O Fantasma Sai de Cena
SINOPSE
Percorrendo as ruas como uma alma penada, depressa estabelece três relações que fazem explodir a sua solidão tão cuidadosamente protegida. Uma é com um jovem casal com o qual, num momento irreflectido, se propõe fazer uma permuta de casas. Eles trocarão a Manhattan do pós 11 de Setembro pelo seu refúgio no interior e ele regressará à vida urbana. Mas a partir do momento em que os conhece, Zuckerman quer também trocar a sua solidão pelo desafio erótico da jovem mulher, Jamie, que o atrai a ponto de o fazer voltar a tudo quanto pensava ter deixado para trás: a intimidade, o jogo vibrante do coração e do corpo.
A segunda relação é com uma figura da juventude de Zuckerman, Amy Bellette, companheira e musa do primeiro herói literário de Zuckerman, E.I. Lonoff. Outrora irresistível, Amy é agora uma velha minada pela doença, guardiã da memória desse escritor americano de nobre austeridade que apontou a Nathan o caminho solitário para uma vocação de escritor.
A terceira relação é com o aspirante a biógrafo de Lonoff, um jovem mastim literário, pronto a fazer e dizer praticamente tudo o que for preciso para chegar ao «grande segredo» de Lonoff.
Subitamente envolvido, como nunca desejou ou tencionou voltar a estar, com o amor, a dor, o desejo e o ressentimento, Zuckerman representa um drama interior de possibilidades estimulantes e irresistíveis.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Roth parece ter consagrado formalmente o seu ascetismo, descartando a amplitude egocêntrica. A sua voz mudou, porque os alvos também mudaram. O adversário deixou de ser a tradição tribal e passou a ser a biologia. [...] Os fantasmas de Roth nunca eram exorcizados; mas eram confrontados e virados do avesso. Agora são educadamente convidados a sair e a mostrar o caminho.»
Rogério Casanova, Expresso
«Roth maneja a sua arte, e o leitor, com a naturalidade dos mestres, fazendo parecer fácil o que é uma trama de pequenos dramas pessoais. O palco onde as sombras agitam, novamente, o remorso e a dor que trazem consigo, é também o lugar de uma possível redenção, ou reparação. O que foi, pode ser transmutado, desde que o resultado seja tão intenso como um desejo reencontrado, ou imaginado»
José Guardado Moreira, Ler
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722036221 |
| Editor: | Dom Quixote |
| Data de Lançamento: | novembro de 2008 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 158 x 243 x 20 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 288 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Ficção Universal |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722036221 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Fã de Roth e de Zuckerman
IV
Num estilo que é característico de Roth, o romance está repleto de referências aos grandes escritores. Não há dúvida de que Roth é um mestre na língua escrita. Cada frase e cada parágrafo é uma pequena obra de arte e poesia. E Roth, o contador de histórias, provou mais uma vez, com este livro, que está no topo do seu jogo. Mas este romance é mais um epílogo de uma vida literária do que uma obra que se pode aguentar por si só. Este não é um livro que eu sugeriria a um leitor que vá ler Philip Roth pela primeira vez. Enquanto Roth retoma alguns dos antecedentes de Zuckerman, há simplesmente demasiada complexidade na personagem para que um resumo lhe faça justiça. Se não se conheçce Zuckerman desde o início, não se percebe quem ele era antes de ficar velho e impotente e, por isso, não será possível perceber a profundidade deste livro. O que sugiro é que se comece desde o início. Leia “Goodbye, Columbus” e depois alguns dos primeiros contos. Nathan Zuckerman é tanto um produto do Roth primitivo como de qualquer outra ficção posterior, por isso comece onde Roth começou e siga a timeline do autor. Mas leia Philip Roth.
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