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O Fantasma Sai de Cena

de Philip Roth
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, novembro de 2008 ‧
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Como Rip Van Winkle, que regressa àsua cidade natal e encontra tudo mudado, Nathan Zuckerman volta a Nova Iorque, a cidade que abandonou há onze anos. Sozinho na sua montanha da Nova Inglaterra, Nathan Zuckerman foi exclusivamente escritor: sem vozes, sem jornais nem televisão sem ameaças terroristas, sem mulheres, sem notícias, sem outras ocupações que não fossem trabalhar e enfrentar a velhice.
Percorrendo as ruas como uma alma penada, depressa estabelece três relações que fazem explodir a sua solidão tão cuidadosamente protegida. Uma é com um jovem casal com o qual, num momento irreflectido, se propõe fazer uma permuta de casas. Eles trocarão a Manhattan do pós 11 de Setembro pelo seu refúgio no interior e ele regressará à vida urbana. Mas a partir do momento em que os conhece, Zuckerman quer também trocar a sua solidão pelo desafio erótico da jovem mulher, Jamie, que o atrai a ponto de o fazer voltar a tudo quanto pensava ter deixado para trás: a intimidade, o jogo vibrante do coração e do corpo.
A segunda relação é com uma figura da juventude de Zuckerman, Amy Bellette, companheira e musa do primeiro herói literário de Zuckerman, E.I. Lonoff. Outrora irresistível, Amy é agora uma velha minada pela doença, guardiã da memória desse escritor americano de nobre austeridade que apontou a Nathan o caminho solitário para uma vocação de escritor.
A terceira relação é com o aspirante a biógrafo de Lonoff, um jovem mastim literário, pronto a fazer e dizer praticamente tudo o que for preciso para chegar ao «grande segredo» de Lonoff.
Subitamente envolvido, como nunca desejou ou tencionou voltar a estar, com o amor, a dor, o desejo e o ressentimento, Zuckerman representa um drama interior de possibilidades estimulantes e irresistíveis.

«Roth parece ter consagrado formalmente o seu ascetismo, descartando a amplitude egocêntrica. A sua voz mudou, porque os alvos também mudaram. O adversário deixou de ser a tradição tribal e passou a ser a biologia. [...] Os fantasmas de Roth nunca eram exorcizados; mas eram confrontados e virados do avesso. Agora são educadamente convidados a sair e a mostrar o caminho.»
Rogério Casanova, Expresso

«Roth maneja a sua arte, e o leitor, com a naturalidade dos mestres, fazendo parecer fácil o que é uma trama de pequenos dramas pessoais. O palco onde as sombras agitam, novamente, o remorso e a dor que trazem consigo, é também o lugar de uma possível redenção, ou reparação. O que foi, pode ser transmutado, desde que o resultado seja tão intenso como um desejo reencontrado, ou imaginado»
José Guardado Moreira, Ler

O Fantasma Sai de Cena

de Philip Roth

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722036221
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: novembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 243 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficção Universal
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722036221

Fã de Roth e de Zuckerman

IV

Num estilo que é característico de Roth, o romance está repleto de referências aos grandes escritores. Não há dúvida de que Roth é um mestre na língua escrita. Cada frase e cada parágrafo é uma pequena obra de arte e poesia. E Roth, o contador de histórias, provou mais uma vez, com este livro, que está no topo do seu jogo. Mas este romance é mais um epílogo de uma vida literária do que uma obra que se pode aguentar por si só. Este não é um livro que eu sugeriria a um leitor que vá ler Philip Roth pela primeira vez. Enquanto Roth retoma alguns dos antecedentes de Zuckerman, há simplesmente demasiada complexidade na personagem para que um resumo lhe faça justiça. Se não se conheçce Zuckerman desde o início, não se percebe quem ele era antes de ficar velho e impotente e, por isso, não será possível perceber a profundidade deste livro. O que sugiro é que se comece desde o início. Leia “Goodbye, Columbus” e depois alguns dos primeiros contos. Nathan Zuckerman é tanto um produto do Roth primitivo como de qualquer outra ficção posterior, por isso comece onde Roth começou e siga a timeline do autor. Mas leia Philip Roth.

SOBRE O AUTOR

Philip Roth

Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jérsia, a 19 de março de 1933. Segundo filho de americanos de segunda geração, Beth e Herman Roth, Roth cresceu na comunidade predominantemente judia de Weequahic, bairro a que regressaria muitas vezes na sua escrita. Depois de concluir o ensino secundário na Weequahic High School em 1950, frequentou a Universidade Bucknell, na Pensilvânia, e a Universidade de Chicago, onde recebeu uma bolsa de estudos para concluir o seu mestrado em Literatura Inglesa.
Em 1959, Roth publicou Goodbye, Columbus – coletânea que reúne uma novela e cinco contos – obra pela qual recebeu o National Book Award. Dez anos depois, o seu quarto romance, O Complexo de Portnoy, proporcionou a Roth o êxito crítico e comercial, consolidando firmemente a sua reputação como um dos melhores jovens escritores da América. Roth é autor de trinta e um livros, incluindo aqueles que acompanharam os destinos de Nathan Zuckerman e de um narrador imaginário chamado Philip Roth, através dos quais explorou, dando-lhes voz, as complexidades da experiência americana nos séculos XX e XXI.
O duradouro contributo de Roth para a literatura foi amplamente reconhecido ao longo da sua vida, tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro. Entre outros galardões, recebeu o Prémio Pulitzer, o International Man Booker Prize, foi por duas vezes o vencedor do National Book Critics Circle Award e do National Book Award, e foi distinguido com a Medalha Nacional das Artes e com a Medalha Nacional de Humanidades pelos Presidentes Clinton e Obama, respetivamente.
Philip Roth morreu a 22 de maio de 2018, com oitenta e cinco anos, tendo cessado seis anos antes a sua carreira de escritor.

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