História do Cerco de Lisboa
SINOPSE
Caligrafia da capa por ÁLVARO SIZA VIEIRA
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Planos para o ano
Bem sei que surgirão grandes e boas novidades ao longo de 2025. Porém, estes fazem parte dos incontornáveis: não passo mais um ano sem os ler. Não apenas por serem livros de formação de um leitor, mas porque as belas-letras têm esta coisa de se ajudarem umas às outras. E, quem sabe, não serão também eles inspirações para outras histórias. Em busca do tempo perdido II O tiro de partida foi dado no último verão. Veio a mim a vontade de ler Proust , não obstante a deificação que os grandes literatos fazem do autor. Não me custou nada dar-lhes razão, já que Do Lafo de Swann foi uma das obras mais transformadoras que li na vida. Para o Verão de 2025, quem sabe de novo no Alentejo, numa semana de sossego, quero entrar de novo nesta recriação do passado através dos artifícios da memória. Espero pelos salões de Paris, pela vida das damas francesas do séc. XIX, e é com uma expectativa que me reencontrarei com personagens como a Madame Aubernon ou a Senhora de Verdurin. Até porque o primeiro volume acabou com um enigma que espero ver agora resolvido. COMPRO NA WOOK! » Memórias de Adriano Já cá anda em casa há mais de uma década. A edição foi amarelecendo e o livro passando sempre para segundo lugar. Mas, recentemente, num festival literário, houve quem me dissesse que parasse com isso e passasse definitivamente à frente, na lista, estas memórias de Imperador, em época turbulenta. Falaram-me da maneira como Yourcenar deu voz aos seus amores, como era bela a descrição de uma paixão marginal. Espero neste livro conhecer o homem por trás das grandes decisões, nas suas dúvidas e nas suas hesitações, mas também numa intimidade povoada de leituras e de admirações. Um clássico que, de certeza, de 2025 não passa. E se sou capaz de comprar esta nova edição, com tradução de Maria Lamas? Não confirmo nem desminto! COMPRO NA WOOK! » Agosto Mais uma recomendação vinda de quem sabe do que fala. Do autor, já li A Grande Arte e fiquei preso à forma como caracteriza as suas personagens, ao ambiente noir e àquela sensação de não conseguirmos parar de ler, aproveitando todos os minutos livres do dia para o fazer. Este Agosto promete não ser nada diferente. Muito pelo contrário. Quem já o leu diz que é de tirar o fôlego a qualquer um. Ainda para mais tratando-se de uma série de incidentes que levou ao suicídio de Getúlio Vargas, uma das páginas menos explicadas da História contemporânea brasileira. Pelos vistos, um crime leva a outro e o resultado é, segundo várias pessoas, um dos melhores livros brasileiros de sempre. COMPRO NA WOOK! » História do cerco de lisboa Sensação boa, esta de ainda não ter lido todos os Saramagos. É como saber que ainda há memórias para construir junto de uma das pessoas de quem mais gostamos. Em 2024, foi a vez de Levantado do Chão. O próximo ano verá, de certeza, esta História do Cerco de Lisboa sair do armário para finalmente a conhecer. Espero encontrar aquilo de que tanto gosto no autor, as viagens entre o imaginado e o vivido, a realidade e o mágico aliados a uma escrita onde cada palavra conta. Sobretudo nesta história, de um importante “não” que espoleta uma discórdia, numa cidade que vou aprendendo a conhecer aos poucos. É que a um portuense de gema é com calma que se deve apresentar tanta informação sobre a distante capital. Mas confio em Saramago para o fazer como nenhum outro. COMPRO NA WOOK! »
Mentiras Bem Contadas: livros perfeitos para o 1º de Abril
No Dia das Mentiras, a linha entre verdade e mentira pode ser difícil de distinguir. Na literatura, então, as possibilidades são infinitas! De narradores não confiáveis a histórias construídas sobre grandes enganos, há livros que brincam com a realidade. Nesta seleção, reunimos 10 histórias onde a mentira é tão irresistível quanto a própria leitura. Prepare-se para ser enganado! A Relíquia, de Eça de Queiroz Teodorico, órfão e criado pela sua tia D. Patrocínio das Neves, uma beata rica e extremamente devota, percebe desde cedo que a melhor forma de garantir o seu futuro é fingir uma religiosidade exemplar. Acabado de se formar em Coimbra, regressa a Lisboa para viver com a tia e o propósito último de garantir a sua avultada herança. Ele mente para agradá-la, enquanto vive os seus prazeres sem esta suspeitar. Chega ao ponto de aceitar partir em peregrinação à Terra Santa, encarregado de trazer uma relíquia sagrada como prova da sua fé. Mas, sabendo como Eça tece finamente as suas sátiras dos costumes de uma burguesia falsa de moralismos inúteis, o que vamos encontrar, nós e o Teodorico, nesta viagem, vai muito além de uma relíquia… Prepare-se para se rir sózinho, nós percebemos! QUERO LER!» Em Parte Incerta, de Gillian Flynn Quando, no quinto aniversário do seu casamento, a sua mulher, Amy, desaparece misteriosamente, Nick começa a ler o diário da esposa, descobrindo segredos inesperados. À medida que a polícia e a comunicação social o pressionam, Nick vê-se envolto em mentiras e comportamentos suspeitos, levantando a dúvida: será ele o assassino? Com a ajuda da sua irmã gémea, Nick insiste na sua inocência. Mas Amy continua desaparecida, e todos queremos saber o que se esconde na caixa misteriosa atrás do armário dela… Gillian Flynn cria um dos thrillers mais icónicos sobre engano e manipulação, levando o leitor a questionar o que é verdade e o que é mentira. QUERO LER!» História do