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O Banqueiro Anarquista e Outros Contos

de Fernando Pessoa
Editor: Relógio D'Água, junho de 2015 ‧
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«Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que fora amortecendo, jazia morta entre nós. Procurei reanimá-la, ao acaso, servindo me de uma ideia que me passou pela meditação. Voltei me para ele, sorrindo.
— É verdade: disseram me há dias que você em tempos foi anarquista…»
— Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista.
— Essa é boa! Você anarquista! Em que é que você é anarquista?... Só se você dá à palavra qualquer sentido diferente...
— Do vulgar? Não; não dou. Emprego a palavra no sentido vulgar.»

O Banqueiro Anarquista foi publicado no 1.º número da revista Contemporânea, saído em 1 de Maio, de 1922.

O Banqueiro Anarquista e Outros Contos

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896414559
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: junho de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 117 x 188 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros de Bolso
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789896414559

André

André

Um livro interessante, "A Porta" no entanto foi o conto que mais gostei, também incluído no livro. De salientar a qualidade das edições da "Relógio D'Água", capa, índice, nota biográfica, etc, tudo muito bem feito. Não fiquei grande fã mas gostei.

O BANQUEIRO ANARQUISTA È UM LIVRO COM O SELO DE QUALIDADE DO MELHOR POETA PORTUGUÊS

Manuel Ramalhete

Li este livro, numa edição antiga, há muitos, muitos anos! Mais uma faceta (contos do raciocínio) de F. Pessoa Voltar a lê-lo foi emocionante!

Edição divertida

Carina F.

Foi-me recomendado por um amigo, mas ainda não comecei a ler. Acho a capa super divertida e estou ansiosa por ler Fernando Pessoa.

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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