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Poesia, Ricardo Reis

de Fernando Pessoa
Livro eBook
Editor: Assírio & Alvim, maio de 2023 ‧
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Ricardo Reis, como Pessoa no-lo dá a conhecer, é o heterónimo da tradição clássica: nascido em 1887 no Porto, médico de profissão, educado num colégio jesuíta e exilado por vontade própria no Brasil, por causa dos seus ideais monárquicos. Um acérrimo cultor das odes latinas de Horácio, na sua poesia encontramos, também, o pensamento grego das correntes filosóficas do epicurismo e estoicismo. Com edição de Manuela Parreira da Silva, esta terceira edição revê e corrige as anteriores, reunindo «as odes publicadas em vida por Fernando Pessoa e por ele atribuídas a Ricardo Reis, assim como todas as outras odes e poemas atribuídos ou atribuíveis a este heterónimo, existentes no espólio da Biblioteca Nacional de Lisboa e, na sua quase totalidade, publicados postumamente».
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Clássicos da Poesia – II

Um país de cara voltada para o mar só podia dar nisto: grandes poetas, que importa celebrar sempre. Haveria tantos outros para mencionar, mas curiosamente são estes quatro livros que têm estado entre uma ficção e outra, permitindo algum espaço de beleza e fôlego, num mundo que nos tem posto à prova a um ritmo alucinante. Poesia de Ricardo Reis Fernando Pessoa (1888-1935) não poderia faltar, quando chamamos os maiores da poesia mundial. Foquemo-nos numa das suas vozes, o heterónimo Ricardo Reis, um dos mais complexos e, por isso mesmo, um dos mais fascinantes. Em Poesia de Ricardo Reis, encontram-se os versos de um heterónimo que une o estoicismo clássico à melancolia moderna. E que mistura será melhor do que esta? Os seus poemas, marcados pelo equilíbrio formal e pela reflexão sobre o destino, o tempo e os deuses, possuem uma certa musicalidade contida e uma serenidade filosófica que ficam connosco para lá do final do último verso. A leitura de Ricardo Reis é um convite à contemplação, onde cada verso ecoa um pensamento depurado. Pessoa, através dele, construiu uma obra de impressionante precisão. COMPRO NA WOOK! » Luís de Camões – Lírica Luís de Camões (1524?-1580) é, como sabemos, um dos maiores nomes da literatura portuguesa. Conhecemo-lo sobretudo pela sua obra mestra, Os Lusíadas, mas a sua obra lírica permanece também atual e relevante, servindo de inspiração a muito do que por cá se escreve. Teremos todos Camões na pena? “Lírica” parte das Obras Completas e revela um poeta que transita entre o amor idealizado e o desencanto, com versos de profundo engenho. A leitura de Camões, hoje, permite compreender não só a riqueza da língua portuguesa, da sua estética, mas também as inquietações humanas que atravessam séculos. Os seus sonetos e redondilhas trazem reflexões sobre o tempo, a inconstância e o destino, compondo um legado literário que tantas vezes forma a consciência daquilo a que chamamos cultura lusófona. COMPRO NA WOOK! » Poesia de Mário Cesariny Mário Cesariny (1923-2006) é a figura central do surrealismo português, autor de uma obra que desafia convenções e explora o absurdo, o sonho e a liberdade criativa. O livro Poesia de Mário Cesariny reúne a essência da sua produção, trazendo versos que oscilam entre o humor mordaz, a experimentação formal e uma profunda inquietação existencial. Cesariny usa a imagética e a irreverência em poesia como ninguém, e assim consegue romper com a linguagem tradicional, transformando a poesia num espaço de invenção e efabulação ilimitadas. Aconselho a que este livro permaneça na mesa de cabeceira, para que de vez em quando se permita um mergulho na força transgressora da sua obra, onde o real e o imaginário se entrelaçam na matéria de que são construídos os sonhos. COMPRO NA WOOK! » Poesia, de Sophia M. B. Andresen Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) construiu uma poesia marcada pela clareza, pela musicalidade e pelo compromisso ético com a beleza e a justiça. Que belo é ler uma das nossas maiores artistas de sempre. A vida parece-nos um lugar mais honesto – e quanto precisamos de isso hoje – com um verso de Sophia nos lábios. Poesia, coletânea que reúne a sua produção essencial, evidencia a pureza das suas imagens e a influência do mar, da mitologia e da cultura clássica na sua escrita. Através de uma escrita límpida e de um rigor formal exemplar, Sophia transforma a palavra poética num lugar de resistência e contemplação, força e delicadeza convivendo imperturbáveis. O que faz com que a sua poesia seja de rara intensidade, capaz de iluminar a condição humana e a relação do homem com o mundo. COMPRO NA WOOK! »

Poesia, Ricardo Reis

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-2318-2
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: maio de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 205 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 368
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Fernando Pessoa
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972372318220
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

O heterónimo mais fantástico de Pessoa.

J.M.Rodrigues

Aconselharam-me ler "O Ano da Morte de Ricardo Reis", mas que antes lesse um pouco do próprio Ricardo Reis. A leitura de alguns poemas e odes neste livro fizeram-me relembrar quão inteligente Pessoa era para criar tal heterónimo, apaixonado e culto, onde encontramos sabedoria nos seus poemas, não tão fáceis de compreender como de outros poetas. Aconselho a todos os leitores que gostem de uma boa poesia e que tenham vontade de entrar no mundo de Ricardo Reis.

Ricardo Reis e também o Ano da sua morte

Dinis Evangelista

Adquiri o Livro de poemas de Ricardo Reis (RR) porque, no âmbito de um Clube de Leitura a que estou ligado, estamos a ler O Ano da Morte de Ricardo Reis, de Saramago. A leitura do romance de Saramago exige que, a par, se tenha em mãos e se leiam, algumas partes de poemas de RR, porque na prosa de Saramago estão muitos versos de RR, e só se dá por isso quando se é chamado a atenção para essa particularidade. Estou convencido de que, quem ler o Ano da Morte de Ricardo Reis no sofá, não se apercebe da existência de poemas de RR na prosa de Saramago. Uma óptima experiência, uma sugestão que aqui fica.

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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