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Notas sobre o Luto

de Chimamanda Ngozi Adichie
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, maio de 2021 ‧
9,50€
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No dia 10 de junho de 2020, na Nigéria, o académico James Nwoye Adichie morreu subitamente.
Chimamanda Ngozi Adichie, sua filha, partilha connosco os efeitos devastadores que esta morte teve em si. Tece na sua própria experiência os fios da história da vida do pai até aos seus últimos dias, já em confinamento, em que conversava com os filhos e os netos por videochamada.

  Notas sobre o Luto é um tributo a uma vida vivida em pleno. É a história do amor imenso de uma filha por um pai. Ao falar-nos sobre uma das experiências humanas mais universais, é um livro sobre aquilo que nos une a todos.
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De repente, o luto

A consciência do fim é algo que, por muito que achemos que estamos preparados para a enfrentar, a nossa condição de humanos não nos deixa nunca encarar de ânimo leve. Depois do fim, o luto é um lugar a que chegamos sem contar.
  O meu pai voava Há uma verdade muito íntima com que Tânia Ganho nos fala do período de luto pela morte do seu pai. Ninguém nos diz que vai ser assim, e por isso a ideia de que cada processo de luto é inigualável. A autora vai-nos contando cenas da sua vida ao lado de um pai muito presente, e a mácula que deixa essa ausência. Embora idoso e já num processo demencial avançado, a verdade é que nada disso interessa perante a ideia do desaparecimento, sempre súbito, sempre abrindo portas a uma divisão da casa que não conhecíamos. O livro, que se lê como uma respiração profunda, mostra-nos momentos de grande comoção e outros que conseguem ser divertidos, quando nos conta alguns aspetos do feitio do seu pai. No fim, a filha, a “menina do papá”, um retrato de uma beleza incrível sobre um momento triste, o tempo mais triste de todos. COMPRO NA WOOK! » O ano do pensamento mágico Joan Didion perdeu o marido, John, de forma súbita, devido a um enfarte, num período da vida em que a sua filha estava nos cuidados intensivos de um hospital, por causa de uma pneumonia severa. Encontramos aqui o testemunho de Joan, passado um ano, sobre a vivência desse ano trágico, onde o chão de repente lhe faltou. Fala-nos de uma forma sensível, ainda que por vezes quase científica, sobre o que é o luto, a perda inesperada, e como lidou com ela. De um primeiro momento de incredulidade, em que guardou os sapatos do marido para o caso de ele voltar, a ter de dizer à filha doente que o pai partira, até breves momentos de superação, ou aceitação. Fala-nos do período de luto como uma patologia que ninguém parece valorizar como tal, dizendo-nos que temos de passar por isso, que não podemos camuflar a dor. Apenas passado um ano começa a leve sombra da mudança a fazer-se sentir. COMPRO NA WOOK! » Notas sobre o luto O pai de Chimamanda era um notável académico nigeriano, que faleceu subitamente em 2020, esse estranho ano que nos parece já longínquo. A sua filha presta-lhe uma homenagem neste curto livro, falando em celebrar de forma bela uma vida que foi ela também vivida com grande beleza e que por isso merece ser recordada dessa mesma maneira. Contudo, o seu desaparecimento teve um impacto brutal em Chimamanda, que atravessou momentos de grande dor, sobretudo tendo em conta que os últimos tempos foram vividos em pandemia, quando nem sempre era possível a sua presença e dos netos junto do avô. Além da sensibilidade com que está escrito, Notas Sobre o Luto é de uma universalidade incrível, falando-nos ao coração e tornando-nos a nós, também, filhos daquele pai. COMPRO NA WOOK! » A ridícula ideia de nunca mais te ver O sentimento é precisamente esse, durante os primeiros tempos após a notícia da morte de alguém próximo: é ridículo. A vida que estava planeada, organizada, tendo em conta a presença de alguém, de repente muda. Projetos que se desfazem, sonhos… ou apenas as ações do dia a dia que perdem o seu significado. Rosa Montero leu o diário de Marie Curie, que falava sobre a forma como viveu o luto pelo seu marido, e identificou-se com esse relato. Também Rosa perdera o seu companheiro, após lutar em vão contra o cancro. A autora habituou-nos já a leituras vertiginosas, quase delirantes, e este livro não é exceção, não obstante tratar de um tema tão delicado. As consequências dessa perda na vida de Rosa Montero são inúmeras e são-nos contadas com toda a liberdade, mesmo que nisso haja muita dor. Uma dor quase indizível. COMPRO NA WOOK! » Cão como Nós Quando a morte próxima é a de um animal de estimação, à dor da perda junta-se o receio em admiti-la com toda a sua voracidade, receosos de que não nos entendam, de que achem que estamos a sobrevalorizar. Afinal, um cão não é uma pessoa e, mesmo ainda hoje, há quem ache que apenas entre humanos está autorizada a dor do luto. Nada mais errado. E que o diga Manuel Alegre, que a princípio não era muito apologista de um patudo lá em casa, mas de quem, depois, se tornou melhor amigo. Neste livro, Alegre dirige-se-lhe após a sua morte, mostrando um sentimento real, inequívoco. Um vazio que preenche com retratos familiares, com alguns momentos autobiográficos, com um entendimento tal com o seu amigo canino que o leva a crer que estão bem próximos. Se era ele um cão como nós, ou se deve cada um de nós ser mais cão como ele, é uma reflexão que fica muito além de o livro terminar. COMPRO NA WOOK! »

