Oferta toalha 30% de desconto

A Confissão de Lúcio

Livro de Bolso

de Mário de Sá-Carneiro
Editor: BIS, Janeiro de 2009 ‧
5,95€
4,76€
20% DE DESCONTO IMEDIATO + 10% CARTÃO
EM STOCK -
OFERTA TOALHA PRAIA Venda o seu livro
De entre as novelas de Sá-Carneiro, A Confissão de Lúcio foi consideradapor JoséRégio uma obra-prima, onde estão presentes três das suas obsessões: o suicídio, o amor e o anormal avançando atéàloucura. Foi publicada pelo poeta em 1914.
Grandes Livros Pequenos wookacontece 640.jpg

Grandes livros pequenos

Janeiro começa cheio de boas intenções e acaba a testar-nos a paciência. Vem carregado de resoluções ambiciosas, listas de afazeres demasiado longas e uma energia que raramente sobrevive à segunda semana. É um mês de resistência e, muitas vezes, de livros grandes demais para a vontade real de ler, como se o ano só pudesse começar depois de um certo sofrimento inicial. A seguir chega fevereiro, mais curto, sem paciência para excessos e com um ar de quem pede desculpa. Estes cinco livros foram escritos para serem lidos em fevereiro. Cada um deles tem o dom de, em poucas páginas, dizer o suficiente para continuar a ecoar depois de os fecharmos. Novela de Xadrez, de Stefan Zweig Em Novela de Xadrez, tudo começa num navio que atravessa o Atlântico. Entre os passageiros segue Mirko Czentovic, campeão mundial de xadrez, um génio absoluto no tabuleiro, mas incapaz de comunicar fora dele. A curiosidade em torno do jogador cresce e alguns passageiros organizam uma partida informal. É então que surge o enigmático Doutor B., um homem aparentemente comum que revela um talento inesperado para o jogo. Aos poucos, percebe-se que essa aptidão não nasceu do prazer nem do estudo convencional, mas de uma experiência limite, vivida longe do mundo e das pessoas. Nesta novela, Stefan Zweig transforma o xadrez numa metáfora do isolamento extremo e dos perigos de uma mente empurrada para dentro de si mesma. Mais do que o relato de um confronto entre dois homens, esta é uma obra sobre um duelo interior onde inteligência e obsessão se confundem. COMPRO NA WOOK! » Mário e o Mágico, de Thomas Mann Mário e o Mágico, de Thomas Mann, acompanha as férias de uma família alemã numa estância balnear italiana onde o ambiente, à partida descontraído, se transforma cada vez mais num espaço de hostilidade e intolerância. A narrativa centra-se num espetáculo conduzido por Cipolla, um mágico grotesco, fisicamente debilitado, mas dotado de uma capacidade inquietante de dominar quem o observa. Pela palavra, pela intimidação e pela humilhação, Cipolla transforma a submissão em entretenimento. Pequenos gestos, regras implícitas e atitudes aparentemente inofensivas instalam um desconforto constante. O público reconhece o abuso, sente-se incomodado, mas permanece sentado. A partir desta situação, Mann constrói uma crítica social e política incisiva. É difícil não associar a figura de Cipolla às de Hitler ou Mussolini, num retrato que mostra como o poder raramente se impõe apenas pela força e se instala com a colaboração silenciosa de quem assiste, hesita e prefere não interromper. COMPRO NA WOOK! » Felizes Anos de Castigo, de Fleur Jaeggy Felizes Anos de Castigo é uma história breve e incisiva sobre adolescência, memória e relações marcadas pela contenção emocional. A narradora lembra os anos passados num internato feminino na Suíça, um espaço dominado pela disciplina e distância afetiva. Nesse lugar confinado, a relação com Frédérique, figura admirada e inacessível, assume um peso central. Em torno dela concentram-se o desejo, o fascínio e a vulnerabilidade da protagonista, numa ligação marcada por uma dependência silenciosa. A escrita de Fleur Jaeggy é seca e rigorosa, dispensa explicações e qualquer forma de dramatização ou apelo à empatia. O colégio surge como um cenário de aprendizagem precoce da hierarquia, da exclusão e de formas veladas de violência. Mais do que um retrato da juventude, este pequeno livro observa como certas experiências moldam de forma duradoura a relação com os outros e com o mundo. COMPRO NA WOOK! » Um Homem que Dorme, de Georges Perec Um estudante universitário decide, sem explicação aparente, retirar-se da vida comum. Abandona as aulas, corta contactos e passa a habitar a cidade como um observador distante. Come, dorme, caminha, olha, mas escolhe não participar. Não há drama exterior nem conflito visível, apenas uma recusa calma em não aderir. Esta é a premissa de Um Homem que Dorme, de Georges Perec, uma narrativa que, ao registar rotinas mínimas e focar-se na repetição dos dias, acompanha esse processo de afastamento progressivo enquanto o mundo continua a funcionar sem sobressaltos, indiferente à ausência do protagonista. À semelhança de Bartleby, a atitude do jovem não surge como protesto explícito, mas como esvaziamento deliberado, sem que se procurem causas, diagnósticos ou soluções. Tudo acontece num território intermédio, onde a ausência emocional se transforma numa forma de estar. COMPRO NA WOOK! » A Confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro Existem poucos livros na literatura portuguesa que se empenham tanto em inquietar o leitor como A Confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro. Lúcio escreve a partir da prisão, numa tentativa de reconstruir e justificar os acontecimentos que o conduziram até ali. O romance, que recorre a elementos do género policial, gira em torno da sua amizade intensa com Ricardo de Loureiro e da relação ambígua com Marta, mulher de Ricardo. Desde o início, tudo é ambíguo: as personagens parecem fragmentadas, pouco sólidas, como se não fossem inteiramente reais. O protagonista move-se num território incerto, onde desejo e culpa deixam de ser categorias distintas e passam a contaminar-se mutuamente. À medida que o texto avança, a estranheza deixa de surpreender e impõe o seu ritmo. O crime deixa de explicar seja o que for e o foco recai sobre o colapso de uma identidade. COMPRO NA WOOK! » Estes cinco livros mostram que a força de uma leitura não se mede pelo volume. São obras que avançam por concentração, não por acumulação, e que preferem o desconforto à explicação, a rutura à resolução. Em todos eles, algo se quebra, se retira ou se torna opaco, obrigando o leitor a permanecer atento mesmo depois da última página. Nenhum deles oferece conforto nem respostas fáceis, mas todos deixam, cada um à sua maneira, uma marca diferente. São livros pequenos, escolhidos para quem sabe que, por vezes, ler menos é ler melhor.

