A Hora Má
O Veneno da Madrugada
SINOPSE
Uma inesquecível fábula da violência colectiva.
A um povoado perdido na América do Sul chegou a hora má dos
camponeses, a hora da desgraça. Certo amanhecer, enquanto o Padre
Ángel se prepara para celebrar a missa, ouve-se um tiro na aldeia. Um
comerciante de gado, informado da infidelidade da mulher por um papel
colado na porta da sua casa, acaba de matar o seu presumível amante.
É um dos pasquins anónimos cravados durante a madrugada nas portas
das casas, que não são panfletos políticos mas apenas denúncias sobre
a vida privada dos cidadãos, e que nada revelam que não seja do
conhecimento de todos há algum tempo. São os velhos boatos que
agora se tornam públicos: traições amorosas e políticas, assassinatos,
segredos de família envolvendo filhos bastardos e romances escusos.
Todos se sentem atingidos e ameaçados, dos cidadãos mais eminentes
aos mais humildes. Todos parecem ter algo a esconder e a revelar.
Qualquer habitante pode ser o autor dos bilhetes ou a próxima vítima.
Este romance foi adaptado ao cinema pelo realizador brasileiro Ruy
Guerra.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«O pano de fundo de todas essas narrativas é o conflito que, nos últimos cento e cinquenta anos, tem dividido a Colômbia entre liberais e conservadores, em particular a Guerra dos Mil Dias (1899-1903), verdadeiro leimotiv da ficção de García Márquez. Sob o manto pícaro da crónica de costumes, A Hora Má ilustra a precária coabitação dos adversários: "Havia ordens para acabar contigo", diz o alcaide ao homem que julgou vingar a honra da mulher, "ordens para te assassinarem numa emboscada e confiscarem as tuas reses para que o Governo tivesse com que subsidiar as enormes despesas das eleições em toda a região. Sabes que outros o fizeram..." De seguida apresenta a factura.
Como acima se diz, o traço distintivo é o tom neutro do relato (o que não exclui uma fina ironia), como se tudo, crimes e escapadelas, se equivalesse numa mesma ordem de valores.
Eduardo Pitta, Público
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722031561 |
| Editor: | Dom Quixote |
| Data de Lançamento: | agosto de 2008 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 157 x 242 x 11 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 192 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Ficção Universal |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722031561 |
OPINIÃO DOS LEITORES
América do Sul
António Baptista
Mais um bom livro deste nobel. Prende desde a 1ª página com uma narração forte e colorida.
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