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História da Cultura em Portugal

Volume IV - O Humanismo em Portugal

de António José Saraiva

editor: Gradiva, setembro de 2012
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A definição de Humanismo percorre vários campos: filosófico, religioso, social, estético. O conhecimento crítico das fontes textuais, a partir de línguas e ciências restauradas, embate contra a Escolástica, que tão-só comentava, parafraseava, especulava, interpretava formalística e alegoricamente alguns corpora. Isso tem efeitos na revisão de Aristóteles, mas também na releitura do Novo Testamento, a partir de manuscritos gregos anteriores à Vulgata latina. Busca-se a pura mensagem evangélica alheia aos «comentários dos teólogos e toda uma massa de sobreposições dogmáticas e rituais, como o culto dos santos, as indulgências, os jejuns». A experiência de Cristo faz-se intimidade e «coerência pessoal entre as crenças e os actos», como defendia a Reforma. No social e no estético, porém, tudo fiava mais fino. O saber precederia o sangue; a tolerância irmanava povos, pacificados em Cristo, salvo se urgia guerrear o Turco; e as desigualdades eram aguareladas por, afinal, dependentes de senhores, antes de muitos se prenderem nas teias da Contra-Reforma.

História da Cultura em Portugal

Volume IV - O Humanismo em Portugal

de António José Saraiva

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896164997
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: setembro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 210 x 12 mm
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de António José Saraiva
Classificação temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789896164997
António José Saraiva

António José Saraiva ensaísta, investigador e crítico literário, irmão do historiador José Hermano Saraiva, nasceu em a 31 de dezembro de 1917, em Leiria, e morreu a 17 de março de 1993, em Lisboa, depois de vários anos de exílio. Licenciou-se com um Ensaio Sobre a Poesia de Bernardim Ribeiro , apresentado na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1938, tendo-se doutorado na mesma faculdade, em 1942, com uma tese sobre Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval. Afastado da docência universitária por incompatibilidade com o sistema pedagógico e ideológico em vigor, foi professor do ensino secundário. Mercê do seu envolvimento na ação cívica e política - António José Saraiva assumiu, entre 1944 e 1962, a militância no Partido Comunista Português - foi, depois de ter apoiado a candidatura do general Norton de Matos, em 1949, preso e impedido de ensinar. Durante os anos seguintes, viveu exclusivamente das suas publicações e da colaboração em jornais e revistas. No exílio desde 1960, foi, em França, bolseiro do Collège de France e investigador do Centre National de Recherche Scientifique. Professor catedrático na Universidade de Amsterdão, regressou a Portugal apenas em 1974, após a Revolução de 25 de Abril, passando a desenvolver atividade docente na Universidade Nova e na Universidade Clássica de Lisboa. Ao longo deste percurso profissional, António José Saraiva publicou uma vastíssima e importante bibliografia, considerada de referência nos domínios da História da Literatura e da História da Cultura portuguesas, amadurecida quer na edição de obras e no estudo de autores individualizados (Camões, Correia Garção, Cristóvão Falcão, Almeida Garrett, Herculano, Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Eça de Queirós, Oliveira Martins, entre outros), ressaltando-se nesse âmbito os vários estudos que dedicou a Os Lusíadas ou ao Padre António Vieira, quer através da publicação de obras de grande fôlego como a História da Cultura em Portugal ou, de parceria com Óscar Lopes, a História da Literatura Portuguesa. Por outro lado, a capacidade de rever com lucidez e audácia os seus próprios princípios hermenêuticos conferem à sua obra ensaística um caráter paradigmático no que diz respeito à necessidade de questionamento que deve subjazer ao labor do estudioso. António José Saraiva legou, desse modo e também por uma postura contestatária, manifestada na expressão de um olhar crítico sobre a sociedade sua contemporânea, à posteridade, uma imagem de inconformismo face a todo o poder que tenda para uma institucionalização - mau grado o reconhecimento unânime de que gozava, como modelo cívico, junto da opinião pública recusou, por exemplo, receber em vida qualquer galardão oficial -, ou a todo o saber que não contenha em si a premissa fecunda da dúvida e da novidade.

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