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Viagens com o Charley

de John Steinbeck

Livro eBook
editor: Livros do Brasil, maio de 2016
RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA i
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 9.º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula.

Escritor americano com uma extensa obra literária focada sobre a América, John Steinbeck quis, aos 58 anos, redescobrir o seu país. A bordo de uma camioneta a que chamou Rocinante, tendo apenas como companhia o cão-d’água Charley, partiu numa viagem de mais de três meses do Maine à Califórnia, por estradas de terra batida e vias rápidas, com paragens em grandes cidades e em esplendorosas paisagens naturais, atravessando quarenta estados norte-americanos. Com um olhar de algum humor e muito ceticismo, tomou o pulso a um território de contrastes e desafios prementes e produziu uma reflexão crítica que é também uma reunião de memórias, um autorretrato de um homem que até então pouco assumira na sua obra como autobiográfico. Viagens com o Charley foi lançado em meados de 1962, meses antes da atribuição a Steinbeck do Prémio Nobel da Literatura, e alcançou um êxito estrondoso. Permanece hoje como uma das suas obras mais surpreendentes, onde o discurso diarístico se enlaça com o ficcional e onde se sente ressoar um alerta profético de uma enorme atualidade.
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Road trips que vai querer fazer um dia

Para muitos, uma viagem pela estrada ou road trip é um conceito familiar, que traz à tona memórias, umas boas, outras nem tanto. Para outros, é algo que ainda não fizeram, mas que vão muito a tempo de fazer. Pode começar já por cá, pelas nossas estradas com vistas fantásticas e paragens em lugares que só Portugal tem. Nas pausas, vá lendo estes livros fenomenais que lhe sugerimos, passados noutros meridianos, mas que confirmam uma mesma premissa: é a viagem que nos escolhe. No fim, vai sentir que fez muitos mais quilómetros pelo asfalto. Preparado? Vamos lá!

 

  O Rio Amur Este é o livro mais recente do que é por muitos considerado o maior escritor de viagens britânico. Colin Thubron, viajante intrépido e observador astuto, tem vindo ao longo de décadas, como um guia lírico, a dar a conhecer aos leitores os lugares que visita e as pessoas que encontra ao nas suas jornadas. Não se vê como um idoso e, aos 80 anos, fez uma viagem verdadeiramente dramática de mais de 3.000 quilómetros desde a fonte do Rio Amur até à sua gigantesca foz. Falta dizer que o Rio Amur, que sobe as montanhas da Mongólia e atravessa a Sibéria até ao Pacífico é também fronteira mais densamente fortificada da Terra, separando duas das mais antigas e temidas potências: a Rússia e a China.
Thubron fez esta viagem em 2021, numa altura tensa da geopolítica mundial, que coincide com os maiores exercícios conjuntos entre os exércitos russo e chinês em 40 anos, que se realizam nas proximidades. Na verdade, esta aventura não fica atrás das famosas e arriscadas expedições novecentistas: logo no início desta viagem solitária, Thubron cai de um cavalo e resiste às dores que de fraturas nas costelas e no tornozelo, é preso por oficiais polícia local, que desconfia deste estranho de terras distantes, que «sabe mais do que eles», entre muitas outras dificuldades. Mas não desiste e percorre tanto a costa russa como a chinesa – do lado russo estão três províncias com apenas 2 mil habitantes; do outro lado, o mesmo número de províncias alberga mais de 100 mil de chineses. Como sempre, Thubron escreve maravilhosamente, descrevendo aldeias nas estepes com «cabanas brilhantes com telhados de metal em cores carnavalescas – escarlate, laranja, azul esmalte – como se fossem brinquedos com todos os pedaços largados sobre a relva». Ao completar a sua viagem e contar-nos o que viu, Thubron tornou o rio Amur um pouco menos misterioso para nós. Deu-lhe vida, como tem feito ao longo de décadas, ajudando a moldar visões ocidentais de lugares inacessíveis. VER MAIS » Lincoln Highway Na América dos anos 50, Emmet, de 18 anos, acabado de sair de um reformatório após cumprir uma pena por ter causado a morte acidental de um bully que o importunava, regressa à quinta da família, apreendida pelo banco, com a intenção de pegar no seu irmão Billy, um miúdo de oito anos e levá-lo para a Califórnia, para recomeçarem as suas vidas. Já não há nada em casa para eles, depois da morte recente do pai e do abandono pela mãe, há muitos anos. Querem fugir do passado e têm a esperança de encontrar a mãe, por isso querem ir no seu encalço pela estrada que ela tomou, a Lincoln Highway, no carro que Emmet comprara com o seu dinheiro esforçado, antes de ser preso. Mas vêm os seus planos abruptamente alterados quando Duchess e o instável Woolly, dois rapazes fugidos do mesmo reformatório de Emmet, lhes roubam o carro e se dirigem para Nova Iorque, para roubarem dinheiro. Emmet e Billy lançam-se então à estrada no sentido inverso ao planeado, vivendo percalços vários com Duchess e Woolly. A viagem impõe-lhes um amadurecimento galopante condensado em 10 intensos dias em que aprendem verdades sobre si próprios e sobre aquilo de que são capazes.
Como a centenária e transcontinental estrada homónima, este romance abre-se a braços largos, entrando em desvios que geram novos desvios, fazendo com que o que parecia um ponto de vista definido se expanda, ganhando novas perspetivas. Não é um livro pequeno (tem mais de 600 páginas), mas a sua narrativa é rápida e fluída, num tom predominantemente luminoso. Amor Towles, autor reconhecido pela sua escrita elegante e tocante, escreveu também os bestsellers Um Gentleman em Moscovo e Regras de Cortesia – ao qual este novo livro se liga de várias formas: a mais evidente é que Wooly, de Lincoln Highway, é o sobrinho de Wallace Wolcot, daquele livro. O melhor é mesmo ler os três. VER MAIS » A Vida Nova A Vida NovaYeni Hayat, em turco – de Orphan Pamuk, nasce do realismo mágico e talvez por isso se tenha tornado num dos livros mais lidos de sempre da literatura turca. «Um dia li um livro e toda a minha vida mudou». É assim que o herói da história, o jovem universitário Osman, começa a contá-la. Na verdade, esse livro mudará também a vida de muitas outras pessoas. Para começar, trata da natureza perigosa do amor e da personalidade e liga-o, por uma série de acasos, à bela Jana, por quem se apaixona. É com ela que embarca numa viagem de autocarro pelas paisagens da Turquia, de Istambul às estepes da Anatólia. Partem em busca do significado do livro, na crença de que a «nova vida» que este descreve é uma ameaça mortal para a vitalidade do Oriente, que resulta de uma conspiração internacional. O lado bom desta jornada é o encantamento libertador que Osman vive, deixando-se iludir pela possibilidade do amor eterno.
Quando escreveu este livro, Pamuk já era um grande escritor e, doze anos depois, em 2006, foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura. Neste livro, as personagens, que não têm vidas felizes, estão sempre à procura de algo que não podem encontrar ou que, quando encontram, não sabem reconhecer. Na sua incursão no género de livros road trip, este magnífico autor desvenda-nos o lado negro do sonho turco, num estilo tão imaginativo quanto crítico da forma como a leitura se relaciona com a identidade cultural. VER MAIS » Pela Estrada Fora - O Rolo Original Ao abrir este livro encontramos um texto denso, sem parágrafos à vista… um rolo compacto a transbordar de ideias, imagens e memórias. Pela Estrada Fora - O Rolo Original reúne os textos originais de um dos primeiros livros de aventura sobre road trips e a procura de significado na estrada aberta. Inspirada pelas road trips que Kerouac fez com Neal Cassidy, esta crónica clássica narra as aventuras de dois jovens pelas estradas americanas em busca de experiências e da verdadeira liberdade, alternando entre cenários de jazz e poesia e o consumo de drogas. A obra é considerada um retrato das gerações do pós-guerra, com muitas figuras-chave do movimento Beat, como William S. Burroughs (Old Bull Lee), Allen Ginsberg (Carlo Marx), e Neal Cassady (Dean Moriarty) representados por personagens do livro, incluindo o próprio Kerouac como o narrador Sal Paradise.
A ideia de On the Road (título original em inglês), surgiu no final dos anos 40: Jack Kerouac reuniu os textos que anotara numa série de cadernos e dactilografou-os numa bobina contínua de papel durante três semanas, em abril de 1951. Esta edição recupera o texto original do escritor, tal como ele o escreveu, numa torrente de energia criativa. É uma versão mais dura, crua e sexualmente explícita do que o romance a que deu origem e que, quando foi publicado, em 1957, granjeou a Kerouac fama e a notoriedade. VER MAIS » Viagens com o Charley Em 1960, aos 58 anos, já com uma notável carreira de escritor, John Steinbeck receava ter perdido o contacto com o seu país, a América, o odor das suas árvores, as suas cores, o pulso do seu povo. Decide então embarcar numa viagem de redescoberta, da América e de si próprio, na companhia de Charlie, o seu fiel cão d’agua, numa carrinha adaptada com uma caravana de campismo, apropriadamente chamada Rocinante, como o cavalo de D. Quixote, porque muito dos amigos do escritor consideravam aquela viagem quixotesca.
O livro é o fruto desta road trip de três meses através de 40 estados: Steinbeck parte de Long Island e percorre 16.000 quilómetros através do Nordeste e Noroeste americanos, rumando finalmente a Sul, onde percorre a Califórnia e o Texas. Neste diário de viagem, Steinbeck descreve a beleza da América e a paz ao longo das suas autoestradas e esboça um olhar crítico sobre o sonho americano. Coexistem neste retrato vivo a hostilidade racial, a solidão e a bondade de estranhos e, embora tanto tenha mudado na América ao longo dos anos, há muito que permanece.
Steinbeck será sempre um dos escritores mais amados dos norte-americanos e do mundo – foi Prémio Nobel da Literatura em 1962, pela sua escrita marcada por «um humor simpático e uma perceção social aguda». A sua produção literária reúne algumas das maiores obras-primas de ficção literária norte-americanas, entre as quais se encontram As Vinhas da Ira e A Leste do Paraíso. Neste livro, deixou gravada uma frase que se tornou célebre: «(...) não escolhemos uma viagem; a viagem é que nos escolhe a nós». VER MAIS »

