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O Banqueiro Anarquista

de Fernando Pessoa
Editor: Editora Guerra & Paz, maio de 2021 ‧
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O banqueiro anarquista do qual pouco mais sabemos é, à excepção do narrador de quem não sabemos nada , a única personagem deste conto em forma de diálogo, no qual o «banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável» defende ser anarquista, «na teoria e na prática».

Usando de uma lógica inabalável, o Banqueiro irá demonstrar ao amigo, que o interpela de tempos a tempos para manter a ideia dialogante da trama, que ele é que é «o verdadeiro anarquista».

Nas palavras do poeta português Arnaldo Saraiva, esta «É uma história impressionante, de inteligência, de raciocínio, diria até de humor, do tipo britânico. Este conto, ou novela, magistral, muito bem escrito e, também, cheio de filosofia política e de ironia política, é uma página digna de figurar entre os melhores textos irónicos que já se escreveu.»
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No Dia das Mentiras, a linha entre verdade e mentira pode ser difícil de distinguir. Na literatura, então, as possibilidades são infinitas! De narradores não confiáveis a histórias construídas sobre grandes enganos, há livros que brincam com a realidade. Nesta seleção, reunimos 10 histórias onde a mentira é tão irresistível quanto a própria leitura. Prepare-se para ser enganado! A Relíquia, de Eça de Queiroz Teodorico, órfão e criado pela sua tia D. Patrocínio das Neves, uma beata rica e extremamente devota, percebe desde cedo que a melhor forma de garantir o seu futuro é fingir uma religiosidade exemplar. Acabado de se formar em Coimbra, regressa a Lisboa para viver com a tia e o propósito último de garantir a sua avultada herança. Ele mente para agradá-la, enquanto vive os seus prazeres sem esta suspeitar. Chega ao ponto de aceitar partir em peregrinação à Terra Santa, encarregado de trazer uma relíquia sagrada como prova da sua fé. Mas, sabendo como Eça tece finamente as suas sátiras dos costumes de uma burguesia falsa de moralismos inúteis, o que vamos encontrar, nós e o Teodorico, nesta viagem, vai muito além de uma relíquia… Prepare-se para se rir sózinho, nós percebemos! QUERO LER!» Em Parte Incerta, de Gillian Flynn Quando, no quinto aniversário do seu casamento, a sua mulher, Amy, desaparece misteriosamente, Nick começa a ler o diário da esposa, descobrindo segredos inesperados. À medida que a polícia e a comunicação social o pressionam, Nick vê-se envolto em mentiras e comportamentos suspeitos, levantando a dúvida: será ele o assassino? Com a ajuda da sua irmã gémea, Nick insiste na sua inocência. Mas Amy continua desaparecida, e todos queremos saber o que se esconde na caixa misteriosa atrás do armário dela… Gillian Flynn cria um dos thrillers mais icónicos sobre engano e manipulação, levando o leitor a questionar o que é verdade e o que é mentira. QUERO LER!» História do Cerco de Lisboa, de José Saramago O que aconteceria se um revisor da atualidade introduzisse a palavra "não" num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados? Saramago leva-nos ao mundo de Raimundo Silva, um revisor de textos de uma editora lisboeta que, ao corrigir um livro sobre o cerco à cidade no século XII, decide alterar um pequeno detalhe crucial: ele opta por afirmar que o cerco não aconteceu. Esta simples mudança desencadeia uma série de eventos que vão além do próprio ato de revisão, afetando não apenas o protagonista, mas também a realidade que o cerca. A manipulação da História, o poder da palavra e da narrativa e a possibilidade de reescrever a própria realidade são os motores do enredo.Uma metáfora para o poder da ficção e da interpretação, deixando no ar a ideia de que a História não é algo fixo, mas antes uma construção humana que pode ser moldada de acordo com as perspectivas e os interesses de quem a narra. QUERO LER!» O Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa Um conto filosófico, em forma de diálogo, onde um banqueiro justifica, com uma lógica inabalável, porque é ao mesmo tempo um anarquista e um capitalista. Cheio de ironia e de humor ao estilo britânico, este livro é uma das obras mais intrigantes e provocadoras de Fernando Pessoa, escrita sob o heterônimo de Álvaro de Campos, em que satiriza a hipocrisia das estruturas sociais e a manipulação das ideologias para justificar práticas individualistas. O banqueiro argumenta que o verdadeiro anarquismo não precisa de estar dissociado do capitalismo, já que ambos podem ser usados para o benefício próprio, numa lógica de controlo sobre o sistema: a sociedade precisa da desigualdade e do poder, e a liberdade plena só seria alcançada através da autonomia absoluta do indivíduo. QUERO LER!» O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón Na Barcelona dos anos 20 do século passado, David Martín é um escritor talentoso, mas sem sucesso, que publica obras sob um pseudónimo. Um dia, descobre que tem um cancro em fase terminal e que a mulher por quem está apaixonado se vai casar com o seu amigo. Um misterioso admirador, Andreas Corelli, propõe-lhe que escreva um livro que pode mudar a História: uma nova Bíblia, texto fundador de uma nova religião. David aceita este estranho contrato, que lhe renderá uma fortuna e talvez algo mais, como forma de dar sentido à sua existência. Mas uma trama diabólica parece ameaçá-lo. Um romance gótico do consagrado Carlos Ruiz Zafón que nos envolve numa teia de mentiras e mistério.

O Banqueiro Anarquista

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897025877
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: maio de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 231 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 80
Tipo de produto: Livro
Coleção: Clássicos da Guerra e Paz
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897025877

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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