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O Caçador de Elefantes Invisíveis

de Mia Couto
Livro eBook
Editor: Editorial Caminho, outubro de 2021 ‧
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Mia Couto volta a um género literário que pratica com reconhecida mestria desde a sua primeira obra em prosa, a coletânea Vozes Anoitecidas, que a Caminho publicou no já longínquo ano de 1987.

O Caçador de Elefantes Invisíveis recolhe sob este título, que é também o de um dos contos antologiados, as belas histórias que a revista Visão vem publicando mensalmente.

Aproveitou a oportunidade para lhes dar uma demão, mais ou menos intensa aqui e ali, e presenteia-nos com um livro que está à altura das melhores obras que neste género se escreveram em língua portuguesa. O estilo é sóbrio e preciso, os temas são vários e diversos, o lugar donde o autor vê o mundo e o retrata neste livro é tão amplo que nele cabe tudo.

Entre a história do pobre velho, ou melhor, de um velho pobre que recebe em casa um enfermeiro em serviço de rastreio da covid 19, e, já no fim do livro, a conversa das estátuas que descem dos seus pedestais, descem e não são derrubadas, para conversarem sobre os males e os equívocos deste mundo, entre uma e outra destas histórias o leitor encontra personagens e cenas que não lhe sairão tão cedo da memória.

O Caçador de Elefantes Invisíveis é uma vez mais Mia Couto no seu melhor.

O Caçador de Elefantes Invisíveis

de Mia Couto

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722131223
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: outubro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 211 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 9789722131223

Sobre a guerra, as crianças e os velhos. Sobre paternidade, Moçambique e a biodiversidade...

Luísa Fresta

A figura da mulher, sobretudo rural, está sempre em destaque: a mulher Mãe, a menina púbere, a mulher idosa, a vítima do abandono, de rejeição, de assédio, de maus-tratos ou de violência familiar, sexual ou de género. Mas nem sempre a mulher será apresentada (apenas) como objeto de violência ou mártir: pelo contrário, parece reinventar-se e renascer das mais penosas situações, dos golpes mais duros da vida, para continuar a viver e a sonhar, em nome da família e de si mesma. Sobreviver é a primeira meta. A inocência, a resistência, a valentia, a tolerância, a resignação, a intuição, a capacidade de amar sem restrições e as aptidões de cuidadora seriam as ferramentas imprescindíveis destas mulheres-personagens para lidar com a adversidade. Mia Couto não resiste a criar ou contar personagens femininas de uma força inquestionável, que carregam famílias e sociedades inteiras às costas... Um livro de encantamento permanente

O universo sublime de Mia Couto

J.S.

Mia Couto é, a meu ver, um dos escritores contemporâneos com maior dom da "prosa poética". Neste livro, agora publicado, no qual se reúnem mais contos do autor, vemos isso mesmo. Basta a leitura de um parágrafo para se escutar a melodia das palavras, tal como num poema. Recomendo!

SOBRE O AUTOR

Mia Couto

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas.
Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia. Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa. Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt. Em 2015 foi finalista do The Man Booker Prize.
O seu livro Compêndio para Desenterrar Nuvens ganhou o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca APE | Câmara Municipal de Cascais | Fundação D. Luís I, 2023.
Já em 2024 obteve o Prémio Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México).

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