Cerco de Lisboa, de José Saramago O que aconteceria se um revisor da atualidade introduzisse a palavra "não" num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados? Saramago leva-nos ao mundo de Raimundo Silva, um revisor de textos de uma editora lisboeta que, ao corrigir um livro sobre o cerco à cidade no século XII, decide alterar um pequeno detalhe crucial: ele opta por afirmar que o cerco não aconteceu. Esta simples mudança desencadeia uma série de eventos que vão além do próprio ato de revisão, afetando não apenas o protagonista, mas também a realidade que o cerca. A manipulação da História, o poder da palavra e da narrativa e a possibilidade de reescrever a própria realidade são os motores do enredo.Uma metáfora para o poder da ficção e da interpretação, deixando no ar a ideia de que a História não é algo fixo, mas antes uma construção humana que pode ser moldada de acordo com as perspectivas e os interesses de quem a narra. QUERO LER!» O Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa Um conto filosófico, em forma de diálogo, onde um banqueiro justifica, com uma lógica inabalável, porque é ao mesmo tempo um anarquista e um capitalista. Cheio de ironia e de humor ao estilo britânico, este livro é uma das obras mais intrigantes e provocadoras de Fernando Pessoa, escrita sob o heterônimo de Álvaro de Campos, em que satiriza a hipocrisia das estruturas sociais e a manipulação das ideologias para justificar práticas individualistas. O banqueiro argumenta que o verdadeiro anarquismo não precisa de estar dissociado do capitalismo, já que ambos podem ser usados para o benefício próprio, numa lógica de controlo sobre o sistema: a sociedade precisa da desigualdade e do poder, e a liberdade plena só seria alcançada através da autonomia absoluta do indivíduo. QUERO LER!» O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón Na Barcelona dos anos 20 do século passado, David Martín é um escritor talentoso, mas sem sucesso, que publica obras sob um pseudónimo. Um dia, descobre que tem um cancro em fase terminal e que a mulher por quem está apaixonado se vai casar com o seu amigo. Um misterioso admirador, Andreas Corelli, propõe-lhe que escreva um livro que pode mudar a História: uma nova Bíblia, texto fundador de uma nova religião. David aceita este estranho contrato, que lhe renderá uma fortuna e talvez algo mais, como forma de dar sentido à sua existência. Mas uma trama diabólica parece ameaçá-lo. Um romance gótico do consagrado Carlos Ruiz Zafón que nos envolve numa teia de mentiras e mistério.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-04653-6 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | maio de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 142 x 210 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 368 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Obras de José Saramago |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978972004653614 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Lisboa e os seus
JAMarques
Mais um romance onde, com genialidade, Saramago combina história com ficção.
Quando uma palavra é tudo e nada
Susana Ferreira
A forma sublime de Saramago refletir sobre momentos importantes da História de Portugal.
De novo, a criatividade da pontuação
Helder Raimundo
Há uma ideia comum, diria mesmo do senso comum, originária normalmente do desconhecimento, que afirma que os livros de José Saramago não têm pontuação. Ora, a pontuação tem vários cenários, técnicas e metodologias possíveis. E Saramago adota, de acordo com o seu interesse - ou o da narrativa que força o seu sentido, entendamo-nos – a forma mais adequada à sua escrita e ao leitor. Por exemplo, a última obra que li do autor, «História do Cerco de Lisboa» (Porto Editora, 2014), não inclui qualquer tecnicidade de discurso direto das personagens, quer dizer, não inclui traços de iniciação de voz. A solução é o uso de maiúsculas no início das falas das personagens: “Lembra-me uma cobra que se tivesse arrependido no momento de morder a cauda, Bem observado, senhor doutor, realmente, por muito agarrados que estejamos à vida, até uma serpente hesitaria diante da eternidade, Faça-me aí o desenho, mas devagar, É facílimo…”. E assim por diante, habituamo-nos rapidamente a reconhecer as falas de cada personagem, sem perder qualquer dinâmica de leitura e entendimento.
História do Cerco de Lisboa
CP
A obra conta a história de um revisor, Raimundo Silva, que, num ato impulsivo, altera, com uma única palavra, o sentido de um livro sobre o cerco de Lisboa no século XII. Todos os habituais ingredientes deste autor estão presentes: estilo de escrita único, reflexão sobre questões existenciais, além da sua habitual ironia e sentido de humor.
Para os amantes de Saramago!
Telma Afonso
Mais uma obra exímia do nosso Saramago que não que não corrompe as expectativas dos ávidos leitores de Saramago. A não perder.
SARAMAGO
JP
Este é sem duvida mais um excelente livro deste mestre da escrita.
De génio!
Sofia Monteiro
Saramago no seu melhor. Um enredo original que nos alerta para os cercos que construimos à nossa volta e que tantas vezes nos impedem de viver em pleno.
História do Cerco de Lisboa
Paula Carvalho
Para quem ama Saramago, este é mais um romance histórico a não perder. Faz-nos querer conhecer Lisboa, todos os recantos e histórias, mitos e lendas associados a esta parte da nossa história de Portugal que tanto tem para aprofundar.
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