte está aí para isso: espremer dela, da impassível História, maravilhosos relatos da vida humana.
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