O Alegre Canto da Perdiz
SINOPSE
O problema arrasta-se ao longo do livro, aparentemente sem solução: «viver em dois mundos é o mesmo que viver em dois corpos, não se pode. Tu és negra, jamais serás branca». Mesmo assim, a mulher negra «procura um filho mulato, para aliviar o negro da sua pele como quem alivia as roupas de luto». O sufoco das palavras outrora silenciadas, a valentia e a frontalidade gritam alto nos romances de Paulina Chiziane. Neste diálogo consigo própria, a conhecida escritora moçambicana, mistura imaginação, fantástico, misticismo, num retrato poderoso e peculiar da sociedade e da mulher africanas.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722128148 |
| Editor: | Editorial Caminho |
| Data de Lançamento: | agosto de 2016 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 136 x 211 x 24 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 384 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722128148 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Paulina chiziane nunca nos desilude
Tf
Paulina Chiziane é uma das melhores escritoras da contemporaneidade e nesta obra voltamos a comprova-lo.
Muito interessante
Ana Rita Ramos
Paulina habitua os seus leitores a personagens femininas que variam entre a fraqueza e a força, são retratos das mulheres de África e do colonialismo. Este é o segundo livro que leio da autora e, mais uma vez, não desilude. Está bem estruturado em capítulos curtos, o que facilita a leitura. A Zambézia aparece quase como personagem, o centro do mundo. Acompanhamos a história de várias gerações de mulheres sobreviventes num mundo onde o homem é rei. Está muito patente o racismo e a divisão de classes, mesmo entre pretos e mulatos, a miscigenação ao longo dos anos. É um livro muito interessante com uma perspetiva muito crua da realidade e da violência.
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