Notas sobre o Luto

de Chimamanda Ngozi Adichie

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722072076
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: maio de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 120 x 183 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789722072076

O riso também faz parte do luto… :)

Mari Gio

A história sobre a perda do pai da escritora Chimamanda e as emoções de tristeza e raiva sentidas… o riso também faz parte do luto… porque se recordam bons momentos… a autora interroga-se como é possível o mundo continuar em movimento se na sua alma se instalou uma dispersão permanente… é preciso continuar o caminho… a morte é inevitável… :(

Uma viagem de emoções e sentidos

CF

Um livro incrível para todos. Permite-nos acompanhar um momento muito particular e sensível para a escritora. E sentir o que a mesma sentiu no momento tão frágil da sua vida e durante a pandemia. Aconselho vivamente a leitura.

Uma catarse que todos deviam fazer

Rita Oliveira

Neste livro a autora narra, de forma aberta, tudo o que sentiu aquando da morte repentina do pai, com quem tinha uma relação muito próxima. Desde o momento em que sabe da sua morte, passando pela dor partilhada com os irmãos, acompanhamos um processo pelo qual todos nós um dia teremos de passar. Esta pode ser uma forma de o encararmos de forma mais tranquila.

Reflexão

SC

Perdi o meu Pai precisamente um dia depois. O que é comovente é realmente comovente. E corresponde ao que se sente na mesma situação. Acontece que a autora dá um título à obra e divaga sobre outros temas que lhe retiram o objectivo essencial. Muito ficou por dizer, sem que tivesse que entrar numa esfera demasiado privada.

Leitura obrigatória

Hel.

Este livro é um relato não apenas sobre a morte de um pai, durante a pandemia covid-19, mas também sobre a esperança que permanece com aqueles que cá ficam. A imensurável dor da perda e a resiliência trazida por ela é uma constante neste livro. Gostei muito, apesar do nó na garganta com que se fica.

Recomendo

Ivp

Interessante e curioso, em particular para quem já passou pela experiência de ver partir o pai.

Muito bem escrito!

Rita Carvalho Pereira

Reflexão sobre o luto de um pai em tempos de pandemia e da dificuldade que é fazê-lo nesse contexto. Desconhecia a obra desta autora e gostei muito da forma como escreve de forma simples e tocante sobre um dos temas mais desconcertantes, a orfandade.

introspecção crua sobre o luto

tm

Será que alguém sabe lidar com o luto e com a morte? Neste ensaio Chimamanda coloca várias questões cruas, instrospectivas, que acabam por ser libertadoras sem nunca chegar a uma resposta definitiva. Talvez não precisemos delas. Precisamos apenas de exteriorizar.

SOBRE O AUTOR

Chimamanda Ngozi Adichie

Chimamanda Ngozi Adichie cresceu na Nigéria. A sua obra está traduzida para mais de 55 línguas. É autora dos romances A Cor do Hibisco, que ganhou o Commonwealth Writers Prize; Meio Sol Amarelo, distinguido com o "Winner of Winners" (o "Vencedor entre todos os Vencedores") do Women's Prize for Fiction, e Americanah, galardoado com o National Book Critics Circle Award. São também de sua autoria a coletânea de contos A Coisa à Volta do Teu Pescoço e os ensaios Todos Devemos ser Feministas e Querida Ijeawele – Como Educar para o Feminismo. As suas obras mais recentes são um ensaio sobre a perda do pai, Notas sobre o Luto; e O Lenço da Mamã, um livro infantil escrito sob o pseudónimo Nwa Grace James. Beneficiária de uma bolsa MacArthur, divide o seu tempo entre os Estados Unidos e a Nigéria.

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