O Crime do Padre Amaro

de Eça de Queiroz
Editor: Livraria Civilização Editora, Janeiro de 2015 ‧
Na sua recusa do romantismo historicista, Eça procurou reforçar o real e o presente, princípio de onde não estava ausente uma certa postura de denúncia das sombras que pairavam sobre uma sociedade provinciana e decadente saturada de hipocrisia. Não foi inocentemente que Eça cruzou as vidas de um padre sem vocação e de uma jovem devota educada na veneração da batina.

O autor, que teve oportunidade de incubar longamente esta trama, equacionou vários desfechos. Nesta versão que é a última, a definitiva, a criança nascida dos amores de Amaro e Amélia já não morre às mãos de um pai infanticida; agora veremos um Amaro cheio de boas intenções entregar a criança a uma ama sobre quem pesavam sórdidos e talvez fundados rumores. Há miséria e sofrimento, e há vítimas inocentes, mas o remorso dos que ficam, a ter existido alguma vez, resume-se a uma branda e cómoda melancolia que o tempo tratará de diluir mais ainda. Entretanto, Amaro, na sua indolência sentimental, trata de se aproximar da capital.

O Crime do Padre Amaro

de Eça de Queiroz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722636476
Editor: Livraria Civilização Editora
Data de Lançamento: Janeiro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 208 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 408
Tipo de produto: Livro
Coleção: noites brancas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722636476

SOBRE O AUTOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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