O Meu Nome é Vermelho
SINOPSE
Em O Meu Nome É Vermelho, inicia-se uma viagem até Istambul, do século XVI onde um iluminista da corte aparece morto no fundo de um poço. A partir daqui desenrola-se uma história que pode ser lida não só como um mistério, mas também como uma história de amor. A narrativa desenrola-se em torno das investigações deste homicídio, sendo contada alternadamente por diferentes personagens, a maioria humanas, mas também por animais e objectos. Um romance exótico onde se espelha a tensão entre Ocidente e Oriente.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Pamuk é um mestre da narrativa, e um romancista consumado, capaz de colocar o leitor em ambas as faces do espelho, tecendo uma história de múltiplas leituras, num registo esplêndido, onde as diversas vozes deslocam o fulcro da história, viajando entre o passado e o presente, entre a literatura clássica e os anseios de gente viva. Ocidente e Oriente cruzam-se, mais uma vez, questionando-se, olhando-se face a face, como nuvens dissolvendo-se no espelho de água do Corno de Ouro, deixando um rasto de vermelho no céu do entardecer.»
José Guardado Moreira, Expresso
«É um romance encantatório.»
José Riço Direitinho, Público
«Magnífico».
Observer
«Nós, no Ocidente apenas podemos sentir gratidão pela existência de Pamuk, que actua como uma ponte entre a nossa cultura».
Daily Telegraph
«Uma narrativa encantadora».
Publishers Weekly
«Uma história de amor maravilhosa».
Frankfurter Allgemeine Zeitung
«Fabuloso, desconcertante, excitante…é um romance maravilhoso, sonhador, apaixonado e ilustre, exótico de uma forma original e excitante».
Spectator
«O desdobramento do material narrativo é impressionante e não podia ser mais suculento».
El Pais
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722338349 |
| Editor: | Editorial Presença |
| Data de Lançamento: | setembro de 2007 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 231 x 29 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 480 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Grandes Narrativas |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722338349 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Pelas mãos de um mestre
Manuel Mesquita
Pelas mãos de Pamuk, mergulhamos na Istambul do séc. XVI, na feitura de livros iluminados. Depois do crime, é preciso descobrir o culpado e ir conhecendo as várias miniaturas feitas... Será um livro do agrado de quem gosta de mergulhar numa cultura diferente e de outros tempos, por um lado, e, por outro, de quem gosta de um bom mistério.
O meu nome é vermelho
Mariana Faria
Estou a ler este romance e a gostar muitíssimo. Orhan Pamuk é um autor que não desilude!
Magnificamente diferente.
CatNoir
Dá-se um assassinato nesta novela histórica. A personagem Negro volta a Instambul para resolver este assassinato que está relacionado com um livro. Depara-se com o conflito entre religião, amor e arte. É uma caminhada contada na 1ª pessoa até ao assassino, mas em cada capítulo surge um novo narrador com um diferente ponto de vista, o que torna o mistério mais intrigante.
Imperdível
Daniel Caridade
Uma obra que nos mergulha na cultura oriental otomana, fazendo-nos perder nos meandros das ruas estreitas de Istambul enquanto vivemos por dentro as experiências dos vários personagens, em busca do deslinde de um assassinato que lança a trama desta obra monumental, e nos seduz com uma visão cuidada sobre um mundo que nos é estranho e paradoxalmente demasiado próximo, esgrimindo de forma muito bela os traços mais vincados na natureza humana, desde a paixão, a cobiça e a intriga. Uma obra do Prémio Nobel da Literatura de 2006 a não perder.
Um Marco
A Ferreira
Esteve muito tempo esgotado e comecei agora a ler, esta magnifica obra, tal como todas as outras deste meu autor favorito, não posso ainda tecer um comentário definitivo pois vou ainda no principio e já se adivinha uma trama tipicamente "Pamukiana" Adoro. Não quero levantar o véu da trama mas inicia com um ponto de vista totalmente inesperado. Fantástico. Estou ansiosa por todas as paginas que se seguirão.
Orhan Pamuk, vermelho, uma leitura branca
jaime manuel basso pequito crespo
Finalmente, devido a contingências várias, completei a leitura desta obra, quase três anos após ter iniciado a leitura. Um dos fatores que terá atrasado esta leitura e não displicente foi o fato de ter mais tempo para saborear a intriga, o romance, a trama, as frases, palavra a palavra do manancial escrito. De fato, para mim, foi uma das melhores obras que me foi dado ler nos últimos tempos. E sobre ela o que poderei dizer mais que é uma delícia? Pouco ou nada, tudo o que acrescentar venha só lhe retirará valor… Poderei dizer que estamos perante uma obra que representará para a Turquia e o Oriente o que representou para o cânone literário ocidental "o nome da rosa" de Umberto Eco. E as afinidades são algumas. Apenas afinidades. Também esta obra coloca em confronto duas visões do mundo: a (pretensa) visão de Deus e o modo de ver profano, humano. Quando todo o Ocidente europeu vivera o choque renascentista, se humanizou e se prepara já para enfrentar as Luzes, temos uma Istambul, capital do império Otomano, que se prepara para as celebrações do milénio (em anos lunares) da Hégira e cujos pintores se encontram perante o desafio a aceder a uma nova pintura, humana, como se pratica no Ocidente e lhes chegam notícias sobretudo através dos contactos com Veneza, e o apelo da tradição que manda pintar do mesmo modo, a visão de Deus, as coisas mundanas. É um conflito duro, de levar à morte e perante o qual ninguém pode ter certezas sobre nada. E é quanto a mim a principal dádiva que este romance fresco nos oferece: a dúvida. Dúvida de como devemos dirigir a nossa vida, dúvida nas escolhas culturais a fazer, dúvida até perante o objeto do amor e que se ama. Alegremo-nos, os tempos dos bons romances estão de regresso. jaime crespo
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