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Jesusalém

(Pref. por Miguel Real)

de Mia Couto
Editor: Leya, junho de 2016 ‧
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Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor em plena posse das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa.

A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado, diz um dos protagonistas deste romance. A prosa mágica do escritor moçambicano ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo.

Jesusalém

(Pref. por Miguel Real)

de Mia Couto

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722127974
Editor: Leya
Data de Lançamento: junho de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 176 x 292 x 17 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros RTP
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722127974

Ruína e Redenção: Ecos de Loucura em Jerusalém

AP

Em Jerusalém, Mia Couto conduz-nos por um território de desolação física e espiritual, onde as fronteiras entre realidade, delírio e memória se esbatem. Através de personagens quebradas por guerras e silêncios, o autor tece uma narrativa poética e fragmentada, em que a linguagem se desdobra em metáforas vivas e inventividade lírica. Mais do que um lugar, Jerusalém é uma ideia — uma promessa de paz num mundo onde a dor é herança e o amor uma forma de resistência. Mia Couto faz da palavra uma casa em ruínas, mas habitável, onde a loucura ilumina verdades e a esperança persiste como sussurro entre os escombros.

Finalmente Mia Couto

Cláudia

Há muito tempo queria conhecer Mia Couto e não podia ter começado melhor. Fiquei apaixonada Jerusalém é um livro fascinante, cuja narrativa nos faz mergulhar no íntimo de cada personagem.

Tocante

MLM

Lindo, poético, imaginativo e filosófico. Para mim Mia Couto destaca-se de tantos autores actuais e este é o seu livro que mais me tocou. Soberbo o que escreve, como escreve, a emoção que transmite. Tudo com bom gosto tanto no desenrolar desta história maravilhosa, como na linguística muito própria do autor, muito bem conseguida.

Palavras inventadas e encantadas

Adão Sousa

Quando a magia das palavras inventadas nos consegue mostrar a luz para lá do desencanto do mundo, Jerusalém sempre acontece em cada obra de Mia Couto.

Belo

A.P.

incrívelmente bem escrito e com uma história de beleza extraordinária.

Não me arrebatou...

P. B.

Neste livro, e mais uma vez, Mia Couto criou expressões de enorme beleza para a língua portuguesa. Tenho a sensação de que o autor criou uma língua dentro da nossa própria língua. Quero convencer-me de que não entendi a profundidade deste romance, porque a verdade é que de todas as histórias de Mia Couto que li, esta é a que menos me prendeu. Não chegou a arrebatar-me. E eu lamento muito...

incrível!

Luís Nuno Barbosa

uma história maravilhosa que te leva para lá do teu próprio eu, entre silêncios, árvores e existências.

SOBRE O AUTOR

Mia Couto

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas.
Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia. Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa. Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt. Em 2015 foi finalista do The Man Booker Prize.
O seu livro Compêndio para Desenterrar Nuvens ganhou o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca APE | Câmara Municipal de Cascais | Fundação D. Luís I, 2023.
Já em 2024 obteve o Prémio Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México).

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