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A Confissão De Lúcio Audiolivro

de Mário de Sá-Carneiro; Narrado por: Diogo Soares
Livro Audiolivro
Editor: Leya, Janeiro de 2009 ‧
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De entre as novelas de Sá-Carneiro, «A Confissão de Lúcio» foi considerada por José Régio uma obra-prima, onde estão presentes três das suas obsessões: o suicídio, o amor e o anormal avançando até à loucura.
Escrito em forma de policial, tem como base o triângulo amoroso entre Lúcio, o seu amigo Ricardo e a mulher deste, Marta.
O narrador, Lúcio, confessa a sua inocência, depois de ter passado dez anos na prisão acusado da morte de Ricardo, ocorrida em circunstâncias misteriosas e da qual a única testemunha é o próprio Lúcio.

A Confissão De Lúcio

de Mário de Sá-Carneiro; Narrado por: Diogo Soares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895810130
Editor: Leya
Data de Lançamento: Janeiro de 2009
Idioma: Português
Tipo de produto: Audiolivro
Duração: 3 horas e 2 minutos
Tamanho Ficheiro 93.42 MB
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: Audiolivros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895810130

Essencial

AF

Novela indispensável para entender a obra de um dos autores mais importantes para o Modernismo Português, numa edição de leitura prática e acessível.

Incrível

Vanessa Gouveia

Uma incrível crise existencial de género, que aborda a sexualidade, a fantasia, identidade (ou a procura dela), e aborda tópicos ´´difícies´´, tendo em conta que foi uma história criada em 1913.

Excelente leitura

C.M

Muito cativante, inesperado e bem escrito. Lê-se muito bem e muito rápido. Recomendo vivamente.

"Um vago constrangimento"

Afonso Oliveira Fachada

Uma torva aventura, guiada por uma estranheza persistente.

Construção encantadora

A. Fernandes

O personagem principal tem claramente um quê de autobiográfico. O mistério construído e os cenários exuberantes descritos recordaram-me imenso O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Foi a primeira prosa que li de Sá Carneiro e posso dizer que conquistou o meu interesse.

Inovador

Fábio Polónio

É uma das primeiras obras da literatura portuguesa a desafiar abertamente as normas da identidade e da sexualidade. Antecipou questões que viriam a ser centrais no existencialismo, no surrealismo e na psicanálise. Considerada uma das grandes obras-primas da prosa modernista portuguesa, ao lado de Mensagem (Fernando Pessoa) e Húmus (Raúl Brandão). Mário de Sá-Carneiro, como outros modernistas e decadentistas, usava frequentemente a ambiguidade, o simbolismo e a estética do “não-dito” para abordar temas como o desejo homoafetivo, a androginia e o conflito interior.

SOBRE O AUTOR

Mário de Sá-Carneiro

Poeta e ficcionista, com Fernando Pessoa e Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro constitui um dos principais representantes do Modernismo português. Partindo para Paris, em 1912, para cursar Direito, estudos que abandonaria pouco depois, a figura de Mário de Sá-Carneiro assume uma importância basilar para a compreensão do modo como o Modernismo português se foi formando com caracteres próprios na recepção das correntes de vanguarda europeias, processo de que a correspondência que estabeleceu com Fernando Pessoa dá um testemunho documental precioso e que culminaria com a publicação de Orpheu, em 1915. Os poemas que edita no primeiro número de Orpheu, destinados a Indícios de Oiro, são, a este título, significativos da sua adesão às estéticas paúlica e sensacionista, que na correspondência entre os dois grandes poetas fora gerada, glosando, então, em moldes muito devedores do simbolismo-decandentismo, a abjecção de um eu em conflito com um outro, reverso da sua frustração e insatisfação ("Eu não sou eu nem o outro, / Sou qualquer coisa de intermédio: / Pilar da ponte de tédio / Que vai de mim para o Outro", "7"), ao mesmo tempo que a publicação de "Manucure", no segundo número de Orpheu , revela uma incursão por uma forma poética mais próxima da escrita da vanguarda futurista, no que contém de autonomização do significante. Já antes de Orpheu, a colaboração de Mário de Sá-Carneiro na revista Renascença (1914) - onde Fernando Pessoa publica Impressões de Crepúsculo -, com a publicação de Além (apresentado como uma tradução portuguesa de certo Petrus Ivanovitch Zagoriansky), instituíra a sua experiência poética na charneira entre a herança simbolista e as tentativas paúlicas e interseccionistas. Mário de Sá-Carneiro constitui ainda um paradigma da prosa modernista portuguesa pela publicação das narrativas Céu em Fogo e A Confissão de Lúcio, construídas frequentemente a partir do estranhamento de um narrador insolitamente introduzido em situações onde o erotismo, o onirismo, o fantástico, se associam aos temas obsessivos do desdobramento e autodestruição do eu. O seu suicídio, com 26 anos, parecendo vir selar aquele sentimento de inadaptação à vida, de permanente incompletude, de narcísico auto-aviltamento e, sobretudo, de consciência dolorosa da irremediável cisão do eu, consubstanciada na dramática tensão entre um eu, vil e prosaico, e um outro, seu duplo ideal, que alimentaram tematicamente a obra, nimbou-o para a posteridade de uma aura de poeta maldito, que deixaria um forte ascendente sobre a poesia contemporânea de gerações posteriores à sua. Com efeito, a mensagem poética do autor de Indícios de Oiro ecoa postumamente na literatura presencista da geração de 50 e até surrealista, passando por nomes absolutamente diversos como Sebastião da Gama, Mário de Cesariny ou Alexandre O'Neill, entre muitos outros.

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