As Caves do Vaticano - IPS

de André Gide
Editor: Editora Guerra & Paz, julho de 2022 ‧
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E se o Papa fosse secretamente sequestrado? Em As Caves do Vaticano, um grupo de vigaristas espalha o rumor de que o verdadeiro pontífice estará preso, extorquindo assim dinheiro a troco da promessa de libertação.

Classificada pelo autor como uma sotia, uma farsa satírica, esta é uma das obras mais memoráveis de André Gide, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, e uma das primeiras do autor a serem violentamente acusadas de anticlericalismo.

Marcada pela crítica social e por uma estrutura narrativa original, cruza intrigas e personagens, levantando questões perturbadoras sobre as escolhas sociais e morais - de que se destaca o acto gratuito perpetrado pela personagem Lafcadio, que empurra um homem de um comboio em movimento.

Numa notável incursão pelos sentimentos humanos, esta obra provoca e diverte, mantendo toda a actualidade mais de um século depois.

As Caves do Vaticano - IPS

de André Gide

Propriedade Descrição
ISBN: 5600285179023
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: julho de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 233 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Coleção: Admirável Mundo do Romance
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 5600285179023

SOBRE O AUTOR

André Gide

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1947

André Gide (1869-1951) é um dos escritores franceses mais importantes do século XX. Nascido no seio de uma família francesa protestante, Gide cresceu e foi educado sobretudo na Normandia, num grande isolamento social. Desde cedo começou a escrever, tendo publicado o seu primeiro romance em 1891.
Numa viagem ao Norte de África, foi surpreendido por um mundo de liberdade que, dada a sua educação, nunca antes imaginara, acabando por admitir a sua atração pelos corpos saudáveis de rapazes jovens.
Gide travou conhecimento com Oscar Wilde em Paris, em 1895. O autor de O Retrato de Dorian Gray julgou que lhe tinha revelado a sua homossexualidade, mas a avaliar pelos diários do escritor francês sabemos que nessa altura já tinha plena consciência da sua condição. O drama de Gide era, pois, a conciliação entre a sua rigorosa educação protestante com uma liberdade que sentia necessária para assumir a sua sexualidade.
Apesar de ser casado, Gide envolveu-se com um jovem e ambos fugiram para Inglaterra, o que lhe trouxe críticas tanto da França católica, como da França protestante. E se é certo que a sua obra é admirada e tem uma clara influência na formação de jovens escritores como Camus ou Sartre, sempre que Gide abordou a sua orientação sexual, a crítica com afinidades católicas e protestantes não lhe deu tréguas.
Como tradutor, introduziu as obras de Joseph Conrad em França. A sua atividade de crítico e escritor foi contínua, mas acrescentou-lhe uma vertente de defesa dos Direitos Humanos da qual é pioneiro. Por um breve período foi simpatizante dos ideais comunistas, mas, convidado a visitar e a discursar na União Soviética, regressou desiludido com a censura dos seus discursos e o estado geral da cultura no país.
Em 1939 tornou-se o primeiro escritor vivo a ser incluído na famosa coleção Bibliothèque de La Pléiade. Em 1947, recebeu o Nobel de Literatura.
Morreu em 1951. Um ano depois, a Igreja Católica Romana colocou as suas obras no Index Prohibitorum.
A ficção de Gide e os seus escritos autobiográficos estão traduzidos em mais de 40 línguas e o autor é hoje reconhecido não apenas pelo seu génio literário, mas também como uma das primeiras personalidades a assumirem a sua homossexualidade, discutindo abertamente a sua posição com a moralidade vigente.

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