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Os Esquecidos de Domingo

de Valérie Perrin
Livro eBook
Editor: Editorial Presença, novembro de 2023 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Aos 22 anos, Justine vive com os avós e o primo, Jules, desde que os pais de ambos morreram num acidente. Os dias de Justine parecem suceder-se sem que nada se altere: trabalha nas Hortênsias, um lar de idosos na pequena aldeia onde habita, e adora conversar com os residentes. Entre eles, está Hélène, uma centenária cujo sonho sempre foi aprender a ler.

Justine e Hélène criam um profundo laço de amizade, alimentado pelas horas que passam a escutar-se e a partilhar memórias e sentimentos. E eis que, enquanto as conversas se multiplicam, três coisas acontecem: Justine começa a interrogar-se sobre a morte dos pais, compra um caderno no qual começa a escrever regularmente, e, no lar, surgem estranhos telefonemas que vão provocar uma pequena revolução nas Hortênsias… De que forma se entrelaçam as histórias? Como podem as antigas e novas memórias fazer Justine mudar o rumo da sua vida?

Como já nos habituou, Valérie Perrin deslumbra-nos com a sua enorme sensibilidade ao tratar os temas mais delicados das nossas vidas num romance em que a melancolia e a graça andam de mãos dadas e nada é deixado ao acaso do destino.

«Um livro que nos lembra - como só Valérie Perrin consegue fazer - que o amor verdadeiro dura para sempre . Que grande romance.»
Paris Match

«Justine é uma protagonista tão original que nos cativa imediatamente. E o universo desta história, surpreendente, prova mais uma vez o talento da autora. Valérie Perrin é uma contadora de histórias ímpar.»
Elle

«Em tudo o que lemos e vemos, há indulgência e delicadeza.»
The Guardian

"Perrin é uma contadora de histórias exímia. Se já leu o tão aclamado romance A Breve Vida das Flores saberá certamente que não o dizemos em vão. Os Esquecidos de Domingo é uma nova prova da sensibilidade da autora e da sua capacidade de tocar o leitor de um modo inolvidável.
Esta obra é protagonizada por Justine, uma jovem de 21 anos que perdeu os pais num acidente, e Hélène, uma centenária que reside no lar onde Justine trabalha. Hélène recorda uma vida marcada por uma grande história de amor que partilhou com Lucien e das horas passadas a partilhar memórias, cresce entre as duas uma bonita amizade.
Ouvir Hélène partilhar a história da sua vida ajuda Justine a questionar o seu próprio passado, levantando questões, nomeadamente, sobre a morte dos seus pais no acidente de automóvel e sobre o comportamento dos seus avós. Aos poucos, desvenda os segredos do seu passado, incríveis intrigas familiares das quais se protegera durante anos. Agora empoderada pela nova amizade, pelas memórias com ela partilhadas pelos pacientes do lar, Justine enfrenta o trauma do passado de modo a poder viver o presente no seu esplendor.
Este é um romance sobre a memória e a importância de recordar, com elementos de humor, melancolia e ternura. Deixe-se levar naquela que é uma viagem emocional que vai recordar durante longos anos. É um daqueles livros que deixa o leitor a transpor as questões para a sua própria realidade, que nos convida a revisitar a importância de criar memórias que queiramos recordar até aos nossos últimos dias."

Os Esquecidos de Domingo

de Valérie Perrin

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722372503
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: novembro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 234 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 312
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grandes Narrativas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722372503

Uma Comovente Biblioteca de Vidas Esquecidas

Mara Ferreira

"Os Esquecidos de Domingo" é, na sua essência, um poderoso e comovente ato de acusação contra uma sociedade que arruma os seus idosos num canto para não ter de lidar com eles. A genialidade de Valérie Perrin começa na sua escolha de narradora: Justine, uma jovem de 21 anos que, contra todas as expectativas, adora trabalhar num lar de terceira idade. Ela não vê um lugar de fim, mas sim uma biblioteca de vidas, e a sua missão torna-se a de ser a guardiã destas histórias antes que se percam para sempre. Confesso que, a certa altura, senti que a narrativa se perdia. O livro salta entre a história de Justine, a epopeia de amor de Hélène (uma das residentes), e os segredos da própria família da narradora, como o casamento de mentira dos seus avós, uma dor vivida em silêncio durante décadas. A minha primeira reação foi a de frustração, de sentir que nenhuma história era aprofundada o suficiente. Mas depois, percebi. O livro não se "perde"; ele meandra, tal como a memória. Ele salta de uma vida para a outra, de um segredo para o outro, para nos dar a sensação esmagadora da quantidade de amor, de dor e de aventura que a nossa sociedade escolhe esquecer. A estrutura fragmentada não é uma falha; é o método. É um livro que nos obriga a abrandar e a escutar. A Justine, com a sua empatia imensa, ensina-nos a ver para além da fachada da velhice e a encontrar as epopeias que se escondem em cada quarto. É uma obra com uma alma imensa, que nos deixa com o coração apertado e uma pergunta desconfortável: quantas bibliotecas de vidas estamos nós, como sociedade, a deixar que se incendeiem em silêncio?

