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Doutor Jivago

de Boris Pasternak
Livro eBook
Editor: Livros do Brasil, setembro de 2018 ‧
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Doutor Jivago é a grande saga épica e maravilhosa da Rússia da primeira metade do século XX, narrada através da inesquecível história da vida e dos amores de um poeta, filósofo e médico nos dias turbulentos da revolução. Iuri Andréievitch Jivago decide levar a família de Moscovo para os montes Urais, na expectativa de aí encontrar maior segurança, mas acaba por se ver não só no centro da batalha entre as frentes branca e vermelha mas também dividido entre a sua casa e o amor desmedido pela bela enfermeira Lara.

Este que é considerado o maior romance da Rússia pós-revolucionária foi publicado originalmente em 1957, um ano antes da atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao seu autor, mas, banido pela censura do Partido Comunista, teria de aguardar trinta anos para ser lido no país de Pasternak.

A obra foi adaptada ao cinema, em 1966, pelo realizador David Lean, com o ator Omar Sharif no papel principal. Esta edição conta com a tradução de António Pescada feita diretamente do russo.
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One-Hit Wonders literários

As músicas Tainted Love, Macarena, Mambo No. 5 e Ice Ice Baby têm muitas coisas em comum. Tocaram até à exaustão nas rádios, entraram no ouvido de milhões de pessoas e ficaram gravadas na memória coletiva. São exemplos de one-hit wonders, canções que se tornam tão grandes que acabaram por eclipsar tudo o resto que os seus autores alguma vez fizeram. Na literatura, este fenómeno também existe. Alguns livros tornam-se tão marcantes que o escritor não consegue ultrapassá-los e fica condenado a viver à sombra da sua criação, como se tivesse sido engolido por ela. Flores para Algernon, de Daniel Keyes Daniel Keyes escreveu alguns livros durante a vida, mas ficará sempre associado a um deles, ou melhor, a dois que partilham o mesmo título e a mesma premissa. Flores para Algernon começou por ser um conto, publicado em 1959, mas teve uma receção tão forte junto dos leitores que o escritor norteamericano decidiu transformá-lo em romance. Escrito em forma de diário, acompanhamos a ascensão e queda de Charlie, um homem que nasce com uma deficiência mental e que, graças a uma cirurgia experimental, se transforma durante algum tempo num génio. Ao lermos o seu diário, apercebemo-nos não só do crescimento intelectual do protagonista, que no início escreve textos cheios de erros e sem noção da realidade que o rodeia, como do confronto doloroso com a memória do passado, a falta de afeto e a exclusão. À medida que desenvolve as suas capacidades, dá-se conta de como era tratado antes da cirurgia, pelo simples facto de ter um problema. É esse olhar em retrospectiva que torna o livro tão comovente: o testemunho de uma pessoa que só queria ser igual às outras, mas que acaba por ver demais. QUERO LER! » O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë O Monte dos Vendavais, único romance de Emily Brontë, é um exemplo perfeito de one-hit wonder na literatura. Na época em que foi publicado, era comum as escritoras optarem por usar pseudónimos masculinos para serem levadas a sério no meio literário, profundamente misógino. Brontë não foi excepção e escolheu o nome Ellis Bell. Mesmo assim, o livro não mereceu uma crítica unânime e gerou alguma controvérsia devido à violência emocional que atravessa a narrativa, com personagens movidas por ódio e paixão, e um ambiente sombrio que colidia com o idealismo romântico da época vitoriana. Heathcliff e Catherine são figuras tão intensas quanto trágicas. Emily morreu pouco tempo depois da publicação, sem escrever outro romance. Ainda assim, com uma só obra, deixou uma marca indelével na forma como concebemos o amor, a obsessão e a natureza humana na literatura. QUERO LER! » Drácula, de Bram Stoker Há casos em que a obra engole o seu criador, ou melhor, morde-lhe o pescoço e faz dele o seu lacaio. Foi o que aconteceu entre o escritor irlandês Bram Stoker e o seu livro, Drácula. Mesmo tendo escrito mais de dez romances, contos e peças de teatro, é difícil nomear outra obra de Stoker. A razão é relativamente simples de entender: mais do que uma personagem de um livro, o conde da Transilvânia, conhecido pelo seu fetiche por pescoços alheios, transformou-se num arquétipo; nasceu numa página de papel, mas escapou-lhe triunfalmente e passou a existir como figura autónoma no cinema, na banda desenhada, em brinquedos, anúncios e conversas que não têm nada que ver com literatura. Escrita de forma epistolar e algo fragmentada, a história está pejada de tensão sexual, política e religiosa, abriu caminho para novas formas de contar histórias e é um dos romances que ajudaram a afirmar o horror como género literário popular. QUERO LER! »

