Contrato e Poder Administrativo
O problema do contrato sobre o exercício de poderes públicos
Editor:
Gestlegal, dezembro de 2017 ‧
ver detalhes do produto
65,66€
10%
DE DESCONTO IMEDIATO +
10%
CARTÃO
UVVSYVkwNXFNbmxEZUVoWU1WZGpRWGhsV0V4dmRIRnBMM2xET0ZZMVZESkdiRkZqYTBGWFJVVm1iR053TjNCU1UzTlNkeXRKV1RRNVRubDJRalUzV21Oc1pXcFZhbUZ1TkhSSWNGTjJZV1I2TlZReFV6bEpRa1IwVm5sSWRrOXBTSEl4UWtkRWFsVk9UWEo1VTJaRlIwTTJXVmh5Tm5Oa2VHNUdhU3RCUjNGSFVXa3dkVUZ3Y1hOWVMzbDVhbWhpVGtoeFJuTkRWRVZXTkZabGFUbHllWFZtWm0xdkx6Qkxlak52V2paQmRGZENaM05zYjFKSVIwSTFVaTlhVlc0MmJVeEtXWHBGYTJnMGNUVmtjRVpKZEc5bmIyNHpPWGxuYmtWM2NVNHJSMmQxWnk4d1JrWkRiMWxOTVZSeFFtdzBOVFZ0YWxoVVFuVXlja3RIVVZwcVVXeFZja2syVWtGUFdXOW1Sa3BoU0hwd1pWRjNTSE5xU25SMVdrOXRXblJoUzBwU09VdHZZVGM0U20wME1FWTRiMjVCV0hGS2NWVnFMMEZ5U0RKR05rMHhiVlZZTUhOVWJXMDJaRlZRZFhOVVNFZEpZa3BQVDNCYVRVeFFaa2N4UldOa1NFMWFTM3BWUzNWcFNsQm5UVGRSYVVsS1VsSlhSbkJoV1VoME1XZFBRbU5sTWxCemIyZFBUR1owVWt0dU15czRXblIyVFdreGRYaG5hMG9yWWxVNVkyTnBNelZ3UjNjcmRIbHBLMWQyU0RWc2QzZGFVbFZLYVRKUmJVMUtZV2d4UTJsdGFsRjNabGh4YW5SM1lreFBhRTB2S3pCelJscHJlVXBUYldwbWJIQTVaV2d3VW1sUFNWUTFVelF6WjJOUVZWaFVSR0pYUkdOdFF6Uk1ibGhSU0ZacFJVRldkRmhMWTFWa2FYUk5UbmRHWVZJd2NIRm1RWGxSYlUxR2VGUk1NVkJOYURnd1pEVTFSMWxHZDIxc2ExQklUemxqUW5NNVNFcHlZVEpIWmt4UU9FeDRjWEpJVVVKV1FVbEtSV1UyZG1vM2MzQkJkRUZOTldGMVJteEZZMkYwZEROblpGQnhUa3hTVUUwME5pdFpVQzlYWVdJMFMyOUdibTVEU2l0dFJXWXpaM0ptWTFZNVlTOW1TMnhrZWtsQmJuUnBWMFZOZFRoVk0xQmhXbUpCV1dSblRtazFhelZDWTBWUmQyVjVlak01YkROb1UyTjNWa0UzWVcxRllYa3ZjbXRCWWtGWFFqaGFVWHB1Wm10T01WSnJjMmgxTURVNWFrcDVNbVZGTjFvclF6WjNNV1JPVEVwMVVEUm5VVE00VVVOU09GUkJlRVZ2WjJOcDo0SlNpWGhQRFJCbzRyQzFOZTN5SUx3PT0=
EM STOCK
-
portes grátis
Venda o seu livro
SINOPSE
Num sistema de administração executiva ou de ato administrativo, a administração pública está habilitada a declarar o direito no caso concreto, tendo essa declaração um valor jurídico obrigatório suscetível de provocar alterações na esfera dos destinatários, ainda que contra a vontade destes. Logo, se a administração pode determinar unilateralmente para o cidadão aquilo que para ele deve valer como direito, então não faz sentido contratar com o cidadão tudo aquilo que se pode impor. A conceção tradicional da administração como um poder de autoridade teve como consequência o acolhimento da unilateralidade enquanto modo de realização do direito (autotutela declarativa, execução unilateral do direito e monopólio da força). Assim, o direito não é consensualizado com aqueles a quem se destina, antes resulta de uma decisão do poder público, legitimada pela lei. Dizendo de outro modo, a força vinculativa das decisões administrativas é independente da adesão ou aquiescência dos seus destinatários.
