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Seis Passeios nos Bosques da Ficção

de Umberto Eco
Editor: Gradiva, junho de 2019 ‧
12,00€
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Umberto Eco é companheiro e guia do leitor, explorando com ele os caminhos da forma e do método ficcionais. Eco introduz-nos nesse mundo recorrendo às técnicas do romancista, fazendo-nos colaborar na criação do texto e na investigação de alguns dos mecanismos fundamentais da ficção.

De que modo o texto «põe em cena», por intermédio do seu estilo e da sua voz, uma determinada versão do autor?
De que modo a narrativa nos incita a continuar, nos convence a perdermo-nos nos seus meandros?
A variedade dos exemplos propostos por Eco é surpreendente - desde os contos de fadas a Flaubert, Poe e Manzoni.

Num capítulo, recorre ao romance policial e à pornografia como ponto de partida para a análise do ritmo da narrativa - a aceleração e o abrandamento estratégicos - e da relação entre tempo real e tempo da narrativa. Noutro capítulo, vamos com Eco na peugada do mosqueteiro D’Artagnan enquanto este percorre as ruas da Paris do século XVII, esbatendo as fronteiras entre história e História.

Com este livro, aprendemos a ser melhores leitores - a interrogar os textos, mesmo quando, subtilmente, começam a influenciar-nos - e também melhores escritores - os «truques do ofício» são aqui desvendados e explicados.

Assim, na companhia de Eco, o bosque escuro converte-se num reino de curiosidade, descoberta e puro deleite.
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Ler para escrever

Isto de se escrever tem que se lhe diga. Não é coisa que comece assim sem mais nem menos, nem nos podemos fiar na inspiração e no talento. Nada como ler, ler muito. E ler também o que escrevem os melhores sobre a escrita. Elogio da Literatura Se há coisa de que um escritor de ficção precisa é de imaginação. Nem que escreva sobre situações e factos reais, há sempre o território da imaginação na escrita, na organização da narrativa, na forma como se apresenta aos leitores. E, por isso, nunca é demais treinarmos a imaginação. É isso mesmo que propõe Frye, sendo que o exercício dessa mesma imaginação ajudará o escritor na sua arte mas também na sua vida. A ideia de que a leitura é a melhor forma de exercitar a imaginação volta a sublinhar a importância de um escritor ser sobretudo um leitor. Quero ler!
  Manual de Sobrevivência de um Escritor Uma autêntica Bíblia para conseguir sair vivo disto que é escrever um livro. Não se espere dicas de escrita criativa, nada disso. Este é um manual muito conciso para ti, que queres ser escritor e, utopia das utopias, viver da escrita. Se, no fim, não te sentires desmotivado, então é porque tens em ti a força suficiente para enfrentar o que por aí vem. É um livro muito prático, com indicações sobre como lidar com editoras, revisores, críticas e traduções. João Tordo, autor com vinte títulos, guia-nos pelo processo, entre o que queríamos e o que não queríamos saber, mas que temos mesmo de ouvir. Quero comprar! »
  Escrever Se, desta lista, decidirem ler apenas um livro sobre escrita, que seja este. Stephen King, o rei do terror e do suspense, vem ganhando, nos últimos anos, cada vez mais o respeito dos leitores mais exigentes. Nós, que o lemos desde crianças, ficamos surpresos, mas felizes com esta nova forma de olhar para o autor. E que não seja uma moda, porque ele bem merece este reconhecimento. Aqui, King versa sobre a escrita partindo da sua própria experiência, que é vasta, percorrendo todo o processo, desde a ideia até à formação dos intrincados enredos e das personagens. Além disso, lê-se de forma entusiasmada, encerrando com a conclusão de que a escrita é o que, tantas vezes, mantém vivo um escritor. Leia e descubra! »
  A Arte de Saber Escrever Escrever é, em primeiro lugar, comunicar. E, para o fazer bem, há que seguir determinadas técnicas que vão fazer com que aquilo que escrevemos chegue ao leitor da forma planeada. Escrever sem erros, ter um estilo coerente ao longo da narrativa, evitar usos errados de determinadas expressões ou saber os princípios de redação de um texto são alguns dos pontos focados neste livro, que é um autêntico fenómeno internacional. Na nossa opinião, um dos pontos que o torna fascinante é a concisão com que o faz, sem floreados, indo direto ao ponto, com o objetivo de melhorar a escrita. Vírgulas, parágrafos, orações e advérbios, mas também considerações sobre tom e clareza. Um manual imprescindível. Comece hoje a ler! »
  Seis passeios pelo bosque da ficção Terminamos com Umberto Eco, pois claro. Uma figura incontornável na escrita de ficção, mas também nos seus ensaios, como é o caso deste. Aqui, o autor de O Nome da Rosa acompanha-nos por uma viagem onde percorremos o método, os passos, as técnicas da escrita de ficção. Caminhamos com Eco pelos exemplos de outros grandes autores, observando a forma como saíram de si próprios, não perdendo, contudo, a sua voz, para criar nos seus escritos uma versão de si próprios. O objetivo do autor é o de trazer alguma luz ao bosque denso da escrita. Luz que será útil tanto ao leitor, quanto ao escritor. Quero ler ! »
  Sobre a Leitura Aqui estamos noutra dimensão, a da leitura. Para um escritor, é fundamental ler. Ler muito, ler de tudo, desde tenra idade, aproveitar cada espaço de tempo para se entregar às letras. Proust eleva a leitura a um ato de transformação da pessoa, a quem entrega mundo. A leitura enquanto dimensão de reflexão, de meio para chegar a um ponto em que seremos pessoas diferentes porque lemos. Através dos livros, segundo Proust, chegamos a lugares inatingíveis de outra forma, através de um processo de interiorização e silêncio, onde estamos em busca de um tempo que não daremos como perdido. Quero Ler! »
  Cartas a um jovem escritor Sair da nossa realidade, olhar à volta, ver o que se passa no mundo, com os outros. Este parece ser um conselho essencial do autor a quem quer escrever. O autor deve enamorar-se do seu objeto de escrita, sentir-se fascinado pela história, pelas personagens, para que o livro lhe saia com alma. McCann aconselha os jovens escritores a aprenderem bem as regras de escrita, de relação com os agentes literários e com a língua. Que saibam tudo muito bem, mas que depois quebrem as normas, encontrem uma voz própria e façam algo novo. Aqui há dicas práticas, mas há também uma dimensão mais estrutural, onde são abordados determinados problemas e questões que poderão assolar as almas dos jovens escritores. Vou começar hoje mesmo! »

Seis Passeios nos Bosques da Ficção

de Umberto Eco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896169053
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: junho de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 229 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896169053

Contos fantásticos!

J.S.

Li este livro por recomendação de um familiar, que o tinha adorado. Textos muito curtinhos, mas densos. Recomendo vivamente!

Viagem sobre o mundo da literatura

Ana Gonçalves

Umberto Eco, igual a si próprio, ou seja único, convida-nos para uma viagem sobre o mundo da literatura. Depois da leitura destes ensaios jamais voltaremos a olhar para Poe ou Flaubert da mesma forma. Livro essencial para qualquer leitor (e obviamente escritor) que queira ir um pouco mais além e que se interesse sobre os mecanismos que deram origem a algumas das mais inesquecíveis obras da literatura mundial.

Ecce Eco

Francisco Pereira

O saudoso Eco numa excelente obra, versando sobre as subtilezas da escrita, como nos habitou, uma escrita fluída e bem humorada, obra de comprovado interesse com leitura agradável.

SOBRE O AUTOR

Umberto Eco

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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