A Confissão de Lúcio

Livro de Bolso

de Mário de Sá-Carneiro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896530112
Editor: BIS
Data de Lançamento: Janeiro de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 192 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Coleção: BIS
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896530112

Essencial

AF

Novela indispensável para entender a obra de um dos autores mais importantes para o Modernismo Português, numa edição de leitura prática e acessível.

Incrível

Vanessa Gouveia

Uma incrível crise existencial de género, que aborda a sexualidade, a fantasia, identidade (ou a procura dela), e aborda tópicos ´´difícies´´, tendo em conta que foi uma história criada em 1913.

Excelente leitura

C.M

Muito cativante, inesperado e bem escrito. Lê-se muito bem e muito rápido. Recomendo vivamente.

"Um vago constrangimento"

Afonso Oliveira Fachada

Uma torva aventura, guiada por uma estranheza persistente.

Construção encantadora

A. Fernandes

O personagem principal tem claramente um quê de autobiográfico. O mistério construído e os cenários exuberantes descritos recordaram-me imenso O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Foi a primeira prosa que li de Sá Carneiro e posso dizer que conquistou o meu interesse.

Inovador

Fábio Polónio

É uma das primeiras obras da literatura portuguesa a desafiar abertamente as normas da identidade e da sexualidade. Antecipou questões que viriam a ser centrais no existencialismo, no surrealismo e na psicanálise. Considerada uma das grandes obras-primas da prosa modernista portuguesa, ao lado de Mensagem (Fernando Pessoa) e Húmus (Raúl Brandão). Mário de Sá-Carneiro, como outros modernistas e decadentistas, usava frequentemente a ambiguidade, o simbolismo e a estética do “não-dito” para abordar temas como o desejo homoafetivo, a androginia e o conflito interior.

SOBRE O AUTOR

Mário de Sá-Carneiro

Poeta e ficcionista, com Fernando Pessoa e Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro constitui um dos principais representantes do Modernismo português. Partindo para Paris, em 1912, para cursar Direito, estudos que abandonaria pouco depois, a figura de Mário de Sá-Carneiro assume uma importância basilar para a compreensão do modo como o Modernismo português se foi formando com caracteres próprios na recepção das correntes de vanguarda europeias, processo de que a correspondência que estabeleceu com Fernando Pessoa dá um testemunho documental precioso e que culminaria com a publicação de Orpheu, em 1915. Os poemas que edita no primeiro número de Orpheu, destinados a Indícios de Oiro, são, a este título, significativos da sua adesão às estéticas paúlica e sensacionista, que na correspondência entre os dois grandes poetas fora gerada, glosando, então, em moldes muito devedores do simbolismo-decandentismo, a abjecção de um eu em conflito com um outro, reverso da sua frustração e insatisfação ("Eu não sou eu nem o outro, / Sou qualquer coisa de intermédio: / Pilar da ponte de tédio / Que vai de mim para o Outro", "7"), ao mesmo tempo que a publicação de "Manucure", no segundo número de Orpheu , revela uma incursão por uma forma poética mais próxima da escrita da vanguarda futurista, no que contém de autonomização do significante. Já antes de Orpheu, a colaboração de Mário de Sá-Carneiro na revista Renascença (1914) - onde Fernando Pessoa publica Impressões de Crepúsculo -, com a publicação de Além (apresentado como uma tradução portuguesa de certo Petrus Ivanovitch Zagoriansky), instituíra a sua experiência poética na charneira entre a herança simbolista e as tentativas paúlicas e interseccionistas. Mário de Sá-Carneiro constitui ainda um paradigma da prosa modernista portuguesa pela publicação das narrativas Céu em Fogo e A Confissão de Lúcio, construídas frequentemente a partir do estranhamento de um narrador insolitamente introduzido em situações onde o erotismo, o onirismo, o fantástico, se associam aos temas obsessivos do desdobramento e autodestruição do eu. O seu suicídio, com 26 anos, parecendo vir selar aquele sentimento de inadaptação à vida, de permanente incompletude, de narcísico auto-aviltamento e, sobretudo, de consciência dolorosa da irremediável cisão do eu, consubstanciada na dramática tensão entre um eu, vil e prosaico, e um outro, seu duplo ideal, que alimentaram tematicamente a obra, nimbou-o para a posteridade de uma aura de poeta maldito, que deixaria um forte ascendente sobre a poesia contemporânea de gerações posteriores à sua. Com efeito, a mensagem poética do autor de Indícios de Oiro ecoa postumamente na literatura presencista da geração de 50 e até surrealista, passando por nomes absolutamente diversos como Sebastião da Gama, Mário de Cesariny ou Alexandre O'Neill, entre muitos outros.

(ver mais)

LIVROS DA MESMA COLEÇÃO

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU