A Festa do Chibo

Livro de Bolso

de Mario Vargas Llosa
Editor: BIS, março de 2010 ‧
Em A Festa do Chibo, Mario Vargas Llosa recupera uma tradição na literatura latino-americana, a do romance sobre ditadores, e retratando a ditadura de Trujillo, na República Dominicana, recupera também a força das suas melhores obras. O inegável talento do autor para manejar conflitos, criar tensões, descrever situações, revelar as razões humanas que se ocultam por detrás dos factos históricos, para poder criar personagens que inspiram repugnância e compaixão, resulta num romance magistral e surpreendente.

A Festa do Chibo

Livro de Bolso

de Mario Vargas Llosa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896600365
Editor: BIS
Data de Lançamento: março de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 125 x 191 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 502
Tipo de produto: Livro
Coleção: BIS
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896600365

Um romance ímpar, realista e belo, um ensinamento precioso para o futuro da história da Humanidade.

Carla Rua

A Festa do Chibo é, acima de tudo, a representação do mal, a encarnação da vileza, da crueldade, frieza de alma e do desprezo pelos valores da humanidade na figura de um ditador, mas é também a história da coragem de homens e mulheres simples, cujo único pecado foi querer viver em liberdade. Impossível de ser lido sem sermos levados às lágrimas ou sem que nos gelem os ossos perante a descrição profundamente realista daquilo que é e daquilo que representa uma ditadura militar. Nada, por pior que seja, do que possamos ter vivido e experienciado em democracia nos pode preparar para o confronto com a narrativa (fiel) que aqui nos é apresentada. É também o destronar de um mito: nenhum ditador é tão forte ou tão invencível que não tenha também as suas fragilidades e as suas inseguranças, tal como nenhuma sociedade, por mais fraca e oprimida que esteja, é capaz de sobreviver a uma ditadura sem se revelar e rebelar contra o opressor. Por isso se fizeram e continuam a fazer-se as revoluções. É sem dúvida uma narrativa do mal esta que Vargas Llosa nos apresenta, mas é também uma história de heróis, de inconformados que, mesmo não sendo lembrados nos livros de História, ficarão para sempre como agentes libertadores e visionários de um mundo mais justo. Obrigada ao autor por nos lembrar que não queremos outro Salazar, outro Hitler, Mussolini, Franco, Trujillo ou outro qualquer que nos prive do valor supremo que é a liberdade.

SOBRE O AUTOR

Mario Vargas Llosa

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2010

Mario Vargas Llosa (1936-2025) nasceu em Arequipa, no Peru. Em 1959 abandona o seu país e, graças a uma bolsa, ingressa na Universidade Complutense de Madrid, onde faz provas de doutoramento, fixando-se de seguida em Paris. Sempre próximo da penúria, foi locutor de rádio, jornalista e professor de espanhol. Regressa ao Peru em 1964 e casa no ano seguinte com a sua prima Patrícia, com quem parte para a Europa em 1967, tendo vivido até 1974 na Grécia, em Paris, Londres e Barcelona – após o que volta novamente ao Peru. Em Lima pode, finalmente, dedicar-se em exclusivo à literatura e ao jornalismo, nunca abandonando a intervenção política. Depois de uma candidatura à presidência da República, fixou-se em Londres e, nos últimos anos, viveu entre Paris e Madrid, escrevendo romances e ensaios literários, percorrendo o mundo como professor visitante em várias universidades. Entre os muitos prémios que recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe das Astúrias (1986) ou o Cervantes (1994). Foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 2010. É um dos romancistas e ensaístas mais importantes da América Latina e um dos principais escritores da sua geração.

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