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O Cemitério de Praga

de Umberto Eco

editor: Gradiva, março de 2011
Durante o século XIX, entre Turim, Palermo e Paris, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, alguns cadáveres num esgoto parisiense, um garibaldino que se chamava Ippolito Nievo, desaparecido no mar nas proximidades do Stromboli, o falso bordereau de Dreyfus para a embaixada alemã, a disseminação gradual daquela falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios de Sião (que inspirará a Hitler os campos de extermínio), jesuítas que tramam contra maçons, maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam padres com as suas próprias tripas, um Garibaldi artrítico com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, os massacres numa Paris da Comuna em que se comem os ratos, golpes de punhal, horrendas e fétidas reuniões por parte de criminosos que entre os vapores do absinto planeiam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, falsos notários, testamentos enganosos, irmandades diabólicas e missas negras. Óptimo material para um romance-folhetim de estilo oitocentista, para mais, ilustrado com os feuilletons daquela época. Há aqui do que contentar o pior dos leitores. Salvo um pormenor. Excepto o protagonista, todos os outros personagens deste romance existiram realmente e fizeram aquilo que fizeram. E até o protagonista faz coisas que foram verdadeiramente feitas, salvo que faz muitas que provavelmente tiveram autores diferentes. Mas quando alguém se movimenta entre serviços secretos, agentes duplos, oficiais traidores e eclesiásticos pecadores, tudo pode acontecer. Até o único personagem inventado desta história ser o mais verdadeiro de todos, e se assemelhar muitíssimo a outros que estão ainda entre nós. Um romance fantástico, de um autor que uma vez mais mostra saber como nenhum outro combinar erudição, humor e reflexão.

O Cemitério de Praga

de Umberto Eco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896164089
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: março de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 230 x 33 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 572
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896164089
e e e e e

um dos melhores livros que já li!

Luís Nuno Barbosa

Um romance histórico único, em que todas as personagens são reais. uma importante leitura para a compreensão do século XIX na Europa, entre outros, do desenvolvimento do antissemitismo. Um livro empolgante, que me prendeu da primeira à última página. Recomendo vivamente!

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Uma grande obra

João Mateus

Uma apixonante aventura rodeada de cultura e civilização por todos os lados

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Denso e complexo

Sónia Sebastião

mais uma obra de Eco em formato puzzle, com personagens e narrativas paralelas que podem confundir o leitor menos atento ou em busca de uma obra "mais leve". Descrições ricas, situações caricatas e claro: polémica!

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Não me prendeu

LBotelho

Contráriamente a outras obras de Ecco, "O Cemitério de Praga" não me conseguiu absorver totalmente. Todavia não deixa, por isso, de ser um livro interessante, que aborda temas pertinentes e variados.

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Eco

C.B.

Foi o 1º livro de Umberto Eco que li. Não me desiludiu e gostei bastante da escrita. É um autor a seguir.

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Típico Umberto Eco, mas não o seu melhor

Luis Miguel Silva Santos Salgado

Sou um admirador de Umberto Eco, o que não quer dizer que tenha de gostar de todos os seus livros. Quanto a mim este não atinge o nível de suspense de o "Nome da Rosa" ou de epopeia-tragi-cómica de "Baudolino", no entanto é um livro interessante, com conteúdos históricos e personagens que facilmente reconhecemos, numa trama muito tipica das histórias de Umberto Eco.

e e e e e

Muito bom

Ladybug

Uma escrita inteligente que nos transporta até ao final do século XIX. O protagonista apresenta-nos várias personagens, algumas bem por nós conhecidas, sendo ele também uma personagem interessante, e com ideias que podem gerar alguma controvérsia. Um excelente romance, que recomendo, e que tornarei a ler daqui a uns tempos.

e e e e e

Bom livro, muito denso...

aires de aguiar bustorff

li, estou reler, para apreender alguns factos, situações e personagens, integrados no contexto daqueles tempos, riquissimos de novas ideias sociais... Paramim, tem sido um excelente momento de apreender coisas cujo relacionamento historico não tinha retido devidamente...

Umberto Eco

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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