António José Saraiva
António José Saraiva ensaísta, investigador e crítico literário, irmão do historiador José Hermano Saraiva, nasceu em a 31 de dezembro de 1917, em Leiria, e morreu a 17 de março de 1993, em Lisboa, depois de vários anos de exílio. Licenciou-se com um Ensaio Sobre a Poesia de Bernardim Ribeiro , apresentado na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1938, tendo-se doutorado na mesma faculdade, em 1942, com uma tese sobre Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval. Afastado da docência universitária por incompatibilidade com o sistema pedagógico e ideológico em vigor, foi professor do ensino secundário. Mercê do seu envolvimento na ação cívica e política - António José Saraiva assumiu, entre 1944 e 1962, a militância no Partido Comunista Português - foi, depois de ter apoiado a candidatura do general Norton de Matos, em 1949, preso e impedido de ensinar. Durante os anos seguintes, viveu exclusivamente das suas publicações e da colaboração em jornais e revistas. No exílio desde 1960, foi, em França, bolseiro do Collège de France e investigador do Centre National de Recherche Scientifique. Professor catedrático na Universidade de Amsterdão, regressou a Portugal apenas em 1974, após a Revolução de 25 de Abril, passando a desenvolver atividade docente na Universidade Nova e na Universidade Clássica de Lisboa. Ao longo deste percurso profissional, António José Saraiva publicou uma vastíssima e importante bibliografia, considerada de referência nos domínios da História da Literatura e da História da Cultura portuguesas, amadurecida quer na edição de obras e no estudo de autores individualizados (Camões, Correia Garção, Cristóvão Falcão, Almeida Garrett, Herculano, Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Eça de Queirós, Oliveira Martins, entre outros), ressaltando-se nesse âmbito os vários estudos que dedicou a Os Lusíadas ou ao Padre António Vieira, quer através da publicação de obras de grande fôlego como a História da Cultura em Portugal ou, de parceria com Óscar Lopes, a História da Literatura Portuguesa. Por outro lado, a capacidade de rever com lucidez e audácia os seus próprios princípios hermenêuticos conferem à sua obra ensaística um caráter paradigmático no que diz respeito à necessidade de questionamento que deve subjazer ao labor do estudioso. António José Saraiva legou, desse modo e também por uma postura contestatária, manifestada na expressão de um olhar crítico sobre a sociedade sua contemporânea, à posteridade, uma imagem de inconformismo face a todo o poder que tenda para uma institucionalização - mau grado o reconhecimento unânime de que gozava, como modelo cívico, junto da opinião pública recusou, por exemplo, receber em vida qualquer galardão oficial -, ou a todo o saber que não contenha em si a premissa fecunda da dúvida e da novidade.
bibliografia
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10%Iniciação na Literatura PortuguesaGradiva04-202513,50€
15,00€ -
20%Luís de CamõesGradiva06-202411,60€
14,50€ -
Inquisição e Cristãos-NovosGradiva07-201916,00€portes grátis
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10%Filhos de SaturnoGradiva02-201519,00€ 10% CARTÃOportes grátis
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10%História da Cultura em PortugalGradiva09-201214,00€ 10% CARTÃO
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10%História de Cultura em Portugal Volume IIIGradiva10-20105,00€ 10% CARTÃO
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10%Maio e a Crise da Civilização BurguesaGradiva05-20055,00€ 10% CARTÃO
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CrónicasQuidnovi04-200410,00€
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Uma Face DesconhecidaGradiva04-200410,10€
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O Que é a CulturaGradiva04-20037,07€
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10%Gil Vicente, Reflexo da CriseGradiva04-200012,11€ 10% CARTÃO
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10%As Ideias de Eça de QueirósGradiva04-200011,61€ 10% CARTÃO