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A Vida Nova

Romance

de Orhan Pamuk
Editor: Editorial Presença, novembro de 2006 ‧
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Após ter conquistado a distinção máxima na área da literatura, ao ter vencido o Prémio Nobel da Literatura, edição 2006, Orhan Pamuk, já publicado em Portugal com "A Cidadela Branca" e "Os Jardins da Memória", lança novo romance. "A Vida Nova" tornou-se num dos livros mais lidos de sempre na Turquia, sendo também aguardado com grande expectativa em Portugal. Nesta parábola sobre o amor, a literatura e a identidade, vamos ao encontro de Osman, um jovem estudante universitário. Obcecado com um livro mágico que trata da natureza perigosa do amor e da personalidade abandona a casa, a família e os estudos. A bela Janan irá tornar-se a sua companheira na busca pelo significado dos segredos mais obscuros do livro. Dá-se assim início a uma odisseia pelo coração da Turquia, onde o perigo se esconde a cada esquina e onde o amor não é um refúgio. Uma obra-prima da literatura universal.
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Road trips que vai querer fazer um dia

Para muitos, uma viagem pela estrada ou road trip é um conceito familiar, que traz à tona memórias, umas boas, outras nem tanto. Para outros, é algo que ainda não fizeram, mas que vão muito a tempo de fazer. Pode começar já por cá, pelas nossas estradas com vistas fantásticas e paragens em lugares que só Portugal tem. Nas pausas, vá lendo estes livros fenomenais que lhe sugerimos, passados noutros meridianos, mas que confirmam uma mesma premissa: é a viagem que nos escolhe. No fim, vai sentir que fez muitos mais quilómetros pelo asfalto. Preparado? Vamos lá!

 

