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História do Cerco de Lisboa

de José Saramago
Livro eBook
Editor: Porto Editora, maio de 2014 ‧
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«Há muito que Raimundo Silva não entrava no castelo. Decidiu-se a ir lá. O autor conta a história de um narrador que conta uma história, entre o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o não. Num velho prédio do bairro do Castelo, a luta entre o campeão angélico e o campeão demoníaco. Raimundo Silva quer ver a cidade. Os telhados. O Arco Triunfal da Rua Augusta, as ruínas do Carmo. Sobe à muralha do lado de São Vicente. Olha o Campo de Santa Clara. Ali assentou arraiais D. Afonso Henriques e os seus soldados. Raimundo Silva "sabe por que se recusaram os cruzados a auxiliar os portugueses a cercar e a tomar a cidade, e vai voltar para casa para escrever a História do Cerco de Lisboa. Uma obra em que um revisor lisboeta introduz a palavra "não" num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados.» (Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998)

Caligrafia da capa por ÁLVARO SIZA VIEIRA
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Planos para o ano

Bem sei que surgirão grandes e boas novidades ao longo de 2025. Porém, estes fazem parte dos incontornáveis: não passo mais um ano sem os ler. Não apenas por serem livros de formação de um leitor, mas porque as belas-letras têm esta coisa de se ajudarem umas às outras. E, quem sabe, não serão também eles inspirações para outras histórias. Em busca do tempo perdido II O tiro de partida foi dado no último verão. Veio a mim a vontade de ler Proust , não obstante a deificação que os grandes literatos fazem do autor. Não me custou nada dar-lhes razão, já que Do Lafo de Swann foi uma das obras mais transformadoras que li na vida. Para o Verão de 2025, quem sabe de novo no Alentejo, numa semana de sossego, quero entrar de novo nesta recriação do passado através dos artifícios da memória. Espero pelos salões de Paris, pela vida das damas francesas do séc. XIX, e é com uma expectativa que me reencontrarei com personagens como a Madame Aubernon ou a Senhora de Verdurin. Até porque o primeiro volume acabou com um enigma que espero ver agora resolvido. COMPRO NA WOOK! » Memórias de Adriano Já cá anda em casa há mais de uma década. A edição foi amarelecendo e o livro passando sempre para segundo lugar. Mas, recentemente, num festival literário, houve quem me dissesse que parasse com isso e passasse definitivamente à frente, na lista, estas memórias de Imperador, em época turbulenta. Falaram-me da maneira como Yourcenar deu voz aos seus amores, como era bela a descrição de uma paixão marginal. Espero neste livro conhecer o homem por trás das grandes decisões, nas suas dúvidas e nas suas hesitações, mas também numa intimidade povoada de leituras e de admirações. Um clássico que, de certeza, de 2025 não passa. E se sou capaz de comprar esta nova edição, com tradução de Maria Lamas? Não confirmo nem desminto! COMPRO NA WOOK! » Agosto Mais uma recomendação vinda de quem sabe do que fala. Do autor, já li A Grande Arte e fiquei preso à forma como caracteriza as suas personagens, ao ambiente noir e àquela sensação de não conseguirmos parar de ler, aproveitando todos os minutos livres do dia para o fazer. Este Agosto promete não ser nada diferente. Muito pelo contrário. Quem já o leu diz que é de tirar o fôlego a qualquer um. Ainda para mais tratando-se de uma série de incidentes que levou ao suicídio de Getúlio Vargas, uma das páginas menos explicadas da História contemporânea brasileira. Pelos vistos, um crime leva a outro e o resultado é, segundo várias pessoas, um dos melhores livros brasileiros de sempre. COMPRO NA WOOK! » História do cerco de lisboa Sensação boa, esta de ainda não ter lido todos os Saramagos. É como saber que ainda há memórias para construir junto de uma das pessoas de quem mais gostamos. Em 2024, foi a vez de Levantado do Chão. O próximo ano verá, de certeza, esta História do Cerco de Lisboa sair do armário para finalmente a conhecer. Espero encontrar aquilo de que tanto gosto no autor, as viagens entre o imaginado e o vivido, a realidade e o mágico aliados a uma escrita onde cada palavra conta. Sobretudo nesta história, de um importante “não” que espoleta uma discórdia, numa cidade que vou aprendendo a conhecer aos poucos. É que a um portuense de gema é com calma que se deve apresentar tanta informação sobre a distante capital. Mas confio em Saramago para o fazer como nenhum outro. COMPRO NA WOOK! »

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Mentiras Bem Contadas: livros perfeitos para o 1º de Abril

No Dia das Mentiras, a linha entre verdade e mentira pode ser difícil de distinguir. Na literatura, então, as possibilidades são infinitas! De narradores não confiáveis a histórias construídas sobre grandes enganos, há livros que brincam com a realidade. Nesta seleção, reunimos 10 histórias onde a mentira é tão irresistível quanto a própria leitura. Prepare-se para ser enganado! A Relíquia, de Eça de Queiroz Teodorico, órfão e criado pela sua tia D. Patrocínio das Neves, uma beata rica e extremamente devota, percebe desde cedo que a melhor forma de garantir o seu futuro é fingir uma religiosidade exemplar. Acabado de se formar em Coimbra, regressa a Lisboa para viver com a tia e o propósito último de garantir a sua avultada herança. Ele mente para agradá-la, enquanto vive os seus prazeres sem esta suspeitar. Chega ao ponto de aceitar partir em peregrinação à Terra Santa, encarregado de trazer uma relíquia sagrada como prova da sua fé. Mas, sabendo como Eça tece finamente as suas sátiras dos costumes de uma burguesia falsa de moralismos inúteis, o que vamos encontrar, nós e o Teodorico, nesta viagem, vai muito além de uma relíquia… Prepare-se para se rir sózinho, nós percebemos! QUERO LER!» Em Parte Incerta, de Gillian Flynn Quando, no quinto aniversário do seu casamento, a sua mulher, Amy, desaparece misteriosamente, Nick começa a ler o diário da esposa, descobrindo segredos inesperados. À medida que a polícia e a comunicação social o pressionam, Nick vê-se envolto em mentiras e comportamentos suspeitos, levantando a dúvida: será ele o assassino? Com a ajuda da sua irmã gémea, Nick insiste na sua inocência. Mas Amy continua desaparecida, e todos queremos saber o que se esconde na caixa misteriosa atrás do armário dela… Gillian Flynn cria um dos thrillers mais icónicos sobre engano e manipulação, levando o leitor a questionar o que é verdade e o que é mentira. QUERO LER!» História do Cerco de Lisboa, de José Saramago O que aconteceria se um revisor da atualidade introduzisse a palavra "não" num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados? Saramago leva-nos ao mundo de Raimundo Silva, um revisor de textos de uma editora lisboeta que, ao corrigir um livro sobre o cerco à cidade no século XII, decide alterar um pequeno detalhe crucial: ele opta por afirmar que o cerco não aconteceu. Esta simples mudança desencadeia uma série de eventos que vão além do próprio ato de revisão, afetando não apenas o protagonista, mas também a realidade que o cerca. A manipulação da História, o poder da palavra e da narrativa e a possibilidade de reescrever a própria realidade são os motores do enredo.Uma metáfora para o poder da ficção e da interpretação, deixando no ar a ideia de que a História não é algo fixo, mas antes uma construção humana que pode ser moldada de acordo com as perspectivas e os interesses de quem a narra. QUERO LER!» O Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa Um conto filosófico, em forma de diálogo, onde um banqueiro justifica, com uma lógica inabalável, porque é ao mesmo tempo um anarquista e um capitalista. Cheio de ironia e de humor ao estilo britânico, este livro é uma das obras mais intrigantes e provocadoras de Fernando Pessoa, escrita sob o heterônimo de Álvaro de Campos, em que satiriza a hipocrisia das estruturas sociais e a manipulação das ideologias para justificar práticas individualistas. O banqueiro argumenta que o verdadeiro anarquismo não precisa de estar dissociado do capitalismo, já que ambos podem ser usados para o benefício próprio, numa lógica de controlo sobre o sistema: a sociedade precisa da desigualdade e do poder, e a liberdade plena só seria alcançada através da autonomia absoluta do indivíduo. QUERO LER!» O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón Na Barcelona dos anos 20 do século passado, David Martín é um escritor talentoso, mas sem sucesso, que publica obras sob um pseudónimo. Um dia, descobre que tem um cancro em fase terminal e que a mulher por quem está apaixonado se vai casar com o seu amigo. Um misterioso admirador, Andreas Corelli, propõe-lhe que escreva um livro que pode mudar a História: uma nova Bíblia, texto fundador de uma nova religião. David aceita este estranho contrato, que lhe renderá uma fortuna e talvez algo mais, como forma de dar sentido à sua existência. Mas uma trama diabólica parece ameaçá-lo. Um romance gótico do consagrado Carlos Ruiz Zafón que nos envolve numa teia de mentiras e mistério.

