Os Jardins de Luz

de Amin Maalouf
Editor: Marcador, abril de 2016 ‧
«Vim do país de Babel», dizia ele, «para fazer ecoar um grito através do mundo.» Durante muitos anos, o seu grito foi ouvido. No Egito, chamavam-lhe o Apóstolo de Jesus; na China, cognominavam-no o Buda de Luz; a sua esperança florescia à beira dos três oceanos. Porém, rapidamente surgiu o ódio, surgiu o encarniçamento. Os príncipes deste mundo amaldiçoaram-nos; tornou-se para eles o «demónio mentiroso», o «recipiente repleto de mal» e, no seu humor cáustico, o «maníaco»; a voz dele, «um pérfido encantamento»; a sua mensagem, «a ignóbil superstição», «a pestilencial heresia». Depois, as fogueiras cumpriram a sua missão, consumindo num mesmo fogo tenebroso os seus escritos, os mais perfeitos dos seus discípulos, e essas mulheres altivas que se recusavam a cuspir sobre o seu nome.

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Os Jardins de Luz

de Amin Maalouf

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897542312
Editor: Marcador
Data de Lançamento: abril de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 236 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 256
Tipo de produto: Livro
Coleção: Marcador Literatura
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897542312

Quem é Mani?

Inês Dias de Carvalho

Não conhecia a origem do termo maniqueísmo e mais fiquei surpreendida quando li a história, ao estilo inconfundível de Amin Maalouf, de Mani... Uma homenagem que o escritor faz a um profeta cuja mensagem ficou esquecida e alterada até aos nossos tempos.

SOBRE O AUTOR

Amin Maalouf

Amin Maalouf, nascido no Líbano, é jornalista e romancista. Venceu o Prix Maison de la Presse, o Prémio Goncourt, o Prémio Príncipe das Astúrias, o Prémio Calouste Gulbenkian e foi agraciado pela Ordem Nacional do Mérito francesa com o grau de Grande-Oficial. É membro da Academia Francesa desde 2011 e seu secretário vitalício desde 2022. Foi chefe de redação, e mais tarde, editor do Jeune Afrique. Durante doze anos, foi repórter, tendo realizado missões em mais de sessenta países.
A maior parte dos seus livros apresenta um cenário histórico e, à semelhança de Umberto Eco, Orhan Pamuk e Arturo Pérez-Reverte, Maalouf combina factos históricos fascinantes com fantasia e conceitos filosóficos. Numa entrevista, afirmou que o seu papel enquanto escritor consiste em criar «mitos positivos».
Escritas com a habilidade de um magnífico contador de histórias, as obras de Maalouf dão-nos uma visão apurada dos valores e comportamentos de diferentes culturas do Médio Oriente, de África e do mundo mediterrânico.

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