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O Amor nos Tempos de Cólera

Livro de Bolso

de Gabriel García Márquez; Tradução: Margarida Santiago

editor: BIS, junho de 2012
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Ao longo de quatrocentas páginas vertiginosas, compostas numa espécie de pauta estilística e musical, onde se fundem o fulgor imagístico, o difícil triunfo do amor, as aventuras e desventuras da própria felicidade humana, O Amor nos Tempos de Cólera é um romance que leva o leitor numa aventura encantatória, de uma escrita que não tem imitadores à altura.
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Histórias de amor à filme

Perdoe-se o título. A língua portuguesa tem maroscas destas: há mesmo a ideia de que nos filmes a coisa é mais dramática. Mas, desligando-se a televisão ao domingo, arranja-se coisa mais pungente.

  A única história É uma delicadeza de tal forma delicada – sensível e subtil – que é como levar cinco chapadas seguidas. O romance começa com uma pergunta: «Preferiam amar mais e sofrer mais; ou amar menos e sofrer menos?» Só um totó escolherá a segunda opção, e o narrador deste romance não é totó nenhum, embora saiba o que a vida custa quando se põe o pé na poça. Aos 19 anos, apaixonou-se – e do que vem daí até poderia, é certo, deduzir-se que o rapaz era um totó. A senhora Macleod era casada, tinha filhos, e tinha 40 e muitos anos. Dois jogavam ténis, e uma bola atirada de um lado para o outro perde a magia perante o susto do amor. Pela mão de Julian Barnes, é esse susto que o leitor vê – e vê-o como a memória que fica da história contada, da emoção pura como edificação emocional, moral, social. Finda a leitura, não é que haja uma história de amor bonita ou fácil – mas há um leitor desgraçado com a cabeça a andar à roda.
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  A paixão do jovem Werther A sério, alguém dê um ansiolítico ao homem. Um anti-histamínico, um analgésico, um rebuçado de mentol, sei lá. Aquilo não é paixão, já é doença. E, ainda por cima, doença apanhada por causa de Lotte, a insípida Lotte que não tem graça nenhuma. Li-o tantas vezes e pensei-o sempre: mas o que é que ela tem de especial? Nem importa que esteja noiva de Albert, que o amor não escolhe estados civis. Importa que não se perceba a graça do gesto, o timbre da voz, o som do riso. Entra-se aqui num dos mais famosos triângulos amorosos da literatura ocidental – e num dos mais trágicos também. Para Werther, a tragédia foi mesmo ter-se apaixonado. Fechado o livro, o leitor lá pensa: há que não ceder ao cinismo, mas também não é preciso tanto drama. VER MAIS » O amor em tempos de cólera Para muito boa gente – não confirmo nem desminto se faço parte do grupo –, este romance disputa o lugar de primeiro, entre a obra de García Márquez, com Cem Anos de Solidão. Quanto a mim, ninguém se engane: eu acho graça ao exagero. E haverá alguém mais exagerado do que Florentino Ariza? Coitado, aquilo até dá pena: 50 anos à espera de uma mulher. E sempre da mesma, sempre à espera de que a mesma lhe ligasse, de que lhe desse uma sombra de afeto, meio segundo de atenção. Sim, é verdade que pintou um clima quando eram os dois jovens, mas, para ela, esse clima foi ao ar quando lhe ouviu a voz pela primeira vez. O amor idealizado era, afinal, um equívoco, e Ariza esperou um casamento inteiro – uma vida – até que a viuvez dela fosse deixá-la disponível para ele – para o amor dele, ali ainda hirto. Como é literatura, tudo se perdoa. Se for fora dos livros, 50 anos de espera podem ser motivo para fugir. VER MAIS »

O Amor nos Tempos de Cólera

Livro de Bolso

de Gabriel García Márquez; Tradução: Margarida Santiago

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896602123
Editor: BIS
Data de Lançamento: junho de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 124 x 189 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 416
Tipo de produto: Livro
Coleção: BIS
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896602123
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Um ótimo livro

Vasco Moreira

Uma história sobre o amor muito lúdica e extremamente bem escrita! Um mundo criado por G.G. Márquez duma maneira muito autêntica e genuína!

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Tempo(s) de amar

Sara Nogueira

Fiquei presa à leitura desde o primeiro momento. Uma narrativa construída tendo por base diversos olhares, diferentes formas e tempos de amar. A evolução da história é de tal forma surpreendente que nos agarra até ao final e leva-nos a questionar as nossas próprias escolhas, passadas e futuras.

