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Gramáticas da Criação

de George Steiner
Editor: Relógio D'Água, abril de 2002 ‧
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Um dos maiores pensadores ocidentais sobre a literatura, o professor e crítico George Steiner, que em 2002 esteve em Portugal para proferir uma conferência, é autor de várias obras fundamentais para o pensamento contemporâneo. "Gramáticas da Criação" é a sua obra mais radical e é também considerada a sua opus magum. O autor começa por afirmar que "Já não temos começos" e faz uma exploração exaustiva sobre a criação no pensamento ocidental, na literatura, na religião e na história, reflecte sobre as diferentes maneiras através das quais falamos de começos, sobre aquilo que chama o "Cansaço fundamental" que atravessa o espírito de fim de milénio e sobre as discussões sobre o fim da cultura e da arte no ocidente.

Gramáticas da Criação

de George Steiner

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727086795
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 210 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 360
Tipo de produto: Livro
Coleção: Antropos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789727086795
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

A ler e a reler

alexandre dale

Steiner não é um autor que se lê, mas antes que se relê - recorrentemente. Estas gramáticas dão pano para mangas, até porque é Steiner no seu melhor: profundo, inteligente, sensível e, sim, muito humano. Penso que, a par de Chomsky, é um dos pensadores fulcrais da modernidade, mormente pelo esforço que fazem, nas suas reflexões, na fixação do sentido - de quem somos, enquanto civilização (ocidental), mas também de tudo, ou seja, do mundo.

Porque a criatividade é um processo complexo

Sónia Sebastião

Nietzsche já dizia que no século XIX se vivia uma era exausta evidenciando o perigo mental da quantidade. Ora Steiner olha para tempos mais atuais e novamente não consegue identificar "nada de novo". Steiner reflete neste trabalho sobre a criatividade, evidenciando os seus desafios, processos e sobretudo decompondo o conceito "retirando-o" de uma letargia de obrigação com a novidade. A criatividade não é necessariamente o processo que conduz à criação de "algo novo". Pode ser simplesmente uma forma de ver diferente. Contudo, e na senda Spengler, existe um "modo de estar e ser" que nem diferente, nem novo... transpirando um pessimismo que alerta até o espírito mais adormecido.

conhecimento

Maria Helena Pereira Lopes Borrego

goataria de conhecer melhor esta obra

SOBRE O AUTOR

George Steiner

George Steiner é considerado um herdeiro de Sócrates no século XX. Nasceu em Paris, em 1929, partindo com a família para Nova Iorque no início dos anos 40 para escapar ao nazismo. Obteve a sua licenciatura em Letras na Universidade de Chicago em 1948. Em 1950, concluiu o mestrado na Universidade de Harvard, onde recebeu o Bell Prize in American Literature. De 1950 a 1952, foi bolseiro da Fundação Cecil Rhodes na Universidade de Oxford, onde se doutorou. Juntou-se à redação do The Economist, em Londres, sendo depois membro do Institute for Advanced Study, em Princeton. Em 1959, recebeu o prémio O. Henry Short Story. Foi professor de Inglês e Literatura Comparada na Universidade de Genebra de 1974 a 1994 e membro da Churchill College em Cambridge a partir de 1969. Foi também professor de Literatura Comparada na Universidade de Oxford e professor de Poesia em Harvard. Colaborou na The New Yorker, no The Times Literary Supplement e no The Guardian. Faleceu em Cambridge, em 2020.

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