Morte a Crédito
SINOPSE
Paris, anos trinta. Ferdinand trabalha como médico num bairro pobre e, assistindo diariamente à miséria humana, deixa-se deambular pelas memórias da sua infância. Criado numa escura passagem da capital francesa, aprendeu a sobreviver entre a pobreza, a fantasia e os negócios duvidosos. Das revoltas de criança às exigências dos primeiros empregos, de uma educação em Inglaterra à amizade com um inventor excêntrico, a sua história é narrada num estilo frenético e delirante, misto de drama real e devaneio juvenil. O resultado é um texto de grande crueza, simultaneamente apaixonante e comovente pela poesia da sua escrita. Morte a Crédito foi publicado originalmente em 1936 e caiu como um relâmpago no meio literário francês. Permanece como uma experiência de leitura fascinante, exemplo do génio de um dos maiores novelistas franceses do século xx. A tradução portuguesa é de Luiza Neto Jorge.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-989-711-209-6 |
| Editor: | Livros do Brasil |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2023 |
| Dimensões: | 152 x 235 x 35 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 608 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Dois Mundos |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978989711209610 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
O imperativo de ler Céline
Rui Teixeira
A par de «Viagem ao Fim da Noite», a leitura deste romance consubstancia uma oportunidade soberana para o contacto com uma das prosas mais poéticas, desconcertantes e hipnóticas do cânone literário ocidental. Pela pena do seu polémico autor, somos levados a alturas estéticas na escultura da linguagem por meio das profundezas do entorno que descreve, prenhe da crueza e decadência que marcam as periferias existenciais em Paris, nos anos 30. «Morte a Crédito» não é meramente uma hipótese de leitura recreativa, mas um "must read" para aqueles que encontram na gratuidade do relacionamento com uma narrativa, no suporte físico do livro, um respiradouro para a mesmidade dos dias.
A Infância como Campo de Ruína
JM
Em Morte a Crédito, Louis-Ferdinand Céline mergulha numa infância e juventude marcadas pela miséria, pela humilhação e por uma violência difusa que contamina tudo. Através de Ferdinand, constrói um percurso caótico, feito de fracassos, ilusões e pequenas degradações que se acumulam sem redenção. A escrita é nervosa, fragmentada, oral, cheia de ritmo e fúria. Céline rompe com a tradição e impõe uma voz única, que tanto pode afastar como fascinar. Há momentos de puro exagero, quase alucinatórios, mas também uma lucidez brutal na forma como expõe a condição humana. Não é um livro confortável nem equilibrado — é excessivo, irregular e por vezes exaustivo. Mas quando acerta, atinge um nível de intensidade que poucos autores conseguem.
Um realismo alucinante
José A. Matos
“Morte a crédito” é um romance invulgar, uma torrente verbal selvagem conduzida por um narrador inconformado, lúcido e só. Partindo da experiência de vida de Céline, surgiu como mais uma voz insubmissa e revolucionária nas novas vanguardas que viriam a constituir o modernismo das primeiras décadas do século XX. Desde a prática médica num bairro miserável de Paris, regressando depois à infância e adolescência humildes e famintas, o jovem e inadaptado Ferdinand acaba por vaticinar o seu futuro próximo e marcante, sobre o qual já escrevera, dois anos antes, outro romance-choque: “Guerra”. Ambas as obras ilustram a extrema indiferença – e impotência – do autor perante a vida, indiferença que esta lhe parece ter retribuído. Recomendo com prazer.
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
Eugénie de Franval10%E-primatur13,90€ 10% CARTÃO
-
Absalão, Absalão!10%Dom Quixote21,90€ 10% CARTÃOportes grátis