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O Anjo da História

de Walter Benjamin
Livro eBook
Editor: Assírio & Alvim, outubro de 2010 ‧
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O Anjo da História, sugere Benjamin numa das célebres «teses» que abrem este volume, deve ser como o Angelus Novus do quadro de Klee: de costas para o futuro, vê no passado, à sua frente, um montão de ruínas. A isso se chama normalmente «progresso». As suas propostas, amadurecidas ao longo de mais de duas décadas, para uma revisão dos conceitos de História e de progresso, balizadas pelos princípios da esperança messiânica e da justiça do materialismo histórico, haveriam de constituir uma verdadeira quadratura do círculo no domínio da Filosofia da História. A partir daqui, este volume reúne uma série de textos sobre problemáticas (a historiografia, o capitalismo, o poder e a violência) e algumas figuras paradigmáticas (Bachofen, o antropólogo, Ernst Jünger, o pensador da guerra, Eduard Fuchs, o historiador) que podem servir para documentar uma original visão dialéctica da História humana «escovada a contrapelo».

«Não passa por nós um sopro daquele ar que envolveu os que vieram antes de nós? Não é a voz a que damos ouvidos um eco de outras já silenciadas? As mulheres que cortejamos não têm irmãs que já não conheceram? A ser assim, então existe um acordo secreto entre as gerações passadas e a nossa. Então, fomos esperados sobre esta Terra. Então, foi-nos dada, como a todas as gerações que nos antecederam, uma ténue força messiânica a que o passado tem direito. Não se pode rejeitar de ânimo leve esse direito. E o materialista histórico sabe disso.»

O Anjo da História

de Walter Benjamin

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1361-9
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: outubro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 205 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Coleção: Walter Benjamin / obras escolhidas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 978972371361912
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

rara beleza intelectual

Fernando Simões

é uma obra densa e poética que leva à reflexão sobre a memória, o tempo e o progresso. Benjamin propõe uma visão crítica e sensível da história como um acumular de ruínas e sofrimentos, que o olhar humano tenta compreender. O texto é desafiador, mas recompensador. ilumina o passado e questiona o futuro.

Livro mundividente

Raquel

Livro que nos coloca sob uma perspectiva que intersecciona o passado, presente e futuro. Uma reflexão que só Benjamin poderia ter feito pela linguagem acessível mesmo tratando-se de um pensamento complexo, de uma capacidade de chegar até nós e permitindo que observemos essa devastação.

Walter Benjamin explana a sua visão da História!

João Rebuge

Análise na qual se argumenta em torno da História enquanto produto da vivência humana enquanto colectivo! O que torna, por vezes a História, apenas aparentemente, um processo sem sujeito individual! Mas enquanto desenvolvimento colectivo é composta pelas ações de cada um dos indivíduos que compõem, aos longo do tempo, a Comunidade Humana.

A Arte de Pensar.

Bruno Lamarosa

São as ideias e os pensamentos essenciais para se entender o curso da história. Para perceber um século tão complexo como o século XX, nada como procurar fazê-lo através dos escritos de um dos seus grandes pensadores, como foi Walter Benjamin.

Essencial

João L.

Obra essencial para quem se interesse por Filosofia da História, traduzida por um ensaísta premiado.

As ruínas do Passado

Ricardo Pereira Reis

Obra-chave para nos aproximarmos da compreensão do pensamento benjaminiano. As Teses sobre a História são uma síntese de muitas das ideias prévias de Walter Benjamin, e o ensaio Experiência e Indigência é uma pungente reflexão sobre a nossa condição pós e pré-guerra. Essencial.

5*

Abílio Miguel Peixoto Flores Morim

5*

SOBRE O AUTOR

Walter Benjamin

Walter Benjamin nasceu em Berlim em 1892, no seio de uma família judaica. Estudou Filosofia em Berlim, Munique e Freiburg e doutorou-se em Berna (Suíça) no ano de 1919, com a tese A Crítica de Arte no Romantismo Alemão. A ascensão de Hitler e do nazismo obrigaram-no a fugir de Berlim, em 1933. Residiu sobretudo em Paris, com passagens por Itália e por Espanha. O medo de ser entregue à Gestapo e as dificuldades em passar a fronteira entre França e Espanha conduziram-no ao suicídio em 1940. Como legado deixou-nos uma obra filosófica de uma impressionante atualidade, onde se cruzam os assuntos que tentava compreender e estudar: História, Modernidade, Arte, Tecnologia, literatura dos séculos XIX e XX e a ascensão da cultura de massas, assim como numerosas traduções e análises literárias a Baudelaire, Brecht, Hölderlin, Kafka e Proust.

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