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A Mulher de Cabelo Ruivo

de Orhan Pamuk
Editor: Editorial Presença, maio de 2018 ‧
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Perto de uma pequena cidade nos arredores de Istambul, um escavador de poços e o seu aprendiz são contratados para procurar água num terreno baldio. À medida que escavam o poço, metro a metro, sob um calor abrasador, vai-se desenvolvendo uma forte ligação entre ambos, como se fossem pai e filho, de uma forma nunca antes sentida quer pelo homem de meia-idade e fracos recursos quer pelo rapaz, de uma família da classe média, cujo pai desaparecera após ter sido detido por envolvimento em atividades políticas subversivas.

Os dois trocam histórias que refletem diferentes visões do mundo e acabam por depender um do outro. Mas na cidade, onde se abastecem de provisões e onde procuram distrair-se ao final do dia, o rapaz encontra uma atração irresistível. A Mulher de Cabelo Ruivo, uma artista encantadora ligada a uma companhia de teatro itinerante, atrai o seu olhar e parece igualmente fascinada por ele. o maior sonho do rapaz é realizado e, obcecado com este arrebatamento, esquece o escavador que vem a sofrer um acidente. o rapaz parte de regresso a Istambul e somente anos depois sabe qual o destino do seu mestre, e descobre finalmente quem era a misteriosa mulher de cabelo ruivo.

Uma envolvente história de amor, laços familiares e mistério, tradição e modernidade, escrita por um dos maiores escritores do nosso tempo.

«A obra de Orhan Pamuk adverte-nos que devemos sempre questionar o passado, sem contudo o negar ou esquecer. A história - pessoal, imaginada, real - leva-nos a recordar, a pensar melhor»
Financial Times

«Fascinante¿ uma intensa parábola política que nos diz muito sobre a Turquia atual .»
Evening Standard

«Um final que leva o leitor a reiniciar o livro.»
The Sunday Times

«Como todas as boas obras de ficção que contêm crítica política e social, este romance mostra bem que a forma de a transmitir ao leitor deve igualar o valor daquilo que é dito.»
The Guardian

«Orhan Pamuk estabelece de forma magistral o contraste entre o Oriente e o Ocidente, a tradição e a modernidade, o poder da ficção literária e a inevitabilidade do realismo.Como sempre, aborda temas de peso com um enorme talento. O resultado é impressionante e de rara beleza.»
Booklist

A Mulher de Cabelo Ruivo

de Orhan Pamuk

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722362108
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: maio de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 232 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 248
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grandes Narrativas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722362108

Muito bem escrito!

Cátia Pereira

Muito bem escrito. Considero uma boa leitura, sem dúvida. Na minha opinião, para se tornar um livro perfeito importava a história fluir com maior intensidade, principalmente na primeira metade do livro.

Uma lufada de ar fresco

Vanessa Gouveia

Foi o primeiro autor turco que li, e foi de longe uma das histórias mais envolventes e cativantes que tive oportunidade de ler nos últimos tempos. A história retrata maravilhosamente sentimentos de culpa, solidão, e a predisposição de questionar o passado. As relações entre pais e filhos são complexas e desenvolvidas sem medo de abordar sentimentos e revolta. Retrata as revoluções económicas, culturais e políticas da sociedade turca, sem exaustivos detalhes.

Belíssimo e sensível

Claudino Moura

Este romance de Pamuk é o mais leve dos que li, mas não deixa de ser denso. No início da história existe um crime por omissão. Uma culpa surda e adormecida acompanha o personagem na sua jornada de crescimento e auto-conhecimento, enquanto observamos em pano de fundo, como em tantas outras obras de Pamuk, a evolução da sua amada Turquia.

Um belíssimo romance

VF

A minha estreia na obra de Orhan Pamuk. É caso para dizer que entrei no mundo de Pamuk com chave de ouro. Que belo romance!

Magistral

AFerreira

Orhan Pamuk em mais um romance com a sua identidade de autor fenomenal. O eterno contraste Ocidente Oriente que pautam as suas obras , a sua paixão pela Turquia e mais uma vez as relações - Orhan Pamuk transborda vida.Achei um romance mais leve de ler mas repleto de critica subliminar. Absolutamente Imperdível. O meu autor favorito.

Genial

Juliana

Estou apaixonada por este autor. Está aqui um livro de uma inteligência e beleza incomensuráveis. Recomendo.

Escasso

Luís Soveral Botelho

Pamuk é um escritor que não se deixou deslumbrar pelo Nobel e que continua a escrever e a escrever. Para minha desgraça, como escreve em turco, a publicação da sua obra em Portugal é sempre demorada. Em tudo o que escreve é possível vislumbrar algo de maravilhoso e de apaixonante. Não é exceção este livro em que a tinta desempenha um papel tão fulcral. Venham mais...

Apaixonante!

Ana

Nesta obra, o autor prima pela descrição de um ser humano, dito norma, desde a sua infância até à idade adulta, em termos de emoções. Todos nós temos uma ou mais figuras, que se cruzaram no nosso caminho a determinada altura da nossa vida e deixaram uma marca profunda na nossa vivência. Marca essa que nos tolda a mente e reverte a personalidade que vimos a desenvolver para aquela que fica permanentemente em nós! A Mulher do Cabelo Ruivo é uma história de amor! Mas acima de tudo, de auto-conhecimento, de crescimento. É um livro que, após o virar da última página, nos deixa a pensar: "Quem na minha vida foi o "Mestre"? De Orhan Pamuk não podiamos esperar outra obra que não mais uma brilhante!

SOBRE O AUTOR

Orhan Pamuk

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2006

Orhan Pamuk nasceu a 7 de junho de 1952, em Istambul, no seio de família próspera da classe média turca. Formou-se em Arquitetura na Universidade Técnica de Istambul e em Jornalismo na Universidade de Istambul, mas nunca exerceu nenhuma destas profissões. Entre 1985 e 1988 viveu nos Estados Unidos da América onde frequentou a Universidade de Columbia, em Nova Iorque, e também a Universidade do Iowa durante um curto período de tempo. Vive atualmente em Istambul.
No seu país natal, Pamuk é um reputado comentador, embora se defina principalmente como um autor de ficção sem compromissos políticos. Algumas das posições assumidas publicamente valeram-lhe o título de persona non grata para alguns dos seus compatriotas. Foi o primeiro autor no mundo islâmico a condenar abertamente a fatwa contra Salman Rushdie e a tornar público o seu apoio ao escritor turco Yasar Kemal quando este foi julgado e condenado pelas autoridades turcas, em 1995. O próprio Pamuk foi perseguido pela justiça por "insulto aberto à nação turca" depois de ter afirmado, numa entrevista a um jornal suíço, que 30.000 Curdos e um milhão de Arménios foram mortos na Turquia. A queixa, que gerou protestos a nível internacional, acabou por ser retirada no início de 2006.

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