O Deus das Moscas

(Pref. por Pedro Mexia)

de William Golding
Editor: Leya, abril de 2017 ‧
Um avião despenha-se numa ilha deserta, e os únicos sobreviventes são um grupo de rapazes. Inicialmente, desfrutando da liberdade total e festejando a ausência de adultos, unem forças, cooperando na procura de alimentos, na construção de abrigos e na manutenção de sinais de fogo. A supervisioná-los está Ralph, um jovem ponderado, e o seu amigo gorducho e esperto,
Piggy. Apesar de Ralph tentar impor a ordem e delegar responsabilidades, muitos dos rapazes preferem celebrar a ausência de adultos nadando, brincando ou caçando a grande população de porcos selvagens que habita a ilha. O mais feroz adversário de Ralph é Jack, o líder dos caçadores, que consegue arrastar consigo a maioria dos rapazes. No entanto, à medida que o tempo passa, o frágil sentido de ordem desmorona-se. Os seus medos alcançam um significado sinistro e primitivo, até Ralph descobrir que ele e Piggy se tornaram nos alvos de caça dos restantes rapazes, embriagados pela sensação aparente de poder.
Quando, ainda em bonança, os miúdos usam um búzio para se porem «à escuta dos sons da ilha», lembra- -mo-nos da Tempestade, «the isle is full of noises»; mas estes sons não vêm da ilha, não são «ruídos e canções suaves, que encantam e não fazem nenhum mal»: são os sons da fragilidade humana.
PEDRO MEXIA, in Perfácio

O Deus das Moscas

(Pref. por Pedro Mexia)

de William Golding

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722059978
Editor: Leya
Data de Lançamento: abril de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 162 x 240 x 21 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 300
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros RTP
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722059978

Um Clássico!

Alexandra Frazão

Livro duro sobre o comportamento humano, quando levado ao limite. É especialmente duro se tivermos em conta que descreve o comportamento de um grupo de crianças. Quando os rapazes percebem que estão por sua conta numa ilha deserta, criam as suas próprias regras e desafiam os seus próprios limites. Muito interessante paa quem se interessa pelo comportamento humano.

A fragilidade humana

José Manuel Rodrigues dos Santos

Este livro é um clássico da literatura, mas tem a particularidade de ser melhor: precisamente por narrar a fragilidade da vida humana, a natureza animalesca do Homem e a sua clara inclinação para o mal. Esta edição tem uma grande vantagem sobre as outras: o prefácio do enorme Pedro Mexia. Recomendo a todos, menos a otimistas... este livro não é para vós.

O Deus das Moscas

Tiago Bento

Tendo em conta a premissa de um um avião que se despenha numa ilha em que os sobreviventes são um grupo de jovens, está dada a premissa para o que o leitor pode esperar deste enredo. O autor desenha de forma fantástica está história em que o Eu animal se sobrepõe ao Eu humano numa luta pela sobrevivência em que sobreviverá o mais forte. Um relato da miséria humana. Livro muito bem conseguido.

De sermos animalescos!

Filipe Martins

Tudo o que esperava deste livro e mais. O crescendo a partir da cisão do grupo é enorme. Não o considerei tão caricatural e estereotipado como muito leitores o consideram (a indecisão de Ralph sendo exemplo maior disso). Tendo lido o Heart of Darkness recentemente, creio que o Senhor das Moscas possui um negrume muito mais profundo e tenebroso nisto do homem contra a sua domesticação civilizacional e de retorno a sua bestialidade. Interessante ter lido isto quando a minha primeira filha acabou de nascer: ela que vem daquele lugar onde estes miúdos acabaram (até à chegada dos grandes).

SOBRE O AUTOR

William Golding

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1983

Escritor inglês, William Gerald Golding nasceu a 19 de setembro de 1911 na pequena aldeia de St. Columb Minor, na Cornualha. Filho de um professor primário de fortes entusiasmos políticos e de uma ativista dos direitos das mulheres, começou a escrever precocemente, com apenas sete anos de idade.
Após ter concluído os seus estudos secundários na Marlborough Grammar School, ingressou no Brasenose College da Universidade de Oxford, com o intuito de cumprir o desejo paterno e versar Ciências da Natureza. Não obstante, ao fim de dois anos encontrou forças para seguir a sua verdadeira vocação e pediu transferência para Literatura Inglesa.
Em 1934, ainda estudante, publicou o seu primeiro livro, uma compilação de poemas intitulada Poems. No ano de 1939 mudou-se para Salisbury, onde passou a lecionar Inglês na Bishop Wordsworth's School.
Em consequência da deflagração da Segunda Guerra Mundial alistou-se na Real Armada Britânica, ascendendo pouco tempo depois ao posto de comandante de um torpedeiro. Presenciou o afundamento do couraçado alemão Bismarck e o desembarque na Normandia.
Finda a guerra, Golding retomou o ensino e a sua grande ambição, a escrita. Em 1954 publicou o seu primeiro romance, Lord Of The Flies (O Senhor das Moscas), que se tornou num sucesso de vendas imediato e internacional. A obra recria acontecimentos que decorreriam num futuro próximo, e conta a história de um grupo de crianças, após terem sido evacuadas de Inglaterra por causa de uma guerra nuclear, sobrevivem ao despenhamento do avião em que seguiam, e que mata todos os adultos. Chegando a uma ilha de coral, formam a sua própria sociedade, que começa por ser solidária e justa, para se ir tornando gradualmente numa autêntica anarquia.
Seguiram-se, entre outros volumes, The Inheritors (1955), obra que remete à destruição dos homens de Neanderthal pelos Cro-Magnon, Free Fall (1959), The Spire (1964), retrato lúcido da monomania humana, Darkness Visible (1979) e Rites Of Passage (1980, Ritos de Passagem).
Investido cavaleiro em 1988, William Golding foi vencedor de inúmeros prémios, entre os quais o prestigiado Nobel da Literatura, em 1983.
Faleceu em Perranarworthal a 19 de junho de 1993.

William Golding. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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