  O Rio Amur Este é o livro mais recente do que é por muitos considerado o maior escritor de viagens britânico. Colin Thubron, viajante intrépido e observador astuto, tem vindo ao longo de décadas, como um guia lírico, a dar a conhecer aos leitores os lugares que visita e as pessoas que encontra ao nas suas jornadas. Não se vê como um idoso e, aos 80 anos, fez uma viagem verdadeiramente dramática de mais de 3.000 quilómetros desde a fonte do Rio Amur até à sua gigantesca foz. Falta dizer que o Rio Amur, que sobe as montanhas da Mongólia e atravessa a Sibéria até ao Pacífico é também fronteira mais densamente fortificada da Terra, separando duas das mais antigas e temidas potências: a Rússia e a China.
Thubron fez esta viagem em 2021, numa altura tensa da geopolítica mundial, que coincide com os maiores exercícios conjuntos entre os exércitos russo e chinês em 40 anos, que se realizam nas proximidades. Na verdade, esta aventura não fica atrás das famosas e arriscadas expedições novecentistas: logo no início desta viagem solitária, Thubron cai de um cavalo e resiste às dores que de fraturas nas costelas e no tornozelo, é preso por oficiais polícia local, que desconfia deste estranho de terras distantes, que «sabe mais do que eles», entre muitas outras dificuldades. Mas não desiste e percorre tanto a costa russa como a chinesa – do lado russo estão três províncias com apenas 2 mil habitantes; do outro lado, o mesmo número de províncias alberga mais de 100 mil de chineses. Como sempre, Thubron escreve maravilhosamente, descrevendo aldeias nas estepes com «cabanas brilhantes com telhados de metal em cores carnavalescas – escarlate, laranja, azul esmalte – como se fossem brinquedos com todos os pedaços largados sobre a relva». Ao completar a sua viagem e contar-nos o que viu, Thubron tornou o rio Amur um pouco menos misterioso para nós. Deu-lhe vida, como tem feito ao longo de décadas, ajudando a moldar visões ocidentais de lugares inacessíveis. VER MAIS » Lincoln Highway Na América dos anos 50, Emmet, de 18 anos, acabado de sair de um reformatório após cumprir uma pena por ter causado a morte acidental de um bully que o importunava, regressa à quinta da família, apreendida pelo banco, com a intenção de pegar no seu irmão Billy, um miúdo de oito anos e levá-lo para a Califórnia, para recomeçarem as suas vidas. Já não há nada em casa para eles, depois da morte recente do pai e do abandono pela mãe, há muitos anos. Querem fugir do passado e têm a esperança de encontrar a mãe, por isso querem ir no seu encalço pela estrada que ela tomou, a Lincoln Highway, no carro que Emmet comprara com o seu dinheiro esforçado, antes de ser preso. Mas vêm os seus planos abruptamente alterados quando Duchess e o instável Woolly, dois rapazes fugidos do mesmo reformatório de Emmet, lhes roubam o carro e se dirigem para Nova Iorque, para roubarem dinheiro. Emmet e Billy lançam-se então à estrada no sentido inverso ao planeado, vivendo percalços vários com Duchess e Woolly. A viagem impõe-lhes um amadurecimento galopante condensado em 10 intensos dias em que aprendem verdades sobre si próprios e sobre aquilo de que são capazes.
Como a centenária e transcontinental estrada homónima, este romance abre-se a braços largos, entrando em desvios que geram novos desvios, fazendo com que o que parecia um ponto de vista definido se expanda, ganhando novas perspetivas. Não é um livro pequeno (tem mais de 600 páginas), mas a sua narrativa é rápida e fluída, num tom predominantemente luminoso. Amor Towles, autor reconhecido pela sua escrita elegante e tocante, escreveu também os bestsellers Um Gentleman em Moscovo e Regras de Cortesia – ao qual este novo livro se liga de várias formas: a mais evidente é que Wooly, de Lincoln Highway, é o sobrinho de Wallace Wolcot, daquele livro. O melhor é mesmo ler os três. VER MAIS » A Vida Nova A Vida NovaYeni Hayat, em turco – de Orphan Pamuk, nasce do realismo mágico e talvez por isso se tenha tornado num dos livros mais lidos de sempre da literatura turca. «Um dia li um livro e toda a minha vida mudou». É assim que o herói da história, o jovem universitário Osman, começa a contá-la. Na verdade, esse livro mudará também a vida de muitas outras pessoas. Para começar, trata da natureza perigosa do amor e da personalidade e liga-o, por uma série de acasos, à bela Jana, por quem se apaixona. É com ela que embarca numa viagem de autocarro pelas paisagens da Turquia, de Istambul às estepes da Anatólia. Partem em busca do significado do livro, na crença de que a «nova vida» que este descreve é uma ameaça mortal para a vitalidade do Oriente, que resulta de uma conspiração internacional. O lado bom desta jornada é o encantamento libertador que Osman vive, deixando-se iludir pela possibilidade do amor eterno.
Quando escreveu este livro, Pamuk já era um grande escritor e, doze anos depois, em 2006, foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura. Neste livro, as personagens, que não têm vidas felizes, estão sempre à procura de algo que não podem encontrar ou que, quando encontram, não sabem reconhecer. Na sua incursão no género de livros road trip, este magnífico autor desvenda-nos o lado negro do sonho turco, num estilo tão imaginativo quanto crítico da forma como a leitura se relaciona com a identidade cultural. VER MAIS » Pela Estrada Fora - O Rolo Original Ao abrir este livro encontramos um texto denso, sem parágrafos à vista… um rolo compacto a transbordar de ideias, imagens e memórias. Pela Estrada Fora - O Rolo Original reúne os textos originais de um dos primeiros livros de aventura sobre road trips e a procura de significado na estrada aberta. Inspirada pelas road trips que Kerouac fez com Neal Cassidy, esta crónica clássica narra as aventuras de dois jovens pelas estradas americanas em busca de experiências e da verdadeira liberdade, alternando entre cenários de jazz e poesia e o consumo de drogas. A obra é considerada um retrato das gerações do pós-guerra, com muitas figuras-chave do movimento Beat, como William S. Burroughs (Old Bull Lee), Allen Ginsberg (Carlo Marx), e Neal Cassady (Dean Moriarty) representados por personagens do livro, incluindo o próprio Kerouac como o narrador Sal Paradise.
A ideia de On the Road (título original em inglês), surgiu no final dos anos 40: Jack Kerouac reuniu os textos que anotara numa série de cadernos e dactilografou-os numa bobina contínua de papel durante três semanas, em abril de 1951. Esta edição recupera o texto original do escritor, tal como ele o escreveu, numa torrente de energia criativa. É uma versão mais dura, crua e sexualmente explícita do que o romance a que deu origem e que, quando foi publicado, em 1957, granjeou a Kerouac fama e a notoriedade. VER MAIS » Viagens com o Charley Em 1960, aos 58 anos, já com uma notável carreira de escritor, John Steinbeck receava ter perdido o contacto com o seu país, a América, o odor das suas árvores, as suas cores, o pulso do seu povo. Decide então embarcar numa viagem de redescoberta, da América e de si próprio, na companhia de Charlie, o seu fiel cão d’agua, numa carrinha adaptada com uma caravana de campismo, apropriadamente chamada Rocinante, como o cavalo de D. Quixote, porque muito dos amigos do escritor consideravam aquela viagem quixotesca.
O livro é o fruto desta road trip de três meses através de 40 estados: Steinbeck parte de Long Island e percorre 16.000 quilómetros através do Nordeste e Noroeste americanos, rumando finalmente a Sul, onde percorre a Califórnia e o Texas. Neste diário de viagem, Steinbeck descreve a beleza da América e a paz ao longo das suas autoestradas e esboça um olhar crítico sobre o sonho americano. Coexistem neste retrato vivo a hostilidade racial, a solidão e a bondade de estranhos e, embora tanto tenha mudado na América ao longo dos anos, há muito que permanece.
Steinbeck será sempre um dos escritores mais amados dos norte-americanos e do mundo – foi Prémio Nobel da Literatura em 1962, pela sua escrita marcada por «um humor simpático e uma perceção social aguda». A sua produção literária reúne algumas das maiores obras-primas de ficção literária norte-americanas, entre as quais se encontram As Vinhas da Ira e A Leste do Paraíso. Neste livro, deixou gravada uma frase que se tornou célebre: «(...) não escolhemos uma viagem; a viagem é que nos escolhe a nós». VER MAIS »

