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Teoria da Heteronímia

de Fernando Pessoa

Livro eBook
editor: Assírio & Alvim, setembro de 2012
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Um livro fundamental para compreender o universo pessoano e a sua teoria da heteronímia

No conjunto de textos aqui apresentados encontram-se as diferentes aproximações ao tema da heteronímia na obra de Pessoa, isolados em ensaios, cartas, narrativas e (alguns) poemas. Esta questão é a mais importante de todas as que a arte de Pessoa põe em jogo, aquela que sobredetermina tudo o que escreve, em todas as circunstâncias e a todos os títulos, e isso desde o começo do seu interesse pela literatura - como detalhadamente o expõe a «Tábua» aqui publicada, onde são listados, com numerosos detalhes desconhecidos do grande público, 106 heterónimos, semi-heterónimos e outras personas literárias criadas por Pessoa.

Teoria da Heteronímia

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-79318-8
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: setembro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 205 x 24 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 384
Tipo de produto: Livro
Coleção: Páginas de Fernando Pessoa / coletâneas
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 978972079318810
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
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Deslumbrante Labirinto

José Vieira

Analisando séria e dedicadamente a teoria da heteronímia, os seus fundamentos e as suas consequências, estes dois grandes pessoanos revelam-nos mais um passo e um caminho da labiríntica e deslumbrante literatura daquele que sentindo "tudo de todas as maneiras", foi também todos ao mesmo tempo e em todos lugares. Um livro de leitura obrigatória para todos os amantes e especialistas na obra de um dos maiores poetas da literatura europeia do séc. XX

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Deslumbrante

José Augusto Nogueira Pinto

106 Personagens muito bem explicadas por Fernando Cabral Martins e Richard Zenith que nos guiam a compreenderem, sobretudo para leigos como eu, o universo do grande Fernando Pessoa. Para quem na escola estudou superficialmente Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, tem nesta obra muitos outros heterónimos fascinantes, como sejam aqueles que mais me magnetizaram, António Mora e Dr. Abílio Quaresma, o Sherlock Holmes à portuguesa. Uma obra a ser lida por todos aqueles (e não só) que se interessam pela ideia da heteronímia que Pessoa nos deixou.

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Fascinante!

Ana Carla Marques Pereira Gomes

Mais um estudo sobre a personalidade fascinante de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos. Mais alguns dados interessantes sobre este grande poeta. Para quem admira e estuda a sua poesia é uma boa ferramenta de trabalho!

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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