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O Retrato de Dorian Gray

de Oscar Wilde
Editor: Editorial Estampa, dezembro de 1995 ‧
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Nesta obra, a personalidade dividida de Dorian Gray é representada por uma inversão misteriosa da ordem natural, através da qual a sua verdadeira face conserva a juventude inviolada enquanto o retrato é macerado pelo passar dos anos, até ao dia em que a faca cravada na tela reconduz à arte a sua serenidade impassível e ao ser vivo a sua transição para a morte.

O Retrato de Dorian Gray

de Oscar Wilde

Propriedade Descrição
ISBN: 9789723326338
Editor: Editorial Estampa
Data de Lançamento: dezembro de 1995
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 208 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficções
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789723326338

Clássico

dani

Além de ser um clássico, fácil de ler, nada maçudo, acaba por poder transpor-se aos dias de hoje. Personagens que nos fazem querer entrar no livro para abaná-las, para que acordem para a realidade. Um ótimo livro para dar entrada ao mundo dos clássicos

Obsessão pela juventude

Fábio Polónio

Uma poderosa crítica à obsessão pela juventude e pela aparência. A obra mergulha nas profundezas da decadência moral, mostrando como a busca hedonista pode corromper a alma. Wilde utiliza uma escrita elegante e irónica para questionar os valores da sociedade vitoriana. No entanto, alguns leitores podem considerar o ritmo lento e a linguagem excessivamente ornamentada em certos trechos.

Fantastico

T. Morais

Por alguma razão este livro é considerado um clássico da literatura. É sem sombra de dúvida um livro a ler e reler, cheio de personagens maravilhosas, um enredo espetacular e um escrita deliciosa.

O Retrato de Dorian Gray

Rita

Já tinha as expectativas elevadas antes de começar a ler a obra e só se vieram a confirmar à medida que navegava por entre as páginas desta maravilhosa história. Recomendo, sem dúvida.

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

Daniela Silva 30-04-2014

Adorei o Retrato de Dorian Gray, um clássico para ler e reler! Uma história controversa que nos faz pensar nos verdadeiros valores da vida, nas nossas escolhas e nos nossos desejos mais íntimos.

SOBRE O AUTOR

Oscar Wilde

Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

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