Património
Uma História Verdadeira
SINOPSE
Roth assiste à batalha que o seu pai - famoso pelo seu vigor, charme e pelo seu repertório de recordações de Newark - trava com o tumor cerebral que o irá matar. O filho, repleto de amor, ansiedade e medo, acompanha-o em cada atemorizante estádio da sua provação final e, ao fazê-lo, revela o apego à vida que marcou o compromisso longo e teimoso do seu pai com a vida.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Património não se limita, porém, a ser um livro sobre a morte ou sobre o fim sujeito ao sofrimento e à dor físicas. É também, e sobretudo, sobre a descoberta do amor alicerçado nas boas e más memórias partilhadas (neste caso na judaica Newark) e na fisicalidade dos laços que unem os seres humanos. [...] Acabada a leitura, eis aquilo a que poderíamos chamar, indecorosamente, um grande texto.»
Ana Cristina Leonardo, Expresso
«É quando Roth coloca a narração ao serviço da reflexão (sobre a América, sobre a morte, sobre a impotência de se ser homem) que ele ascende à categoria de escritor maior e começa a ombrear, não com os mestres americanos (à excepção de Faulkner ele não tem competição), mas sim com os russos. O momento e que se dá essa transformação não é, curiosamente, na ficção, mas na biografia e exactamente em Património.»
João Bonifácio, Público
«Uma história verdadeira, sim, mas contada com
toda a poderosa autoridade e perspicaz ordem
narrativa de um escritor maior.»
Sunday Times
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722029926 |
| Editor: | Dom Quixote |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2008 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 162 x 243 x 17 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 216 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Ficção Universal |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Memórias e Testemunhos
|
| EAN: | 9789722029926 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um testemunho de um filho para o pai
CarlosC
Uma história comovente de um filho que vê a idade do pai chegar a um ponto que se aproxima cada vez mais perto da morte. Uma dedicação que todos deveríamos ter por um pai que tanto gostamos, e que neste livro o autor revela a angustia de ter de decidir qual o caminho a seguir na tentativa de ajudar o pai a viver com dignidade...
Casei com um comunista
Acosta
Na linha de outras pbras de Roth, certamente um bom romance. Certamente porque ainda não tive oportunidade de o ler, embora globalmente tenha "olhado" para a respetiva narrativa.
Livro sobre aqueles que perdemos
Juliana
Este romance devia ser de leitura obrigatória. Emocionei-me tanto com esta história que, momentos houve que tive de pousar o livro e "respirar". Identifiquei-me muito com as situações descritas e, isso tocou-me muito. Está aqui uma escrita muito humana e realista. Adoro este autor. E só tenho pena que já tenha partido. Felizmente deixou-nos uma obra muito rica. Os escritores deviam ser eternos, porque com as suas obras, às vezes ajudam-nos a ultrapassar fases da nossa vida.
Um livro sobre a vida, a morte e os sentimentos...
Grace Teixeira I 27-11-2015
Neste livro Philip Roth escreve, na primeira pessoa, sobre a doença do seu pai. Os primeiros sintomas, o diagnóstico, o evoluir da doença, as recordações do passado e as decisões a tomar, perante um futuro, que se adivinha curto e do qual não há como fugir. De uma forma simples, realista e sem tabus mostra como uma pessoa ágil e dinâmica vai perdendo as suas capacidades, o declínio na linha da vida, o aproximar do fim. É um livro forte em sentimentos, emotivo e denso, realista e muito franco, que nos deixa em silêncio. Talvez, porque nos leva a confrontar com um assunto do qual, mais tarde ou mais cedo, teremos de lidar nas nossas próprias vidas, a morte dos que nos são queridos. Gostei bastante e recomendo a sua leitura!
As emoções como pano de fundo
José Adolfo Lagugas Coelho
De realçar a clareza emocional com que Roth nos conta uma "história" que é a sua, da sua família, do seu pai, mais concretamente. Agora um homem de 86 anos, fraco, doente, Herman continua firme como no passado - vertical e íntegro, mesmo quando a morte está tão perto, mesmo quando há decisões a tomar sobre ela. O passado volta em forma de recordações vivas, momentos entre pai e filho que agora têm oportunidade de "reviver" juntos Os diálogos primorosos, as descrições que fazem do leitor um observador participativo, através do despertar das suas próprias emoções seriam razões suficientes para recomendar a sua leitura. Mas é sobretudo o indizível,o que está por dentro das palavras que me faz propor a leitura deste livro.
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