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O Velho e o Mar

de Ernest Hemingway
Livro eBook
Editor: Livros do Brasil, abril de 2015 ‧
13,30€
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Santiago, um velho pescador cubano, está há quase três meses sem conseguir pescar um único peixe, quando o seu isco é finalmente mordido por um enorme espadarte. O peixe imponente resiste, arrasta a sua canoa cada vez mais para o alto mar, na corrente do Golfo, e obriga a uma luta agonizante de três dias que o velho Santiago acabará por vencer, para logo se ver derrotado.

Com uma linguagem de grande simplicidade e força, Hemingway retrata nesta aventura poética a coragem humana perante as dificuldades e o triunfo alcançado apesar da perda. Comovente romance, obra-prima de maturidade de Hemingway, O Velho e o Mar recebeu o Prémio Pulitzer em 1953 e desempenhou um papel essencial na obtenção pelo seu autor, um ano mais tarde, do Prémio Nobel da Literatura.
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O poder da primeira frase

A primeira frase — ou o primeiro parágrafo — de um livro carrega um peso decisivo. Os escritores sabem que pode ser a diferença entre conquistar um leitor ou ver o seu livro posto de lado. Essas primeiras palavras definem o tom, expõem o tema e podem apresentar a personagem principal. Há aberturas de livros tão marcantes que se tornaram parte da memória coletiva de várias gerações. Será que as conhece? A Cegueira do Rio, de Mia Couto «Apoiado no sipaio Nataniel Jalasi, o sargento português Bruno Estrela arrastou-se pela margem lodosa do rio Rovuma. Custava-lhe caminhar. Trazia um continente agarrado aos pés. Para os europeus, o Rovuma era uma fronteira separando a «África Oriental Portuguesa» da «África Oriental Alemã». Para os africanos, o rio era uma mulher que engravidava com as grandes chuvas. A verdade era esta: ambas as margens eram habitadas por gente que, todas as noites, rezava aos mesmos deuses. O rio escutava as preces e voltava a ser nuvem.»

Num único parágrafo, Mia Couto não só traça o cenário da história, como nos coloca no despontar da ação que desencadeará uma narrativa tocante baseada num acontecimento real do passado colonial português. As causas ficam já aqui descritas: a ocupação do território africano por países europeus; as diferentes interpretações da vida e da Natureza, intimamente ligadas à ideia ora de domínio, ora de comunhão – complexidade de um lado, simplicidade do outro. E o confronto de tudo isto. COMPRO NA WOOK! » Memorial do Convento, de José Saramago «D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa e até hoje ainda não emprenhou.»

Saramago conta que, para escrever O Memorial do Convento, viveu, durante muitos meses, no fim do século XVII e no século XVIII» e precisou «de ler e quase de falar como então se falava», além de «decifrar documentos da época». Aliandao esse estudo prévio ao brilhantismo da sua escrita, logo na primeira frase do livro, o escritor consegue transportar-nos não só para a realidade daquele passado distante, como também para a intimidade de dois dos protagonistas da história que vai contar, criando no leitor uma expectativa, e um fervilhante interesse, sobre o que irá acontecer. COMPRO NA WOOK! » Anna Karénina, de Lev Tolstói «As famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são-no cada uma à sua maneira.»

Na época do lançamento deste famoso romance de Tolstói, uma jovem geração de liberais russos atacava os valores familiares tradicionais. Anna Karénina foi a resposta de Tolstói a esse ataque, criando desde logo, na frase de abertura, uma moldura para toda a história. Poderemos pensar que há algo de contraditório na frase, já que nenhuma família é feliz em Anna Karénina. Mas a dicotomia da afirmação é tentadora: queremos ser felizes ou, apenas, iguais a todos os outros? COMPRO NA WOOK! » O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway «Era um velho que pescava sozinho num esquife na Corrente do Golfo e saíra havia já por oitenta e quatro dias sem apanhar um peixe».

Hemingway apresenta-nos o protagonista, Santiago, e a sua situação difícil, ao mesmo tempo que antecipa o conflito central da história. Neste início simples, conseguimos vislumbrar a solidão do pescador e a sua má sorte, mas também a sua perserverança. Uma combinação de simplicidade e profundidade que é marca de Hemingway. COMPRO NA WOOK! » A metamorfose, de Franz Kafka «Quando uma manhã Gregor Samsa acordou de sonhos inquietos, viu-se na sua cama transformado num monstruoso inseto. Estava deitado de costas, rijas como uma couraça, e, cada vez que levantava um pouco a cabeça, via a barriga castanha, abaulada e dividida por escoras em forma de anéis, no cimo da qual a coberta, prestes a resvalar por completo, mal se aguentava. As suas muitas patas, lastimavelmente delgadas em comparação com o resto do corpo, tremulavam, desamparadas, diante dos olhos.»

Esta é, sem dúvida, uma das aberturas mais marcantes da literatura. Quase que conseguimos sentir-nos na pele – ou na carapaça – de Gregor Samsa, tão meticulosa e gráfica é a descrição que Franz Kafka dá aos leitores da situação insólita que o protagonista vive. É difícil imaginar uma experiência mais horripilante do que esta: de repente, está-se preso no corpo de um inseto. Não adiante beliscar-se, até porque deixou de ter mãos; sem perceber como, é-se um inseto!... E agora? COMPRO NA WOOK! » A primeira frase é o aperto de mão do livro. E há apertos que simplesmente não se esquecem.

O Velho e o Mar

de Ernest Hemingway

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-38-2912-9
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: abril de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 80
Tipo de produto: Livro
Coleção: Dois Mundos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978972382912926
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Brilhante

Sofia Clara

Leve, simples, singelo, maravilhoso, brilhante, comovente. São alguns dos adjetivos que considero poucos para descrever este livro. O leitor é de tal forma envolvido que acaba por viver e sentir a alma das personagens...

O Velho e o Mar

Rui Pinto

Uma obra-prima da literatura. O último romance de Hemingway a ser publicado e, que lhe valeu o Prémio Nobel um ano mais tarde. Um romance que conta a história de um velho pescador cubano que há cerca de três meses não pescava um peixe na sua também velha canoa. Incentivado por um seu jovem amigo a continuar tentando, voltou ao mar mais uma vez, quando a sua vontade era desistir. Nessa noite, pescou um peixe que teria cerca de 700 quilos de peso e que o levou a reboque até alto mar. Porém, a vida é cheia de surpresas e normalmente desagradáveis. O velho vê-se envolvido numa jornada difícil, mas acaba por vencer a perseverança. Dá-nos uma lição de vida e de coragem.

Incrível

Carolina Ferreira

"O Velho e o Mar" é uma obra de Hemingway que me marcou imenso. Não só pelo cenário da narrativa em si (o mar, os seus encantos e os seus tormentos), mas pela aprendizagem que é dada ao leitor. Tem um final de certa forma inesperado, no entanto, com o que vai sucedendo, sensivelmente a meio do livro, acabamos por conseguir começar a prever um possível desfecho da história. Depois de ter lido este livro continuo com algumas das muitas ideias presas à cabeça: - por muito que se anseie por alguma coisa e que se lute por ela, e uma vez conquistada, esta poderá não durar o tempo que deveria ou, por outro lado, poderemos não saboreá-la como acharíamos que a viríamos a saborear; - por mais que se lute por uma coisa, não significa que se venha a conquistá-la. Aceitar isto é aceitar a vida porque a vida nem sempre é justa, mas temos de vivê-la como se o fosse.

Aos heróis do nosso mundo

Sérgio C.

Mais que uma história de determinação e sobrevivência, este livro é uma "pequena" homenagem aos seres humanos, à amizade, aos verdadeiros heróis do nosso mundo. Belíssima obra, para ler em qualquer idade.

Superlativamente belo!

Rui Carvalho

Que história! Com uma simplicidade e beleza desarmantes, Hemingway conta-nos a história de um velho pescador cubano que já não pesca um peixe há vários meses até que, finalmente, consegue, após uma longa e titânica luta, pescar o maior peixe que alguma vez viu. Porém, esta jornada vitoriosa toma contornos surpreendentes e mostra-nos uma outra faceta da derrota através da inspiradora atitude do velho pescador. Perseverança, respeito, humildade, dignidade, amor,... enfim tudo isto, e mais ainda, condensado num pequeno livro que é uma obra-prima! Absolutamente recomendado! Um dos melhores e mais bonitos livros que já li.

Uma bela história

Cláudia Campos

Este livro nao é mais do que uma belissima história de superação do ser humano. Recomendo vivamente.

Nunca desistir

Paula Pereira

Esta é a história de um homem que nunca perdeu a esperança perante as adversidades.

Lição de vida

Marina Duarte

Uma história que nos mostra o poder da força e da perseverança! No final, o respeito e o amor pelos outros seres não passa indiferente. Uma lição de vida!

A difícil vida de um pescador

Sandro Carvalho

História pequena com muita essência.

Essencial

António Ferreira

Livro curto mas que transmite bastante. Uma ode à força de vontade.

Tradução sofrível, pomposa em excesso senão em algumas alturas mesmo pedante.

C. Brandão

Deixo aos comentários acima a consideração sobre a qualidade intrínseca da obra. Essa é indiscutível Faço no entanto a recomendação no sentido de que interessados procurem outras edições, embora em português lamentavelmente esta pareça ser a única. A qualidade da tradução deixa a desejar. E ávidos leitores sabem bem que uma vez instalada a dúvida mais não se pára de confirmar o que se lê face ao original. Ora isso estraga completamente o prazer de uma bela leitura. O livro na sua língua original tem até uma escrita bastante simples e acessível. A versão aqui apresentada faz um uso desnecessário de termos eruditos, o que não é mal em si, mas em algumas passagens claramente não reflecte a ideia original do autor levando a uma interpretação distinta do original. Não só isso como em alguns casos há mesmo uma dissonância entre designações e passagens originais e as usadas na tradução. Isto gera desconfiança, desinteresse, torna a leitura laboriosa e retira o prazer que se podia ter. Estava curioso com esta nova remessa da Livros do Brasil mas pós esta leitura estou de pé atrás.

A vitória mascarada de derrota

Cândida Domingues Proença

Este livro lê-se sem paragens pois a pressa de conhecer o desfecho é grande. Retrata a luta de um pobre pescador cubano com um gigantesco espadarte. ..Luta de titãs com respeito. Os monólogos do pescadore são deliciosos. Todos nós temos lutas assim ao longo da nossa vida. São lutas metafóricas mas duras...que acabamos por vencer ou não. Mas mesmo na " aparente" derrota pode haver uma grande vitória. Li o livro num ápice e emprestei-o logo ao meu filho de 16 anos que também adorou.

lição de vida

Raquel L.

um homem gasto pela vida que nos dá uma lição de vida, de coragem, esperança e motivação independentemente da situação. fácil e cativante leitura

nunca desistir!

Ana Teixeira

Livro que dá que pensar... Relembra a luta do povo Português aquando os descobrimentos... Nunca desistir é o lema! Excelente livro, curto mas excelente!

SOBRE O AUTOR

Ernest Hemingway

Ernest Hemingway nasceu em Oak Park, no Illinois, a 21 de julho de 1899, e suicidou-se em Ketchum, no Idaho, em julho de 1961. Em 1953 ganhou o Prémio Pulitzer, com O Velho e o Mar, e em 1954 o Prémio Nobel de Literatura. Romances como O Adeus às Armas ou Por Quem os Sinos Dobram, além do já citado O Velho e o Mar, consagraram-no como um dos grandes nomes da literatura do século XX.

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