Doutor Jivago

de Boris Pasternak

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-38-3074-3
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: setembro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 36 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 632
Tipo de produto: Livro
Coleção: Dois Mundos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978972383074311
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

O Maior Romance da Rússia pós-revolucuonária

Augusto Gonçalves

Lindo, uma obra clássica, romântica, brilhantemente escrita por Boris Pasternak, que nos fala da Rússia do século XX (primeira metade). Publicada em 1957, um ano antes da atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao seu autor, pela editora italiana Giangiacomo Feltrinrlli Editore. Difícil esquecer a saga, os protagonistas, o médico Iuri Jivago e a enfermeira Lara. Sugiro a sua compra, nomeadamente, pela editora Livros do Brasil, uma vez que a tradução foi feita diretamente do russo. Não se arrependerão, seguramente.

Um clássico

Miguel Bagorro

Um clássico que não se resume à crítica ao marxismo soviético. É a vida individual que é reflectida no quadro da organização social soviética. Amor, desamor, amizade, ideais, fraquezas humana... Yuri Jivago não é só poeta: é aquele que com a vida e a obra espelha a condição humana em todos os seus avatares.

do melhor da literatura russa

Nuno B

Considerar um livro um clássico, quando estamos a falar de literatura russa, é sempre complicado,mas é mais do que certo que Doutor Jivago é uma daqueles livros obrigatórios para quem gosta da literatura deste país. Trata-se de uma saga memorável que retrata a Rússia da primeira metade do século XX e é considerado o maior romance da Rússia pós-revolucionária. Acima de tudo, é uma leitura memorável!

Uma história verdadeiramente clássica

Alexandre Carvalho

A literatura russa está muito interligada à sua paisagem de país imenso, frio e branco. Doutor Jivago não é excepção, com as suas longas passagens descritivas. É uma história romântica, com muitas lateralidades que podem tornar difícil a sua leitura mas não deixa de ser um clássico de que se gosta facilmente.

Um grande épico da literatura mundial

Nânci Soares

Considero que o livro Doutor Jivago é um grande épico da literatura russa, que dá seguimento a uma tradição literária de um país que tem no seu panteão grandes nomes de autores como Pushkin, Gorki, Tolstoy, Dostoievski, entre outros. Recomendo vivamente a leitura deste livro, que, como é sabido, inspirou uma adaptação ao cinema pela mão de David Lean.

Uma epopeia pela URSS

Luís Miguel Martins

Doutor Jivago é uma epopeia humana através da solidão de um homem desiludido com a Revolução Russa de 1917 que ele acreditava e via ser corrompida. Um livro que ele próprio encerra uma história pela sua dificuldade em ser colocado disponível para o público ler, fugindo à censura da URSS. Um dos grandes clássicos!

SOBRE O AUTOR

Boris Pasternak

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1958

Boris Pasternak nasceu em Moscovo em 1890, numa família judia. Depois de uma passagem pela Alemanha, onde estuda filosofia, volta para Moscovo em 1914, estabelecendo ligações com o grupo futurista local e iniciando-se na poesia. Pasternak afirma-se com o seu terceiro livro, Minha irmã a vida, de 1917, que circula sob a forma de manuscrito até 1922, ano em que é finalmente publicado. Mantém, com dificuldades, o seu trabalho como tradutor e escritor ao longo dos anos 30 e em 1947 inicia uma relação amorosa com Olga Ivínskaia, que inspirará a personagem de Lara em Doutor Jivago, obra que começa a escrever no pós-guerra. A primeira edição deste título dá-se em Itália em 1957 e no ano seguinte Pasternak é galardoado com o Prémio Nobel da Literatura. As autoridades soviéticas reagem com fúria e obrigam-no a recusar o prémio, sob a ameaça de graves sanções. Boris Pasternak morre dois anos depois, em Peredelkino, perto de Moscovo. Doutor Jivago só seria publicado na União Soviética em 1988.

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