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José e os Outros

Almada e Pessoa - Romance dos Anos 20

de José-Augusto França
Editor: Editorial Presença, março de 2006 ‧
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Conhecido essencialmente pela sua faceta de historiador, José-Augusto França também se dedica à ficção tendo já publicado o romance A Bela Angevina, em Maio de 2005. Agora regressa às lides literárias e apresenta José e Os Outros - Almada e Pessoa Romance dos Anos 20, um enredo que recupera o período dos anos 20, mais precisamente desde o regresso de Almada Negreiros de Paris, em 7 de Abril de 1920 até à sua partida para Madrid, a 6 de Abril de 1927. O café Brasileira estava em alvoroço. O senhor Teles, Batista, João Franco e o Pacheco perante a assistência dos jornalistas Araújo e Falcão e do pintor e escritor José de Almada Negreiros preparavam-se para afixar alguns quadros naquela noite. O tempo urgia e quando saíram do café já passava das quatro da manhã. Deixara de chover mas os passeios do Chiado brilhavam resplandecentes. No dia seguinte, Almada Negreiros partiu para Paris sem se despedir de ninguém e transportando uma mala e uma pasta de desenhos como última bagagem. Teriam notícias dele em breve? E regressaria a Portugal? Um romance histórico que parte de factos concretos para a efabulação encantatória sobre a vida de José de Almada Negreiros, passando por Pessoa, seu contemporâneo.

José e os Outros

Almada e Pessoa - Romance dos Anos 20

de José-Augusto França

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722335461
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: março de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 233 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 196
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grandes Narrativas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722335461
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Uma viagem ao modernismo português dos anos 20

Manuel Almeida Carneiro

Uma narrativa surpreendente e que prende o leitor em redor do modernismo português.

SOBRE O AUTOR

José-Augusto França

José Augusto Rodrigues França (1922-2021) nasceu em Tomar, a 16 de novembro de 1922, foi um historiador, sociólogo e crítico de arte português.
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras de Lisboa (1944). Partiu para Paris como bolseiro do estado francês em 1959 (até 1963), tendo estudado com Pierre Francastel. Obteve os graus de doutor em História pela Universidade de Paris em 1962 – "Une Ville des Lumères: la Lisbonne de Pombal" –, e de doutor em letras pela mesma universidade em 1969 – "Le Romantisme au Portugal".
O seu interesse pela pintura manifestou-se em 1946 na sequência de viagens a Espanha e Paris, tendo realizado outras viagens à Europa e às Américas até se fixar em Paris em 1959. Nas décadas de 1940 e 1950 foi uma das figuras mais dinâmicas e influentes da vida cultural portuguesa. Entre 1947 e 1949 participou nas atividades do Grupo Surrealista de Lisboa, tendo um papel polémico de oposição aos neorrealistas. Na década seguinte seria um defensor da arte abstrata, cujo primeiro salão nacional organizou, na Galeria de Março, que dirigiu entre 1952 e 1954. Publicou os seus primeiros artigos de crítica de arte no Horizonte, Jornal das Artes, tendo a partir daí uma extensa colaboração em jornais e revistas da especialidade de onde podem destacar-se: Unicórnio (1951-1956); Art d’Aujourd’hui; KWY; Colóquio/Artes (que dirigiu entre 1970 e 1996); etc. Dirigiu o Centro Cultural Português em Paris (1980-86). O seu nome também consta na lista de colaboradores da Revista Municipal (1939-1973) publicada pela Câmara Municipal de Lisboa.
Lecionou na Sociedade Nacional de Belas Artes. Foi professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa (desde 1974), onde criou os primeiros mestrados de História de Arte do país. Antigo presidente da Academia Nacional de Belas Artes, membro do Comité Internacional d’Histoire de l’Art e presidente de honra da Association Internationale des Critiques d’Art.
Autor de referência na área das artes visuais e da cultura em Portugal, entre as suas obras destacam-se os estudos sobre a arte em Portugal nos Séculos XIX e XX, as monografias sobre Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros, além de outros volumes de ensaios de interpretação e reflexão histórica, sociológica e estética sobre problemas da arte contemporânea.
Na domínio da ficção, publicou um primeiro romance em 1949, Natureza Morta, seguindo-se, em 1958, um livro de contos. Depois de um prolongado interregno, voltou a publicar com mais regularidade, podendo nomear-se obras como Buridan (2002), A Bela Angevina (2005), José e os Outros (2006), Ricardo Coração de Leão (2007), João sem Terra (2008) e A Guerra e a Paz (2010).

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