Os Memoráveis
(Pref. por Guilherme D'Oliveira Martins)
SINOPSE
Transfiguradas, como se fossem figuras sobreviventes de um tempo já inalcançável, as personagens de Os Memoráveis tentam recriar o que foi a ilusão revolucionária, a desilusão de muitos dos participantes e o árduo caminho para uma Democracia.
Paralela a esta acção decorre uma outra, pessoal e íntima: a história do pai da protagonista, António Machado, que retrata em privado o destino que se abate sobre todos os outros. Todos vivem na Democracia, uma espécie de lugar de exílio. Mas um dia, todas as misérias serão esquecidas, quando se relatar o tempo dos memoráveis.
Estamos perante um romance que ultrapassa em muito a invocação de um acontecimento histórico, a revolução democrática portuguesa de 1974, já que se trata de uma reflexão atual sobre a liberdade, a resistência e a esperança.
Guilherme D'Oliveira Martins, in Prefácio
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722060417 |
| Editor: | Leya |
| Data de Lançamento: | março de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 163 x 245 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 324 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Livros RTP |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722060417 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um livro memorável
Clara Afonso
Uma obra memorável, por vários motivos. Lídia Jorge volta ao tema da Revolução de 25 de Abril de 1974, tema já por si abordado na obra inicial, "O dia dos prodígios". Um golpe que foi feito por heróis, uns mais anónimos do que outros, e que mudou Portugal: não tanto como alguns queriam, demasiado para o que outros desejavam. "Os memoráveis" são figuras desse período conturbado. Trinta anos depois, eles vão sendo entrevistados por três jovens jornalistas, permitindo assim a abordagem desse dia fulcral da nossa história recente sob vários ângulos. A relação da protagonista com o pai confere à obra uma dimensão mais humana, apelando mais diretamente à identificação com os leitores. Mas é a forma como a Revolução é revisitada por jovens que não a viveram (e que, através da sua investigação jornalística, dão vida a um pedaço de história que, para eles, até então, era apenas um episódio abstrato) que resulta em pleno num romance memorável. Esta é uma obra sobre a memória e que fica na memória. Lídia Jorge já vai justificando que o seu nome seja falado para o Nobel...
Espírito de Resistência
Nogueira Pinto
Um belo romance, partindo de uma fotografia onde delineiam os principais heróis do livro, fala da revolução democrática portuguesa de 1974, tentando ajudar a compreender o Portugal atual num momento histórico único e repleto de esperança como foi o 25 de abril. Na minha opinião, conseguiu e de longe passar a mensagem. Parabéns à Dra. Lídia Jorge e à Leya por o colocar nesta coleção RTP.
25 de Abril Sempre!
Beatriz Marinho
É nesta história que seguimos a personagem principal, uma jornalista a viver nos Estados Unidos, que é contratada para realizar uma reportagem sobre a Revolução do 25 de Abril, em Portugal. É a partir desta premissa, que a narrativa retrata não só o pós 25 de Abril, como memórias dos soldados, a simbologia das canções de intervenção, e a incrível revolução (sem) sangue, de que tanto o mundo se admirou. Lídia Jorge escreveu o romance da Revolução dos Cravos de uma maneira bela e poética, onde a informação reina acima de tudo.
Um convite ao pensamento
D. Correia
Um romance que nos convida a pensar o 25 de abril de 1974.
A revolução de 1974 vista à distância
Mª João Roques
Um livro envolvente! As desilusões de quem depositou expetativas demasiado elevadas no 25 de Abril de 1974.
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