Inesquecivelmente maravilhoso!

Micaela Marques

Uma história extraordinária, aborda o amor nas suas mais diversas formas e por caminhos tão diferentes, mas que se articulam entre o mistério e a crítica social tão atual e importante. O segundo livro que tive o prazer de ler desta autora, e continuo fã… prende-nos de forma tão particular e mágica!

Os Esquecidos de Domingo

Sara Alves

Mas que livro é este? Estou completamente atónita! Uma história capaz de envolver, e desenvolver, os mais diversos sentimentos: o luto, a culpa, os remorsos, a traição, a descoberta, a compaixão e o amor. E, sinceramente, não estamos preparados para o que acontece a cada virar de página. Narrado, maioritariamente, pela Justine, com 21 anos e auxiliar de geriatria, acho que se pode dizer que tem uma alma de “velha”. Destaca-se dos adolescentes da sua idade, não só pelo seu passado mas, principalmente, pela influência da Hélène. Esta, está na casa dos noventa anos, pouco fala e vive no passado, certamente à espera do futuro. A narrativa desenvolve-se de tal maneira que em certo ponto estamos envolvidos em mais do que uma história, em simultâneo. A história da Hélène, a história do passado da Justine, assim como a do seu presente e futuro. É impossível alguém ficar indiferente ao amor no seu estado mais puro, por vezes, perdemo-lo cedo demais e só o queremos reencontrar noutra vida, outras vezes, sentimo-lo quando somos obrigados a não senti-lo e, numa terceira perspectiva, ele pode estar mesmo à nossa frente e não nos conseguimos aperceber de imediato. Amar não é tarefa fácil mas é dos sentimentos mais bonitos que se pode nutrir, com toda a certeza. Aventurem-se neste livro, atrevam-se a sentir tudo o que ele vos despoleta, seja à dor de um esquecido de domingo, seja à solidão de um caso perdido ou ao amor ainda não vivido ou perdido. No final, arrependimento não constará na vossa lista de sentimentos. Prometo!

Muito Bom

Sequeira

Incrível! Leitura acessível, história bonita e um plot twist muito bom!

Mais uma obra prima da querida Valérie

Daniela M.

Valérie Perrin tornou-se uma das minhas escritoras favoritas porque as suas obras tocam-me de uma maneira muito particular. Eu agarro-me à nostalgia e melancolia das suas palavras; à simplicidade da sua narrativa; ao triste fado das personagens. Este livro transportou-me para a solidão do fim dos nossos dias, para a efemeridade da beleza e da nossa temeridade enquanto jovens. É um adeus definitivo aos amores vividos e à vitalidade que outrora tivemos. Chorei. Agradeci à Vida. E desejei que o Destino fosse menos ingrato.

Maravilhoso

Marta Fernandes - mfbooklover

Adoro a beleza e a simplicidade com que escreve e transforma cada história em algo tão poético, real e envolvente. Os esquecidos de domingo é sobre a solidão dos mais idosos, as suas histórias e a sua sabedoria que nos enriquece e nos molda. Mas este livro é também sobre todas as pessoas que dedicam a sua vida e o seu amor aos mais idosos, pessoas como a Justine são raras, mas muito especiais. Adoro livros que me fazem refletir e este ficou marcado na minha memória. Além dos temas mais sensíveis e fortes, os livros da autora têm sempre segredos inesperados e mistério para nos aguçar ainda mais a curiosidade.

Maravilhoso

Rita

Valérie Perrin, consegue escrever livros maravilhosos que nos fazem ler a uma velocidade vertiginosa. Recomendo mesmo!

Maravilhoso

Maria João

Já li todos os livros da autora e ela é sem dúvida uma das minhas autoras favoritas. A escrita é uma delícia, simples mas especial. Neste livros temos duas histórias que nos agarram e emocionam. Recomendo muitíssimo.

Maravilhoso

Maria Barros

Foi a minha estreia com a autora ,"devorei-o" em dois dias ,no início tive alguma dificuldade mas depois foi não querer parar de ler até acabar ...excelente livro que nos transmite muitas lições de vida...quando vir uma gaivota ,já não será apenas uma gaivota ¿

Imperdível

Tânia Simões

Ouvi falar nos Les Oublies Du Dimanche no verão quando falava na Breve vida das flores. Apesar de ter sido o 1º livro da autora, editado em 2015, não foi o 1º a chegar ao nosso país. Fiquei com imensa curiosidade, mas o meu francês deixa um pouco a desejar! No passado mês de Novembro esta bela história foi editada em Português pela Editorial Presença. As condições estavam reunidas: A história; a autora; um lar; idosos esquecidos; uma mulher que é feliz a cuidar de idosos; a capa (adoro hortências)! A narrativa oscila entre o passado e o presente em pequenos capítulos numa escrita simples. A meio do livro confesso que estava a gostar, mas não estava a amar! Foi até terminar! Quando fechei este livro tive que ficar ali um tempo a digerir tudo, essencialmente a serenidade que Valérie Perrin coloca nas suas personagens. Tanto a Violette como com a Justine são portadoras de uma bondade interior, exemplo de resiliência. O que parece ser suficiente para transformar uma pessoa revoltada, egoísta ou amargurada, apenas lhe dá bondade, para si e para os outros. Vou levar Justine comigo, tal como levo Violette. E assim vou ter que ler Três, mas ainda não. Com tempo. Tenho que digerir esta bela história primeiro. Atenção, não se trata de uma história de coisas bonitas, fala de assuntos delicados e inquietantes, mas a forma como Valérie Perrin o faz não nos assombra, as coisas são o que são, os sentimentos ficam para o leitor.