A Vida Nova

Romance

de Orhan Pamuk

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722336703
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: novembro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 232 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 296
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grandes Narrativas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722336703

Muito, muito bom

Juliana

Descobri Orhan Pamuk por acaso, e fiquei fascinada com a escrita deste autor. Esta obra é genial desde o princípio ao fim. É um labirinto sobre o amor e o poder das palavras. Um livro que começa com "uma vez li um livro e a minha vida mudou..." só pode ser espectacular.

SOBRE O AUTOR

Orhan Pamuk

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2006

Orhan Pamuk nasceu a 7 de junho de 1952, em Istambul, no seio de família próspera da classe média turca. Formou-se em Arquitetura na Universidade Técnica de Istambul e em Jornalismo na Universidade de Istambul, mas nunca exerceu nenhuma destas profissões. Entre 1985 e 1988 viveu nos Estados Unidos da América onde frequentou a Universidade de Columbia, em Nova Iorque, e também a Universidade do Iowa durante um curto período de tempo. Vive atualmente em Istambul.
No seu país natal, Pamuk é um reputado comentador, embora se defina principalmente como um autor de ficção sem compromissos políticos. Algumas das posições assumidas publicamente valeram-lhe o título de persona non grata para alguns dos seus compatriotas. Foi o primeiro autor no mundo islâmico a condenar abertamente a fatwa contra Salman Rushdie e a tornar público o seu apoio ao escritor turco Yasar Kemal quando este foi julgado e condenado pelas autoridades turcas, em 1995. O próprio Pamuk foi perseguido pela justiça por "insulto aberto à nação turca" depois de ter afirmado, numa entrevista a um jornal suíço, que 30.000 Curdos e um milhão de Arménios foram mortos na Turquia. A queixa, que gerou protestos a nível internacional, acabou por ser retirada no início de 2006.

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