A jangada de pedra
SINOPSE
Em A Jangada de Pedra (…) o escritor recorre a um estratagema típico. Uma série de acontecimentos sobrenaturais culmina na separação da Península Ibérica que começa a vogar no Atlântico, inicialmente em direção aos Açores. A situação criada por Saramago dá-lhe um sem-número de oportunidades para, no seu estilo muito pessoal, tecer comentários sobre as grandezas e pequenezas da vida, ironizar sobre as autoridades e os políticos e, talvez muito especialmente, com os atores dos jogos de poder na alta política. O engenho de Saramago está ao serviço da sabedoria.
Real Academia Sueca, 8 de outubro de 1998
Caligrafia da capa por MÁRIO CLÁUDIO
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-00595-3 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | agosto de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 142 x 210 x 22 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 372 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Obras de José Saramago |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978972000595321 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um clássico de Saramago
Rita
Mais uma vez Saramago escreve uma excelente critica à sociedade usando metáforas para tornar o seu ponto explicito ao leitor. Para quem aprecia este autor, esta obra será um êxito, cheia das características típicas de Saramago que tornam um este livro mais um dos seus clássicos. Uma leitura sobre Portugal e os portugueses e o seu dilema de onde se inserem no mundo.
Uma alegoria brilhante
Anabela Borges
Com uma escrita cheia de sentidos, uma série de"coincidências" e atravessada de ironia, esta obra do prémio Nobel da Literatura representa a pequenez da península Ibérica e a forma como a Europa e o resto do mundo a vê: pequena, pouco importante e afastada da Europa, na "cauda da Europa". Num sentido mais extenso, e atravessando toda a obra, temos, como é apanágio do autor, a análise da condição humana, da sociedade vazia de valores, dos seus costumes, com os seus medos, aspirações e vícios: o que é real e imaginado, o que é verdade e o que é falso... Mas também a reflexão sobre o impacto do individual no colectivo, as crenças e o desalento, as coincidências que fazem mover o mundo, apesar de nem sempre as vermos, a impotência do homem face ao poder da natureza, o oportunismo e a praticidade usados nos relacionamentos humanos quando já nada conta e as fronteiras físicas e, por conseguinte, morais e éticas, vão sucumbindo. Uma alegoria brilhante, que passou para o topo da lista dos meus livros de José Saramago favoritos. Recomendo!
Maravilhoso
Ana
Cinco pessoas encontram-se ligadas entre si devido a acontecimentos sobrenaturais. Esta é a premissa que se concretiza através de uma viagem em que Portugal anda à deriva, deixando de existir a Península Ibérica. Um livro repleto de reflexões e críticas às relações políticas. Saramago é sempre bom de ler!
À deriva
Susana Ferreira
Enquanto leio e levanto a cabeça para a imensidão do mar, há uns segundos em que acho que estamos realmente numa jangada. No minuto seguinte vejo alguém a atirar pequenas pedras à água e logo voam os estornimhos para o seu abrigo. O génio de Saramago deixa o leitor de tal maneira envolvida e à deriva.
Sólida reflexão da identidade ibérica
João Simões
Apesar de não ter toda a genialidade de Saramago exposta, é uma narrativa que vale a pena ler. A distopia da deriva e as consequências de um acontecimento catastrófico acabam por ser o principal tema, onde as diferenças sociais são ainda mais exacerbadas nos tempos de maior necessidade.
Um grande livro
NB
Sem dúvida um livro interessante, complexo e profundo.
A “ilha” Ibérica
João G.
Mais do que um romance é um mapa das sociedades, é uma cartografia da existência humana.
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