A Mão e a Luva

de Machado de Assis
Editor: Quidnovi, julho de 2011 ‧
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Sabe-se muito pouco sobre a vida do maior escritor brasileiro de todos os tempos. Joaquim Maria Machado de Assis nasceu, em 1839, no Rio de Janeiro. A sua família era pobre, o que o forçou a abandonar a escola muito cedo. Teria 15 anos quando arranjou o seu primeiro emprego. Nessa altura, escreveu os seus primeiros textos - poemas, ensaios e crónicas -, revelando-se logo um jovem intelectualmente impetuoso com grande poder crítico. Tomava forma, então, a trágica ironia e a visão sem ilusões da sociedade urbana carioca com regaria praticamente todos os seus romances.

Publicado em 1874 originalmente em folhetem, A Mão e a Luva, o segundo romance de Machado de Assis, corresponde ao estereótipo do romance romântico. Afilhada de uma rica baronesa, Guiomar, uma jovem de origem humilde com uma ambição desmedida, desperta o interesse de três pretendentes e tem de se decidir por um deles. Estêvão - sentimental, doidivanas, ingénuo e piegas - amaria a primeira mulher que se interessasse por ele. Jorge, egoísta e narcisista, norteia a vida pela futilidade e pela indefinição de objectivos. Luís Alves - frio, metódico, reservado e ambicioso - sabe o que quer e não revela seus sentimentos a ninguém. De tal forma que só se decide a pedir a mão da amada quando sente o domínio total da situação e sabe que ela dirá que sim. Em conflito permanente com a emoção e a razão, a decidida Guiomar vai ter de escolher a melhor "luva" para a sua mão.

A Mão e a Luva

de Machado de Assis

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896282264
Editor: Quidnovi
Data de Lançamento: julho de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 219 x 14 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896282264

SOBRE O AUTOR

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) nasceu e viveu no Rio de Janeiro. A única vez que deixou a cidade, em 1879, para convalescença de crise de epilepsia, foi para Nova Friburgo. Essa estada ficou literariamente famosa por ter aí começado — ditando-o à mulher, Carolina — Memórias Póstumas de Brás Cubas, livro singularmente extravagante que marca toda a sua obra. Descendente de escravos (o pai, pintor de paredes, era filho de escravos forros; a mãe, uma lavadeira açoriana), pobre, órfão muito cedo, não teve educação formal e foi funcionário público, mas, não obstante ter surgido como o mais excêntrico escritor que o Brasil já conhecera, cedo alcançou enorme reputação literária, fundando e presidindo a Academia Brasileira de Letras. Foi o mais completo homem de letras oitocentista no Brasil, escrevendo em vários géneros, mas destacando-se enquanto romancista, contista e cronista. Os seus romances ainda surpreendem pela atualidade, pelo inesperado do humorismo filosófico e pelo cosmopolitismo. Parece nunca ter sido tão estimado pelos seus pares como foi por eles admirado, o que seria injusto atribuir à excecional configuração do seu génio literário.

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