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Um amor para a vida toda.

Márcia Pereira

É uma história de um homem que ama uma mulher. Melhor a história de dois homens que amam a mesma mulher. É uma história de superação, de verdadeiro amor e perseverança, durante 51 anos, 9 meses e 4 dias... Uma história apaixonante em tempo de cólera, quem diria que uma doença poderia ser uma forma de conquistar o grande amor da nossa vida? Intrigante não é?

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Um clássico para ler em qualquer lado

Rui Teixeira

Excelente edição de bolso deste grande clássico do premiado autor latino. O facto de surgir neste formato, com um preço módico e convidativo, não deixa desculpas para a leitura de um dos romances de craveira do século XX.

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Experiência única

Fernanda Marcelino

Este livro tem uma história cativante e diferente que nos agarra com unhas e dentes. Recomendo sem qualquer dúvida a leitura deste livro.

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Como é possivel não gostar

Beatriz Sousa

A escrita de Gabriel Garcia Marquez é sem dúvida alguma uma obra de arte, este livro é um dos melhores dos livros que este incrivel escritor deixou como herança para os leitores que gostam de clássicos. Este livro é sem sombra de dúvida o livro que mais nos faz pensar. A premissa de haver um barco onde podemos escolher as pessoas que iram viver connosco e viver a nossa vida ao nosso lado é, simplesmente, incrivel.

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Vale a pena esperar

Paula Pereira

Livro absolutamente emocionante. Um retrato daquilo que deve ser o amor: paciente. Díficil aplicar aos dias de hoje mas, ehm, vale a pena sonhar...

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Um clássico inesgotável no tempo

T. R.

Esta edição de bolso é excelente para quem deseja ler um clássico tão interessante como este em qualquer lado ou em qualquer momento. Um essencial da bibliografia de Gabriel Garcia Márquez, esta obra é inesquecível, perdurando as personagens no tempo e na memória.

Gabriel García Márquez

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1982

Escritor colombiano nascido a 6 de março de 1927 em Aracataca, um pequeno entreposto do comércio de bananas. Desde logo deixado ao cuidado dos seus avós, um coronel na reserva, ex-combatente na guerra civil, e uma apaixonada pelas tradições orais indígenas, estudou na austeridade de um colégio de jesuítas.
Terminando os seus estudos secundários, ingressou no curso de Direito da Universidade de Bogotá, mas não o chegou a concluir. Fascinado pela escrita, transferiu-se para a Universidade de Cartagena, onde recebeu preparação académica em Jornalismo. Publicou o seu primeiro conto, "La Hojarasca", em 1947. No ano seguinte, deu início a uma carreira como jornalista, colaborando com inúmeras publicações sul-americanas. No ano de 1954 foi especialmente enviado para Roma, como correspondente do jornal El Espectador mas, pouco tempo depois, o regime ditatorial colombiano encerrou a redação, o que contribuiu para que Márquez continuasse na Europa, sentindo-se mais seguro longe do seu país.
Em 1955 publicou o seu primeiro livro, uma coletânea de contos que já haviam aparecido em publicações periódicas, e que levou o título do mais famoso, "La Hojarasca". Passando despercebida pelo olhar da crítica, a obra inclui contos que lidam compassivamente com a realidade rural da Colômbia.
Em 1967 publicou a sua obra mais conhecida, o romance "Cien Años De Soledad" ("Cem Anos de Solidão"), romance que se tornou num marco considerável no estilo denominado como realismo mágico. Em "El Otoño Del Patriarca" (1977), Márquez conta a história de um patriarca, cuja notícia da morte origina uma autêntica luta de poder.
Uma outra obra tida entre as melhores do escritor é "Crónica De Una Muerte Anunciada" (1981, "Crónica de uma Morte Anunciada"), romance que descreve o assassinato de um homem em consequência da violação de um código de honra. Depois de "El Amor En Los Tiempos De Cólera" (1985, "Amor em Tempos de Cólera"), o autor publicou "El General En Su Laberinto" (1989), obra que conta a história da derradeira viagem de Simão Bolívar para jusante do Rio Magdalena. Em 2003, as Publicações D. Quixote editam, deste autor, "Viver para Contá-la", um volume de memórias de Gabriel García Márquez onde o autor descreve parte da sua vida.
Gabriel García Márquez foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1982.
Morreu a 17 de abril de 2014, aos 87 anos, em sua casa na Cidade do México, ao lado da mulher Mercedes e dos seus dois filhos.

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