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Carta Aberta... aos Poderes

Manifesto surrealista em defesa da libertação do espírito

de Antonin Artaud
Editor: Padrões Culturais, abril de 2009 ‧
5,60€
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À guisa de discurso panfletário contra as instituições e o castramento do espírito, Artaud apresenta os textos em forma de cartas abertas, endereçadas aos representantes institucionais - Papa, Directores dos Asilos e Reitores das Universidades Europeias - onde os acusa de, sob uma aparente superioridade clarividente, espartilharem o espírito negando-lhe "os seus mais secretos e espontâneos movimentos". Como contraponto a este Ocidente cristalizado e mumificado, surgem a Carta às Escolas de Buda e a Mensagem ao Dalai-Lama, de hino e apelo a um Oriente redentor, espiritual, e em cuja filosofia os ideais surrealistas se revêem.

«Não podemos viver eternamente rodeados de mortos e de morte.
E se ainda restam preconceitos há que destrui-los.
“O dever”
Digo bem
“O DEVER”
do escritor, do poeta, não é encerrar-se cobardemente num texto,
num livro,
numa revista, donde não mais se libertará, mas pelo contrário sair
para fora
para sacudir
para atacar
o espírito público
senão
para que serve?
para que nasceu?

Carta Aberta... aos Poderes

Manifesto surrealista em defesa da libertação do espírito

de Antonin Artaud

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898160393
Editor: Padrões Culturais
Data de Lançamento: abril de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 195 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Coleção: Textos Extraordinários
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789898160393

Artaud, um real surrealista

A Manso

Aqui são coligidas um pequeno número de cartas dirigidas "aos poderes": sociais, institucionais e religiosos por parte de A Artaud. Mas essencialmente são estímulos a todos os indivíduos para no exercício da individualidade mis autentica sejam capazes de despertar o Espírito que se encontra moribundo ante a normalidade da razão e o medo de viver, únicos desideratos a que os saberes e os poderes deitam mão para subordinar a liberdade criadora, à ordem reprodutora.

SOBRE O AUTOR

Antonin Artaud

Antonin Artaud nasceu em Marselha no dia 4 de setembro de 1896, numa família de ascendência grega, cuja tradição o acabou por influenciar, nomeadamente no que diz respeito ao seu fascínio pelo misticismo. Sofrendo perturbações mentais desde cedo, passou, ao longo de toda a sua vida, várias temporadas internado em asilos.
Adepto do movimento surrealista, Artaud escreveu alguns poemas dentro dessa linha. No entanto, é no teatro que o autor se irá destacar. Estudou interpretação em Paris e fez, em 1921, a sua estreia no Dadaiste-Surréaliste Théâtre de l’Oeuvre. Foi também dramaturgo e, enquanto tal, apresentou uma ideia que não foi compreendida pelo seu tempo, mas que deixou marcas para a posteridade: o "teatro da crueldade".
Com os seus Manifeste du Théâtre de la Cruauté (1932) e Le Théâtre et Son Double (1938), Artaud propõe substituir o teatro clássico pelo "teatro da crueldade", no qual a peça já não é apenas um espetáculo, passando a ser uma união entre os atores e o público através de um exorcismo mágico. Apesar de as teorias de Artaud não terem sido bem aceites pela sua época, foram determinantes, por exemplo, para o Teatro do Absurdo, tendo inspirado autores como Genet, Ionesco e Beckett. Morreu a 4 de março de 1948 em Ivry-sur-Seine.

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