No entanto, é, hoje, inquestionável que o modelo da unilateralidade não assegura uma resposta adequada a diversos problemas com os quais se defronta a administração do nosso tempo. Neste sentido, recentemente, em Portugal, o Código de Procedimento Administrativo de 2015 tornou-se fonte habilitadora de dois modelos de exercício do poder administrativo de autoridade: o modelo da unilateralidade do exercício do poder administrativo de autoridade; e o modelo contratualista do exercício do poder administrativo de autoridade (art. 127.º). De acordo com o modelo contratualista, o cidadão é juridicamente vinculado porque nisso consentiu, ou seja, porque participou num acordo de vontades com a administração que define o direito aplicável à situação jurídica concreta.
Também aqui se define o direito aplicável à situação jurídica concreta, mas por via da autoimposição e do autoconsentimento dos respetivos destinatários. Logo, em certos domínios, não faz sentido que a administração imponha unilateralmente tudo aquilo que pode obter consensualmente. Neste ensejo, o contrato pode revelar-se a decisão ótima sempre que prossegue o interesse público e, além disso, obtém o consenso do particular (destinatário) para a sua execução. Por esta via se alcançam resultados ou índices mais elevados de efetividade das decisões administrativas, o que se encontra em harmonia com o atual paradigma da administração de resultados.
Nesta sequência, a presente Dissertação tem por objeto o instituto do contrato administrativo sobre o exercício de poderes públicos, o qual vem adquirindo extraordinária relevância no direito administrativo contemporâneo. O contrato sobre o exercício de poderes públicos é um ato bilateral de exercício da autoridade da administração. Trata-se de um ato consensual na sua origem, administrativo na sua natureza e que exprime o exercício de um poder de autoridade na sua função.
No entanto, é, hoje, inquestionável que o modelo da unilateralidade não assegura uma resposta adequada a diversos problemas com os quais se defronta a administração do nosso tempo. Neste sentido, recentemente, em Portugal, o Código de Procedimento Administrativo de 2015 tornou-se fonte habilitadora de dois modelos de exercício do poder administrativo de autoridade: o modelo da unilateralidade do exercício do poder administrativo de autoridade; e o modelo contratualista do exercício do poder administrativo de autoridade (art. 127.º). De acordo com o modelo contratualista, o cidadão é juridicamente vinculado porque nisso consentiu, ou seja, porque participou num acordo de vontades com a administração que define o direito aplicável à situação jurídica concreta.
Também aqui se define o direito aplicável à situação jurídica concreta, mas por via da autoimposição e do autoconsentimento dos respetivos destinatários. Logo, em certos domínios, não faz sentido que a administração imponha unilateralmente tudo aquilo que pode obter consensualmente. Neste ensejo, o contrato pode revelar-se a decisão ótima sempre que prossegue o interesse público e, além disso, obtém o consenso do particular (destinatário) para a sua execução. Por esta via se alcançam resultados ou índices mais elevados de efetividade das decisões administrativas, o que se encontra em harmonia com o atual paradigma da administração de resultados.
Nesta sequência, a presente Dissertação tem por objeto o instituto do contrato administrativo sobre o exercício de poderes públicos, o qual vem adquirindo extraordinária relevância no direito administrativo contemporâneo. O contrato sobre o exercício de poderes públicos é um ato bilateral de exercício da autoridade da administração. Trata-se de um ato consensual na sua origem, administrativo na sua natureza e que exprime o exercício de um poder de autoridade na sua função.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899982475 |
| Editor: | Gestlegal |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 168 x 239 x 45 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 984 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Thesis |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Direito
>
Direito Administrativo
|
| EAN: | 9789899982475 |
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
Descentralização e Desconcentração na Administração Pública em Angola20%Escolar Editora11,25€ 10% + 10% CARTÃO
-
Organização do Sistema Judicial e Jurisdição10%Edições Almedina53,91€
59,90€portes grátis