História do Cerco de Lisboa

de José Saramago

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-04653-6
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: maio de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 210 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 368
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de José Saramago
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978972004653614
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Lisboa e os seus

JAMarques

Mais um romance onde, com genialidade, Saramago combina história com ficção.

Quando uma palavra é tudo e nada

Susana Ferreira

A forma sublime de Saramago refletir sobre momentos importantes da História de Portugal.

De novo, a criatividade da pontuação

Helder Raimundo

Há uma ideia comum, diria mesmo do senso comum, originária normalmente do desconhecimento, que afirma que os livros de José Saramago não têm pontuação. Ora, a pontuação tem vários cenários, técnicas e metodologias possíveis. E Saramago adota, de acordo com o seu interesse - ou o da narrativa que força o seu sentido, entendamo-nos – a forma mais adequada à sua escrita e ao leitor. Por exemplo, a última obra que li do autor, «História do Cerco de Lisboa» (Porto Editora, 2014), não inclui qualquer tecnicidade de discurso direto das personagens, quer dizer, não inclui traços de iniciação de voz. A solução é o uso de maiúsculas no início das falas das personagens: “Lembra-me uma cobra que se tivesse arrependido no momento de morder a cauda, Bem observado, senhor doutor, realmente, por muito agarrados que estejamos à vida, até uma serpente hesitaria diante da eternidade, Faça-me aí o desenho, mas devagar, É facílimo…”. E assim por diante, habituamo-nos rapidamente a reconhecer as falas de cada personagem, sem perder qualquer dinâmica de leitura e entendimento.

História do Cerco de Lisboa

CP

A obra conta a história de um revisor, Raimundo Silva, que, num ato impulsivo, altera, com uma única palavra, o sentido de um livro sobre o cerco de Lisboa no século XII. Todos os habituais ingredientes deste autor estão presentes: estilo de escrita único, reflexão sobre questões existenciais, além da sua habitual ironia e sentido de humor.

Para os amantes de Saramago!

Telma Afonso

Mais uma obra exímia do nosso Saramago que não que não corrompe as expectativas dos ávidos leitores de Saramago. A não perder.

SARAMAGO

JP

Este é sem duvida mais um excelente livro deste mestre da escrita.

De génio!

Sofia Monteiro

Saramago no seu melhor. Um enredo original que nos alerta para os cercos que construimos à nossa volta e que tantas vezes nos impedem de viver em pleno.

História do Cerco de Lisboa

Paula Carvalho

Para quem ama Saramago, este é mais um romance histórico a não perder. Faz-nos querer conhecer Lisboa, todos os recantos e histórias, mitos e lendas associados a esta parte da nossa história de Portugal que tanto tem para aprofundar.

SOBRE O AUTOR

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do centenário do nascimento do escritor.

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