Ensaio Sobre a Cegueira

(Pref. por Zeferino Coelho)

de José Saramago
Editor: Leya, abril de 2016 ‧
10,00€
ESGOTADO OU NÃO DISPONÍVEL
Venda o seu livro
«Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do trânsito. A cegueira alastra como «um rastilho de pólvora». Uma cegueira colectiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem nome. Um mundo com as contradições da espécie humana. Não se situa em nenhum tempo específico. É um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanhã. As ideias a virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra a abrir os olhos, face ao risco de uma situação terminal generalizada. A arte da escrita ao serviço da preocupação cívica.»
(Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

O Ensaio sobre a Cegueira é um livro único na nossa história literária e também, é preciso dizê-lo, um dos grandes romances que se escreveram no século XX. E isto é, quanto a mim, razão necessária e suficiente para o colocar a abrir esta "Coleção Essencial", que em boa hora a RTP decidiu promover.
ZEFERINO COELHO

Ensaio Sobre a Cegueira

(Pref. por Zeferino Coelho)

de José Saramago

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896604011
Editor: Leya
Data de Lançamento: abril de 2016
Dimensões: 163 x 240 x 24 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros RTP
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896604011

Excelente livro, péssimo prefácio.

Daniel Leite

Gabo a todos os que ouvirem esta coleção dos Livros RTP, em parte por trazerem prefácios de figuras reconhecidas da sociedade. Neste caso, este prefácio prejudica um excelente livro. Eu sabia da existência de spoilers ao livro em si e por isso decidi ler o prefácio posteriormente. Qual não é o meu espanto quando o autor do prefácio também conta a história do Ensaio sobre a Lucidez. É um desfavor que faz a uma história brilhantemente contada por José Saramago. Leiam este prefácio só após terem lido as duas obras. 5 estrelas pela história, 1 pela inclusão de tal prefácio.

Prefácio com Spoiler

CL

Essa versão Ensaio Sobre a Cegueira (Pref. por Zeferino Coelho), no prefácio já conta o que acontece no fim do livro, além de falar sobre o que acontece no livro Ensaio Sobre a Lucidez. O livro em si é muito bom entretanto essa versão com esse prefácio é melhor evitar.

Um olhar cru numa sociedade cega

Luís

Incrível! Deixo só um trecho do autor que resume perfeitamente o livro: "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."

obra de arte

JBC

Esta obra é um trabalho de excelência e devia ser leitura obrigatória. Uma pessoa vive o desespero e todos os sentimentos em volta desta situação...

Leitura obrigatória

Filipa

Gostei muito de ler o livro: é incrível como uma obra nos consegue transmitir (e até, fazer sentir) os sentimentos das suas personagens. Em vários trechos senti o sufoco e a angústia de algumas das personagens - e apesar de isso não ser o mais marcante no livro, é algo que não vou esquecer. Excelente escrita de Saramago, que nos transporta para o enredo. O livro é lindo, obriga-nos a perceber bem os verdadeiros sentimentos humanos. Gostei muito.

Angustiante!

Daniela Santos

Angustiante é, de facto, a palavra que define este livro. Angustiante mas no bom sentido! Faz-nos perceber um bocadinho mais a natureza humana e, de certo modo, a ter mais empatia para com o próximo. Quanto à escrita de Saramago: primeiro estranha-se, depois entranha-se! Muito bom, recomendo a 100%.

Para mim, o melhor livro de José Saramago

Vera Silva

Sou suspeita a exprimir a minha opinião sobre livros do José Saramago, pois adoro o escritor. A mensagem deste livro, mais tarde adaptada a filme, é mostrar-nos de forma crua a crueldade que o ser humano é capaz de infligir ao próximo, em momentos de desespero. A cegueira não é mais do que a inveja, o egoísmo e os instintos primitivos quando acaba o bom senso, resultando num colapso da sociedade. Tem passagens duras, sempre com desfechos surpreendentes. É daqueles livros que passe o tempo que passar, nunca se esquecem. Para quem não leu, aconselho vivamente.

Leitura obrigatória

João M.

Demorei algum tempo para ler esta excelente obra, pois sentia algum receio de ter uma elevada expectativa e de ficar decepcionado. Quando o li apercebi-me que tinha perdido, durante muito tempo, um dos melhores romances de sempre. É realmente incrível e aconselho a todos que o leiam.

O melhor de todos

ZP

Provavelmente o melhor livro de José Saramago, num livro de leitura muito fácil e que nos prende às folhas e nos deixa com vontade de ler sempre mais. Uma boa maneira de mostrar em que tipo de mundo vivemos, fazendo de nós um pouco menos cegos.

Apaixonante

Susana Salgado

Demorei algum tempo a decidir ler a obra de Saramago. Mais por aquilo que ouvia dizer, estava com medo de achar a leitura difícil. Surpreendeu-me verdadeiramente, digo sem receio que é um dos livros da minha vida! Fez-me pensar, fez-me tentar imaginar como seria estar naquela situação.

Cegamente Brilhante

Ângelo Marques

Inicialmente o livro assume um tom jocoso talvez devido à situação caricata desta cegueira leitosa que se vai alastrando pelos membros da sociedade. Saramago de uma forma genial consegue fazer um ensaio monumental sobre a cegueira. O tom mais leve do livro adensa-se à medida que as paginas caminham para o final do livro. Sem chegar a atribuir nomes às personagens, aqui o cego é o leitor, Saramago consegue fazer um retrato, forte, de uma sociedade onde a cegueira impera e é geral, o comportamento humano e social foi explorado de uma forma muito bem pensada e estruturada, muitas vezes levada ao limite. Gostei muito de ler este livro.

Imprescindível

AFFerreira

Obra imprescindível de Saramago que nos leva à origem do ser humano numa constante luta entre o Bem e o Mal. Obrigatório.

muito bom

deliciasalareira.blogspot.pt

Passados tantos anos desde que li José Saramago pela primeira vez, com O Memorial do Convento, foi muito bom relembrar a escrita e a genialidade deste autor. Para além da história, há que comentar a iniciativa da Leya e da RTP que juntas proporcionam livros de boa qualidade (capa dura e com design apelativo) a um preço muito em conta.

SOBRE O AUTOR

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do centenário do nascimento do escritor.

(ver mais)

LIVROS DA MESMA COLEÇÃO

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU