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A Costa dos Murmúrios

de Lídia Jorge

Livro eBook
editor: Dom Quixote, abril de 2002
Romance de um império de ocupação de costa, nada é atenuado ou escamoteado neste livro. Enredo e personagens arrastam consigo o significado caótico de um universo desregulado, onde o risco permanente torna os protagonistas dependentes em extremo de fortuitas coincidências.

A Costa dos Murmúrios

de Lídia Jorge

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722023436
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 214 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 260
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722023436
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
e e e E E

Um filme melhor do que o livro!

Helder Raimundo

A Costa dos Murmúrios, 4º livro de Lídia Jorge, tem comigo uma relação de amor-ódio. Explico. Li entusiasmado, assim que foram editados, os seus dois primeiros livros, O Dia dos Prodígios e O Cais das Merendas. A Costa dos Murmúrios deixou o contexto barroco do Algarve e entrou na cena problemática das feridas da guerra colonial. A abordagem da autora era muito simbólica e metafórica, como se esperaria, mas os gritos de repulsa da guerra eram ténues e muito femininos. E a narrativa, em duas partes, perdia-se em rodriguinhos de muito pensamento, sem base de ação que a suportasse. Por isso o livro ficou parado, ali a páginas cinquenta, durante muitos anos na minha estante. Por estes meses, e em tempo de comemorações louletanas, vinte anos após (os mesmos que separam a noiva Evita, da narradora Eva Lopo) peguei e larguei o livro, de novo. Terceira tentativa, por culpa do filme homónimo da Margarida Cardoso, que esquece as memórias adultas de Eva Lopo, e filma cruamente a ação colonial dos anos 60. E acrescenta o que faltava no livro: uma crítica simbólica mas expressionista da guerra, que matou e feriu muita gente dos dois lados da barricada. Talvez fosse preciso esperar pelo século XXI para olhar desta forma a Costa dos Murmúrios e para me obrigar a terminar a leitura da obra.

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Extremamente denso e opressivo.

Cristina C. Franz

Este livro é um testemunho de uma época trágica, a anterior à descolonização. Começa por descrever a festa de casamento de um oficial do exército português, e entrelaça a vida futura desses noivos com o ambiente explosivo que se vivia na altura em Moçambique. Lídia Jorge consegue transmitir bem a falta de esperança, o calor insuportável do fim de uma época.

e e e e e

Comentário para leitores

laurinda

Mais um livro que estou a ler, e que desde já recomendo. É um livro com uma escrita muito proteccionista, e é daqueles livros que quanto mais lemos mais queremos ler, é maravilhoso poder ler assim um livro. Rendi-me a autora do livro "Lídia Jorge", é uma escritora fabulosa e com uma capacidade de escrever imensa. Não deixem de ler os livros da mesma.

Lídia Jorge

Romancista e contista portuguesa. Nasceu em 1946, no Algarve. Viveu os anos mais conturbados da Guerra Colonial em África. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa. O tema da mulher e da sua solidão é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em Notícia da Cidade Silvestre (1984) e A Costa dos Murmúrios (1988). O Dia dos Prodigíos (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia. O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.
Venceu o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2020.

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