Viagens com o Charley

de John Steinbeck

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-38-2957-0
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: maio de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 256
Tipo de produto: Livro
Coleção: Dois Mundos
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Literatura de Viagem
EAN: 978972382957011
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
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Viagem Tranquila

Alfredo Ferreira da Silva

Grande passeio fluvial dentro de casa e "ao som" do virar das folhas de um livro como se fosse o barulho de pequenas ondas de um rio magico"

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A viagem é que nos escolhe a nós

https://leiturasemclube.blogspot.com/

O título do comentário é uma frase extraída deste livro e que retrata a forma como o autor vai percorrendo o país, nesta viagem que inicia porque descobre que não conhece o seu país, mas também porque tinha estado doente, com uma doença que descreve como uma advertência da aproximação da velhice. Mais do que o relato da viagem, o mais interessante no livro são as reflexões que faz sobre o seu dia a dia, o desejo de viajar, a solidão e finalmente, o enorme desejo de regressar.

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Boa leitura

ilda queirós

Depois de ter lido "As vinhas da ira" e "A leste do paraíso" grandes obras deste autor, as expectativas estão muito altas para qualquer obra dele. O livro é bom , a relação do homem e do cão, é para mim muito especial, pois sinto um carinho muito grande por estes animais e compreendo perfeitamente o sentimento que os une. Mas não posso dizer que este livro esteja ao nível dos outros, sendo uma obra boa não superou as outras que já li.

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Boa leitura

Ilda queirós

Depois de ter lido "As vinhas da ira" e "A leste do paraíso" grandes obras deste autor, as espectativas estão muito altas para qualquer obra dele. O livro é bom , a relação do homem e do cão, é para mim muito especial, pois sinto um carinho muito grande por estes animais e compreendo perfeitamente o sentimento que os une. Mas não posso dizer que este livro esteja ao nível dos outros, sendo uma obra boa não superou as outras que já li.

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simples e magistral

Lídia Pires

Viagens com o Charley é um livro escrito há algum tempo... que parece nunca passar. Ainda e sempre actual é um dos meus livros top. Está nas 10 obras mais importantes que li. Não tenho um exemplar mas sim dois: um, o primeiro, está amarelado e lido vezes sem conta... o outro é uma reserva para o presente e futuro - quero que os meus filhos o leiam e o compreendam. Impossível compreender a raça humana, a américa dos estados unidos, a união entre homem e cão, solidão e partilha sem ler este livro. Fácil de ler. Difícel esquecer.

John Steinbeck

John Steinbeck nasceu em Salinas, na Califórnia, em 1902, numa família de parcos haveres. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso. Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco (Tortilla Flat, na edição original), confirmado depois, em 1937, com a novela Ratos e Homens. A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e também por um grande fascínio para com a terra. Em 1939, publicaria aquela que, por muitos, é considerada a sua obra-prima, As Vinhas da Ira. Entre os seus livros, destacam-se ainda os romances A Leste do Paraíso (1952) e O Inverno do Nosso Descontentamento (1961), bem como Viagens com o Charley (1962), em que relata uma viagem de três meses por quarenta estados norte-americanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962. Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968.

(ver mais)
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