10% de desconto

O Jogo do Mundo

Rayuela

de Julio Cortázar
Livro eBook
Editor: Cavalo de Ferro, abril de 2008 ‧
26,45€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -
portes grátis
O amor turbulento de Oliveira e da «Maga», os amigos do Clube da Serpente, as caminhadas por Paris em busca do Céu e do Inferno, têm o seu outro lado na aventura simétrica de Oliveira, Talita e Traveler, numa Buenos Aires refém da memória.

A publicação de «O jogo do mundo» (Rayuela) em 1963 foi uma verdadeira revolução no romance mundial: pela primeira vez, um escritor levava até às últimas consequências a vontade de transgredir a ordem tradicional de uma história e a linguagem usada para a contar. O resultado é este livro único, cheio de humor, de risco e de uma originalidade sem precedentes.

Considerado o romance que melhor retrata as inquietudes e melhor resume o Século XX na visão latino-americana do mundo, desde a sua publicação, gerações de escritores são, de uma maneira ou de outra, devedoras de «O jogo do mundo».

« "Rayuela" / "O Jogo do Mundo" não é só o livro mais ambicioso e mais célebre do argentino Cortázar, nem é só um dos livros que, entre "Pedro Páramo" (1955), de Juan Rulfo, e "Cem Anos de Solidão" (1967), de Gabriel Garcia Márquez, ajudou decisivamente a "canonizar" a moderna literatura em castelhano das Américas, com boom ou sem ele. Num século (XX) de desvairadas "vanguardas" e experimentações, "Rayuela" é (independentemente da língua) um dos romances que mais "experimentou" e que consegui sobreviver à experiência. Com consciência crítica dela, com método e ironia.»
Mário Santos, Público

«O Jogo do Mundo é o jogo perfeito das palavras.»
Diário de Notícias

«O Jogo do Mundo é uma obra-prima.»
Expresso

«O fascínio que fez deste livro um monumento literário único e mítico para legiões de leitores e escritores, mantém-se intacto.»
Time Out

LivrosdosVerões_Lit_wookacontece_640.jpg

A arte de não pertencer

Embora alguns livros se enquadrem numa categoria específica, há outros que resistem a rótulos, provocando verdadeiras dores de cabeça a leitores que gostam de ver as suas estantes bem arrumadas. São obras que, por várias razões, fogem ao convencional e misturam estilos, flutuam entre géneros ou, em casos extremos, desafiam a própria ideia de “livro”. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes Cervantes viveu na época dourada dos romances de cavalaria. Estas histórias não eram muito diferentes entre si, sempre protagonizadas por cavaleiros heroicos que atravessavam o mundo em defesa da honra, da justiça e, claro, de uma donzela em apuros. À primeira vista, Dom Quixote parece apenas mais um exemplar dessa tradição: Quixote é um cavaleiro que percorre a Espanha montado no seu cavalo, Rocinante, acompanhado pelo fiel escudeiro Sancho Pança, em nome da sua amada Dulcineia. Mas Miguel de Cervantes apresenta-nos algo completamente diferente. Na verdade, Quixote é um velho fidalgo que, depois de ler muitos romances de cavalaria, perde a noção da realidade e passa a acreditar que o mundo funciona segundo os valores e os códigos dessas histórias. A sua “loucura” nasce da leitura apaixonada e obsessiva, que transforma estalagens em castelos, moinhos em gigantes e criadas em princesas. Ele não é um cavaleiro típico, é um leitor que tenta viver dentro dos livros que gosta, num mundo que não existe. É nesta distância entre a fantasia literária e a dureza do real que Cervantes constrói uma obra que não repete o género, desmonta-o com humor, melancolia, metalinguagem e crítica social. Dom Quixote é uma comédia, é uma tragédia, é sátira, homenagem, narrativa de aventuras e ensaio filosófico. É um livro inclassificável que, ao combinar géneros, inaugura a modernidade literária ao recusar um rótulo. QUERO LER! » Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy, é outra obra difícil de classificar. Parece um western, mas subverte o género e vai muito além de uma simples história de cowboys. A narrativa acompanha um jovem, conhecido apenas como "o rapaz", que se junta a um grupo de caçadores de índios liderado pelo enigmático juiz Holden. Ao longo da narrativa, McCarthy combina a brutalidade de uma história de aventura com reflexões sobre violência, moralidade e natureza humana. Além disso, a figura do juiz Holden introduz no romance elementos de fantasia, dada a natureza quase sobrenatural da personagem, que parece encarnar as forças do caos e da destruição. A escrita poética e imersiva dá ao livro uma dimensão épica, ao mesmo tempo que explora temas como o poder, a guerra e a História. QUERO LER! » Matadouro Cinco, de Kurt Vonnegut Kurt Vonnegut combateu na Segunda Guerra Mundial e estava em Dresden quando, em 1945, a cidade alemã foi bombardeada pelos Aliados. Sobreviveu por acaso, escondido num matadouro subterrâneo chamado Schlachthof-fünf (Matadouro Cinco). Anos mais tarde, decidiu escrever sobre essa experiência traumática, recorrendo a factos verídicos, mas também à imaginação e ao humor negro. O resultado é uma obra desconcertante, que mistura géneros improváveis, como a ficção científica, o drama de guerra e a autobiografia. Matadouro Cinco é sobre Billy Pilgrim, um prisioneiro de guerra que viaja no tempo e no espaço, testemunha várias guerras e, entre episódios, é raptado por extraterrestres que o levam para um planeta distante, onde passa a viver numa espécie de jardim zoológico humano. A narrativa oscila entre o absurdo e a melancolia, o cómico e o trágico, construindo um romance difícil de classificar sobre o horror e a estupidez da guerra. QUERO LER! » A Possibilidade de uma Ilha, de Michel Houellebecq Michel Houellebecq é um autor polémico, conhecido tanto pelo estilo provocador como pela escrita crua e desencantada. Em A Possibilidade de uma Ilha, conhecemos Daniel, um humorista cínico que vive num futuro onde a clonagem é usada como resposta à morte e ao sofrimento. A narrativa alterna entre o presente e um tempo distante, em que os seus sucessivos clones vivem isolados e refletem sobre o amor, a solidão e o fim da Humanidade tal como a conhecemos. Houellebecq transforma a ficção científica numa meditação existencial, questionando a obsessão contemporânea com a juventude, o prazer e a imortalidade. Em vez de procurar respostas, o romance expõe feridas: o tédio moderno, a desumanização tecnológica e a procura de sentido. Com muita ironia e melancolia, A Possibilidade de uma Ilha, confronta-nos com uma imagem desconfortável, mas familiar, daquilo em que nos estamos a tornar. QUERO LER! » O Jogo do Mundo, de Julio Cortázar Há escritores que não se contentam apenas em combinar géneros e decidem subverter a estrutura do romance. O Jogo do Mundo, de Julio Cortázar, é um exemplo paradigmático de romance experimental, ao conceder ao leitor um papel ativo na construção da narrativa. Longe de ser um recetor passivo, o leitor torna-se coautor da experiência literária. O livro pode ser lido de duas formas: seguindo a sequência tradicional, capítulo a capítulo, da primeira à última página; ou segundo a ordem proposta pelo autor, que resulta numa história não linear e mais fragmentada. A ideia que temos do enredo e das personagens muda consoante o caminho escolhido. Cortázar funde elementos surrealistas e existencialistas ao explorar temas como o amor, a solidão e a loucura. Com uma linguagem inovadora e uma estrutura desconstruída, esta obra transcende os limites dos géneros literários, e proporciona uma experiência interativa e única, que desafia o leitor a questionar a realidade.
QUERO LER! » Todos estes livros oferecem mais do que histórias. Desafiam os limites impostos por géneros e pela estrutura tradicional do romance, e abrem caminho a novas formas de ler e de escrever. Afinal de contas, é bom existirem livros que nos obrigam a reorganizar prateleiras.

O Jogo do Mundo

Rayuela

de Julio Cortázar

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896230791
Editor: Cavalo de Ferro
Data de Lançamento: abril de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 240 x 42 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 632
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896230791

o jogo da leitura

Joana Leitao

Maravilhoso! Um dos escritores mais brilhantes que passou na terra. Como toda a sua obra, este é mais um livro imperdível e fantástico. A particularidade de o podermos ler de duas maneiras diferentes torna-o único. Pode ler de fio a pavio, ou de acordo com as indicações do autor, seguindo a ordem esquemática apresentada. Este escritor nunca desilude, a sua voz é grande e reconhecível, sarcástica, crítica e com muito humor. Música, críticas socias ou políticas e amor nunca faltam nas suas fantásticas histórias. Obrigatório em qualquer biblioteca.

Os dados estão lançados

Bernardo Gonçalves de Faria

Trata-se, de facto, de um jogo. Começando logo por decidir que caminho escolher: ou ler de seguida até uma certa parte, ou seguir uma ordem aleatória proposta pelo escritor, ou, se nos der na gana, de o percorrer como bem entendamos. Trata-se, de facto, de um jogo. Os dados estão lançados, o atrevimento é avançar da primeira casa.

Cheque Mate

Fernando Braz

O fervilhar dos cafés de Paris, das ideias e dos sentires e o regresso insano às origens, tudo fundido num obsidiante mate -não muito distinto do de Lisandro Lopes em "Los Muertos"-, num verde de existir, iluminado por velas quando a chuva fustiga a janela: assim é este Jogo (sinuoso) do Mundo.

Clássico.

D.

Um clássico que nos agarra na primeira página. Gostei imenso.

SOBRE O AUTOR

Julio Cortázar

Escritor argentino, Julio Cortazár nasceu a 26 de agosto de 1914, em Bruxelas, na Bélgica, durante uma viagem de negócios empreendida pelos seus pais. Em 1918 a família regressou a Buenos Aires, onde Cortázar veio a estudar, obtendo, em 1935, habilitações como professor do ensino secundário pela Escuela Normal de Professores Mariano Acosta. Ingressou depois na Universidade de Buenos Aires e deu aulas nas escolas secundárias de Bolívar, de Chivilcoy e de Mendonza.
Em 1944 conseguiu uma posição como professor de Literatura Francesa na Universidade de Cuyo, em Mendonza, onde se envolveu numa manifestação contra a política populista e sindicalista de Juan Domingo Peron, pelo que foi encarcerado. Posto em liberdade pouco tempo depois, viu, no entanto, vedada a sua carreira académica. Assumiu então, e em 1946, a direção de uma editora em Buenos Aires, funções que desempenhou até 1948, altura em que completou a sua licenciatura em Direito e Línguas. Cortázar passou então a trabalhar como tradutor.
Em 1949 publicou a sua primeira obra digna de interesse, Los Reyes, um longo poema narrativo em que utilizava arquétipos como o Minotauro e o Labirinto de Creta. Em 1951, época em que o regime de Peron se estabelecia como ditadura, publicou numa revista mantida por Jorge Luis Borges, a Los Anales de Buenos Aires, a sua primeira coletânea de contos, com o título Bestiário (1951).
Nesse mesmo ano, e em resultado das perseguições que lhe foram movidas, o autor optou pelo exílio, mudando para Paris, cidade que não mais abandonaria. A partir de 1952 passou a trabalhar para a UNESCO como tradutor independente.
Continuou a publicar coletâneas de contos, como Final de Juego (1956), Las Armas Secretas (1959), obra que viria a ser adaptada para cinema pelo realizador italiano Michelangelo Antonioni, com o título Blow Up, em 1966. Em 1960 consagrou-se também como romancista, com o aparecimento de Los Premios, obra em que contava o rumo de um grupo de pessoas que ganham como prémio de lotaria um cruzeiro-surpresa. O seu romance mais conhecido, Rayuela, seria publicado em 1963. A obra, original e imaginativa, influenciou significativamente a literatura da América Latina.
Em 1973 empreendeu uma longa viagem pela América do Sul, visitando países como o Peru, o Equador, o Chile e a Argentina, como investigador das violações dos direitos humanos no continente, apoiando, com os ganhos resultantes da venda das suas obras, os Sandinistas e as famílias de prisioneiros políticos.
Em 1975 lecionou, como professor convidado, nas Universidades de Oklahoma e do Barnard College de Nova Iorque. Em 1981 tomou a nacionalidade francesa e, dois anos depois, foi-lhe autorizado visitar de novo a Argentina.
Faleceu a 12 de fevereiro de 1984, em Paris. Embora seja geralmente aceite como causa da sua morte uma leucemia, existe também a opinião de que o autor tenha sido vítima de SIDA, nesse tempo ainda não diagnosticável.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU