A Conspiração Contra a América

de Philip Roth

editor: Dom Quixote
O que teria acontecido nos EUA e no mundo se o célebre aviador de ideias anti-semitas, Charles Lindbergh, se tivesse apresentado às eleições em 1940 e tivesse derrotado Franklin Roosevelt?

Partindo deste cenário hipotético, Philip Roth conta o que foi para a sua família, e para um milhão de famílias judias em todo o país, a vida durante os anos ameaçadores da presidência de Lindbergh, o presidente que ao tomar posse como trigésimo terceiro presidente dos Estados Unidos, negociara um pacto cordial com Adolfo Hitler, cuja conquista da Europa e virulenta política anti-semita ele parecia aceitar sem dificuldade.

Em 2005, este romance recebeu o prémio da Sociedade de Historiadores Americanos pelo «excecional romance histórico sobre um tema americano, relativo a 2003-2004», e foi considerado Melhor Livro do Ano por inúmeras publicações, entre elas: New York Times Book Review, San Francisco Chronicle, Boston Globe, Chicago Sun-Times, Los Angeles Times Book Review, Washington Post Book World, Time e Newsweek. No Reino Unido recebeu o W.H. Smith Award para Melhor Livro do Ano, fazendo de Roth o primeiro escritor em quarenta e seis anos de história deste prémio a ganhá-lo por duas vezes.

A Conspiração Contra a América

de Philip Roth

ISBN: 9789722062329
Editor: Dom Quixote
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 233 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 456
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722062329
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Uma história de enganos

Rita Oliveira

Mais uma vez, Philip Roth constrói um cenário muito plausível, colocando Charles Lindbergh como presidente dos EUA em vez de Franklin Roosevelt, nas presidenciais de 1940. Só que Lindbergh é supostamente anti-semita e aliado de Hitler, mergulhando o país num clima de medo muito diferente das liberdades a que estava habituado. Só que Lindbergh não é totalmente aquilo que parece, e algo muito forte está na base dos seus atos.

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E se...?

Rita Oliveira

E se Roosevelt não tivesse sido eleito presidente dos EUA e o lugar tivesse sido ganho por Lindbergh, «amigo» da Alemanha nazi? É deste princípio de que parte Philip Roth, retratando o medo das famílias judaicas norte-americanas e ao mesmo tempo revelando que as opções de Lindbergh não eram assim tão óbvias e claras.

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Surpreendente

Rita Oliveira

Mais uma vez, Philip Roth não me desiludiu. Apesar de este ser um livro mais denso do que os restantes, dada a quantidade de personagens históricas referidas, é uma visão muito interessante do que poderiam ter sido os EUA se um antissemita tivesse sido eleito como presidente em vez de Roosevelt. E os motivos para tal, só revelados no final, são supreendentes.

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O lugar do medo

Carlos Querido

O que mais fascina na “Conspiração contra a América”, é o facto de os leitores, sabendo que o cenário em que se movem os personagens (uma família judia) é pura ficção (a eleição que nunca aconteceu de Charles Lindbergh para a presidência dos EUA), viverem o medo daquela família como se a ação se situasse na Alemanha nazi.

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Opinião

António Armando Santos

Bom dia. Nunca li nada de Philip Roth, comecei a ler ontem " A Conspiração Contra a América", por tal motivo não tenho opinião formada sobre o escritor. Pelas primeiras página parece-me boa leitura! Abraço

Philip Roth

Escritor norte-americano, Philip Milton Roth nasceu a 19 de março de 1933, na cidade de Newark, no estado da Nova Jérsia e faleceu a 22 de maio de 2018, em Nova Iorque. Filho de um mediador de seguros de origem austro-húngara, tornou-se num grande entusiasta de baseball aos sete anos de idade. Descobriu a literatura tardiamente, aos dezoito.
Após ter concluído o ensino secundário, ingressou na Universidade de Rutgers mas, ao fim de um ano, transferiu-se para outra instituição, a Universidade de Bucknell. Interrompeu os seus estudos em 1955, ao alistar-se no exército mas, lesionando-se durante a recruta, acabou por ser desmobilizado. Decidiu pois retomar os seus estudos, trabalhando simultaneamente como professor para poder prover ao seu sustento, tendo-se licenciado em 1957, em Estudos Ingleses.
Inscreveu-se depois num seminário com o intuito de apresentar uma tese de doutoramento, e perdeu o entusiasmo, desistindo deste seu projecto em 1959. Preferindo dar início a um esforço literário, passou a colaborar com o periódico New Republic na qualidade de crítico de cinema, ao mesmo tempo que se debruçava na escrita do seu primeiro livro, que veio a ser publicado nesse mesmo ano, com o título Goodbye, Columbus (1959). A obra constituiu uma autêntica revelação, comprovada pela atribuição do prémio literário National Book Award. Mereceu também uma adaptação para o cinema pela mão do realizador Larry Peece.
Seguiram-se Letting Go (1962) e When She Was Good (1967), até que, em 1969, Philip Roth tornou a consolidar a sua posição como romancista através da publicação de Portnoy's Complaint (1969, O Complexo de Portnoy), obra que contava a história de um monomaníaco obcecado por sexo. O autor passou então a optar por fazer reaparecer muitas das suas personagens em diversas narrativas. Depois de The Breast (1972), romance que aludia à Metamorfose de Franz Kafka, David Kepesh, o protagonista que se via transformado num enorme seio, torna a figurar em The Professor Of Desire (1977) e em The Dying Animal (2001). Um outro exemplo de ressurgência é Nathan Zuckermann, presente em obras como My Life As A Man (1975), Zuckermann Unbound (1981), I Married A Communist (1998, Casei Com Um Comunista ) e The Human Stain (2000).
Tendo dado início a uma carreira docente em meados da década de 60, e que incluiu a sua passagem por instituições como as universidades de Princeton e Nova Iorque, Philip Roth encontrou muita da sua inspiração em incidentes e ambientes da vida académica.
Em 1991 publicou um volume dedicado à história da sua própria família, Patrimony , trabalho que foi galardoado com o National Critics Circle Award no ano seguinte, uma entre as muitas honrarias concedidas ao autor.
Em 1997, Philip Roth ganhou Prémio Pulitzer com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia de Artes e Letras, a medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Critics Award.
Em 2005, A Conspiração contra a América recebeu o prémio da Sociedade de Historiadores Americanos pelo «excecional romance histórico sobre um tema americano, relativo a 2003-2004», e foi considerado Melhor Livro do Ano por inúmeras publicações, entre elas: New York Times Book Review, San Francisco Chronicle, Boston Globe, Chicago Sun-Times, Los Angeles Times Book Review, Washington Post Book World, Time e Newsweek. No Reino Unido, Recebeu ainda o W.H. Smith Award para Melhor Livro do Ano.
Em 2011 recebe o Man Booker International Prize, prémio que procura destacar a influência de um escritor no campo da literatura. Trata-se de um reconhecimento do trabalho pessoal, e não de uma obra sua em particular. No ano seguinte, recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias, a maior distinção de Espanha.

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