Inesquecível

Eugénia Fernandes

Adorei! Depois de ler os dois romances anteriores ( A breve vida das flores e Três), achava que nada os superaria. Enganei-me. Qualquer um nos "prende" e só queremos ler até ao fim.

impossível esquecer

Carla Caratão

o início e o fim da vida adulta, duas solidões entrelaçadas que foram aconchego, luz e sobrevivência. da partilha de emoções aconteceram as histórias.

Belíssimo livro!

Maria José Rosado

Esta autora tem uma forma mágica e envolvente de escrever que nos prende até ao final do livro. Uma história linda sobre o amor, segredos de família e a velhice. Uma obra que devia ser lida por toda a gente.

Maravilhoso

IV

Um livro maravilhoso! Bela escrita, mistério, romance.

Histórias de que não nos esquecemos

Rita

É o terceiro livro da autora que leio este ano. Uma história em camadas que concilia um mistério, uma história familiar, uma jovem trabalhadora num lar de idosos e uma história de amor que permite cultivar a memória. Gostei imenso, embora não seja o meu preferido dos três livros de Perrin publicados em PT.

Riqueza de leitura

Antónia Guerra

Está ao mesmo nível da primeira obra da autora. É de uma riqueza de sentimentos enorme, e o tema muito atual. Ao contrário da primeira obra, que me custou despedir-me dos personagens de tão embuída que estava na história, com este livro fica-se com o coração mais quentinho e esperançoso. Aconselho <3

Maravilhoso

Susana Fonseca

Sou uma assumida fã da escrita da Valerie porque acho sublime a forma como ela nos puxa para as suas histórias e nos envolve com as suas personagens. Nos seus livros temos sempre temas importantes e muitas vezes dolorosos, mas a forma quase poética como ela escreve confere sempre dignidade e esperança em todas as situações. Este foi o primeiro livro que a autora escreveu, mas só agora foi editado em Portugal após o sucesso dos outros dois. Por ter sido o primeiro, ou talvez por eu o saber de ante-mão, senti que se o escrevesse hoje ela nos daria mais poesia no meio da sua bonita prosa e que exploraria ainda melhor uma ou outra personagem e determinados momentos. Isto não é um Mas, porque recomendo sem dúvida que o leiam ¿¿

Muito bom. Não desilude e mais uma vez surpreende.

Ler, um prazer adquirido

Duas histórias decorrem em paralelo. A de Justine e a de Hélène e ainda que distanciadas no tempo, estas duas mulheres são muito especiais e muito próximas. Mulheres solitárias, com um imenso sentimento de perda e uma rara sensibilidade. E também estas mulheres se confundem com a Violette, de A breve vida das flores (um romance posterior de Valérie Perrin mas que foi o primeiro em português). Um daqueles livros que dão um bom filme com algumas reviravoltas, e em que nada fica por explicar. Os esquecidos de domingo num lar de idosos são quem imaginamos e é um título maravilhoso.

Uma crítica social profunda e sensível

Mara

Os Esquecidos de Domingo é, na sua essência, uma crítica social profunda e sensível à forma como a sociedade contemporânea lida com a velhice. Valérie Perrin usa a história de amor e o mistério como veículos para nos confrontar com uma realidade muitas vezes ignorada. O domingo, tradicionalmente um dia de família, torna-se o dia mais longo e solitário para os idosos no lar "As Hortênsias", que esperam por visitas que raramente chegam. O título encapsula a solidão e o abandono. O livro retrata o lar de idosos não apenas como um lugar de cuidado, mas como um microcosmos da indiferença social. É um local onde vidas inteiras, repletas de histórias extraordinárias como a de Hélène, são guardadas e correm o risco de se perderem por falta de quem as queira ouvir. A Figura de Justine representa a empatia e a conexão que a sociedade perdeu.

SOBRE O AUTOR

Valérie Perrin

Romancista e uma das autoras mais importantes no atual panorama literário francês, Valérie Perrin nasceu em 1967 em Remiremont, Vosges. Em 1986, saiu da Borgonha, onde cresceu, para se fixar em Paris. A Breve Vida das Flores, o primeiro romance da autora publicado em Portugal, está já traduzido em mais de 30 línguas, foi distinguido com os prémios Maison de la Presse e Prix des Lecteurs e tornou-se o livro mais vendido em Itália no ano da sua publicação. Valérie Perrin, que foi também fotógrafa de cena e cenógrafa, juntamente com o seu companheiro Claude Lelouch, vive na Normandia.

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