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Filhos de Saturno

Escritos sobre o tempo que passa

de António José Saraiva
Editor: Gradiva, fevereiro de 2015 ‧
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Com introdução de Ernesto Rodrigues, este novo livro de António José Saraiva, reúne 54 textos de opinião do autor. Incide sobre o período de 1974 a 1979 e, por isso, sobre um tempo de mudança para o país, analisado com o olhar arguto de um grande pensador.
Há principalmente dois níveis de problemas que são tratados nos escritos aqui reunidos: os incidentes e acidentes da conjuntura nacional aberta com o golpe de Estado do 25 de Abril de 1974; os problemas de estrutura que nos são postos pela actual fase da civilização ocidental.
Há uma microanálise e uma macroanálise, dois níveis que estão interligados. Se, por um lado, o mercado mundial é um dos processos característicos da nossa civilização, por outro, a mundialidade do mercado é um dos problemas que contam na conjuntura nacional.
Os seus textos são de grande actualidade e os temas que aborda diversificados. A sociedade de consumo é um deles. «Quanto ao homem, está sendo cada vez mais explorado como factor de consumo», diz-nos o autor.

Filhos de Saturno

Escritos sobre o tempo que passa

de António José Saraiva

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896166243
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: fevereiro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 212 x 16 mm
Páginas: 356
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de António José Saraiva
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896166243

SOBRE O AUTOR

António José Saraiva

António José Saraiva ensaísta, investigador e crítico literário, irmão do historiador José Hermano Saraiva, nasceu em a 31 de dezembro de 1917, em Leiria, e morreu a 17 de março de 1993, em Lisboa, depois de vários anos de exílio. Licenciou-se com um Ensaio Sobre a Poesia de Bernardim Ribeiro , apresentado na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1938, tendo-se doutorado na mesma faculdade, em 1942, com uma tese sobre Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval. Afastado da docência universitária por incompatibilidade com o sistema pedagógico e ideológico em vigor, foi professor do ensino secundário. Mercê do seu envolvimento na ação cívica e política - António José Saraiva assumiu, entre 1944 e 1962, a militância no Partido Comunista Português - foi, depois de ter apoiado a candidatura do general Norton de Matos, em 1949, preso e impedido de ensinar. Durante os anos seguintes, viveu exclusivamente das suas publicações e da colaboração em jornais e revistas. No exílio desde 1960, foi, em França, bolseiro do Collège de France e investigador do Centre National de Recherche Scientifique. Professor catedrático na Universidade de Amsterdão, regressou a Portugal apenas em 1974, após a Revolução de 25 de Abril, passando a desenvolver atividade docente na Universidade Nova e na Universidade Clássica de Lisboa. Ao longo deste percurso profissional, António José Saraiva publicou uma vastíssima e importante bibliografia, considerada de referência nos domínios da História da Literatura e da História da Cultura portuguesas, amadurecida quer na edição de obras e no estudo de autores individualizados (Camões, Correia Garção, Cristóvão Falcão, Almeida Garrett, Herculano, Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Eça de Queirós, Oliveira Martins, entre outros), ressaltando-se nesse âmbito os vários estudos que dedicou a Os Lusíadas ou ao Padre António Vieira, quer através da publicação de obras de grande fôlego como a História da Cultura em Portugal ou, de parceria com Óscar Lopes, a História da Literatura Portuguesa. Por outro lado, a capacidade de rever com lucidez e audácia os seus próprios princípios hermenêuticos conferem à sua obra ensaística um caráter paradigmático no que diz respeito à necessidade de questionamento que deve subjazer ao labor do estudioso. António José Saraiva legou, desse modo e também por uma postura contestatária, manifestada na expressão de um olhar crítico sobre a sociedade sua contemporânea, à posteridade, uma imagem de inconformismo face a todo o poder que tenda para uma institucionalização - mau grado o reconhecimento unânime de que gozava, como modelo cívico, junto da opinião pública recusou, por exemplo, receber em vida qualquer galardão oficial -, ou a todo o saber que não contenha em si a premissa fecunda da dúvida e da novidade.

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