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Número Zero

de Umberto Eco

Livro eBook
editor: Gradiva, maio de 2015
Este é um romance que não deixa ninguém indiferente à reflexão sobre os jornais e o jornalismo. Como cenário de fundo tem uma redacção de um jornal diário, que se está a constituir de modo apressado e por razões que menos se relacionam com o objectivo de preparar boa informação e mais respeitam à criação de uma «fachada» para servir interesses próprios. Neste caso, não os interesses dos jornalistas, poucos, relativamente mal pagos e com histórias de carreira onde o sucesso não tem tido lugar, mas sim os interesses de quem tem poder, dinheiro ou ambos. Poderá um órgão de comunicação social servir para ter os inimigos na mão e chegar aonde se quer?

Um jornal que está a dar os primeiros passos muito tem para decidir. E esta obra de Umberto Eco torna-se, nesta vertente, numa espécie de «manual» de decisões onde a qualidade do produto final está mais arredada das preocupações do que seria desejável. Neste jornal, designado Amanhã, há espaço para criar notícias, reciclar notícias e encobrir notícias. Sendo esta uma obra de ficção, a leitura que pode ser feita do que lá se escreve vai além da boa leitura que a narrativa proporciona.

Poder e jornalismo associam-se aqui a teorias da conspiração. Um redactor paranóico que anda pela Milão em que a história se passa, segue atrás de pistas que remontam ao fim da Segunda Guerra Mundial e, somando factos, chega a um complexo resultado que tem tudo para convencer. Começa pelo cadáver de um pseudo-Mussolini e segue pelos meandos da política, envolvendo o Vaticano, a máfia, os juízes e os serviços secretos.

Número Zero

de Umberto Eco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896166434
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: maio de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 230 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 164
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896166434
e e e e e

Número zero

Lina Umbelino

Umberto Eco dispensa apresentações, e qualquer livro seu é uma aprendizagem. Este remete-nos para um retrato do nosso quotidiano, um retrato desassombrado da realidade que são os meios de comunicação, os jogos de poder... mas também os nossos medos: "Se somos capazes, em primeiro lugar, de aceitar e, em seguida, de esquecer todas as coisas que nos contou a BBC, isso significa que estamos a habituar-nos a perder a vergonha." Recomendo!

e e e e e

Mais uma grande leitura.

ilda queirós

Sempre que leio um livro de Umberto Eco, nunca fico a "olhar" para o mundo da mesma forma. Se já "via ou pensava" passo a ver mais e a questionar mais ainda… É o resultado de um bom livro, crescer um pouco mais…

e e e e E

Um bom regresso

Miguel Monteiro

Eco em boa forma, num retrato cruel mas bastante actual do mundo jornalístico.

e e e e e

Mais um Eco muito bom

Maria

Sendo uma leitora assídua de Umberto Eco, comecei este livro com a habitual expectativa de um bom romance. Não me desiludiu, claro. Uma trama que prende o leitor sobre a função dos media, um tema muito actual. Crítico, como seria de esperar, irónico e mordaz. Devorei o livro num dia. e fiquei à espera de mais.

e e e e e

Número Zero - o valor de uma notícia

Susana Fragoso

O que é uma notícia? O que é o jornalismo nos dias de hoje? Já lá vai o tempo em que credulamente aceitávamos o que líamos, tranquilos bebíamos o que a comunicação social nos dava - a verdade. E o que é hoje a verdade? Umberco Eco mostra-nos como os conhecimentos actuais em publicidade, marketing e manipulação da mente humana, servem a comunicação social. Servem os jornais e a sua construção, ao serviço de "uma verdade", muitas vezes, oculta. Este livro chama-nos a atenção para o facto de que nos nossos dias, uma notícia, não é só uma notícia...e que a sua publicação tem muitas vezes, uma qualquer intenção... Excelente livro! De leitura obrigatória.

Umberto Eco

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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