Engano

de Philip Roth; Tradução: Francisco Agarez

Livro eBook
editor: Dom Quixote
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No centro de Engano estão dois adúlteros no seu esconderijo. Ele é um escritor americano de meia-idade chamado Philip, que vive em Londres, e ela é uma inglesa culta, inteligente e expressiva, refém de um casamento humilhante ao qual, com trinta e poucos anos, já está nervosamente resignada, ou quase. A ação do livro é feita de diálogos - principalmente conversas entre os amantes antes e depois de fazerem amor. Esses diálogos - acutilantes, ricos, espirituosos, dialéticos - são praticamente tudo o que há neste livro, e não é preciso mais nada.

Engano

de Philip Roth; Tradução: Francisco Agarez

ISBN: 9789722051316
Editor: Dom Quixote
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 234 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 199
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722051316
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Uma ´traição´ escondida na minha estante

Helder Raimundo

O ‘homem’ é acusado de misoginia, vaidade, anti-semitismo e muitos epítetos mais. Entre a espada da crítica e a parede do Nobel que nunca ganhou (pelo menos em vida) Philip Roth é um escritor amaldiçoado, e querido por uma elite de leitores. Talvez eu esteja neste grupo, pois a heterodoxia política e cultural sempre me obrigou a ações e leituras menos evidentes ou esperadas. O romance «Deception» de 1990, editado no ano seguinte pela Bertrand em português com o título «Traições», estava escondido na minha estante, comprado em 26 de julho de 2007 na FNAC, à espera de tempo e paciência para ser lido. A construção dos diálogos é exímia e prende o leitor de imediato, levando-o rapidamente para o final, sem preocupações que não seja a de contar uma boa história de amor, mesmo que invulgar, entre dois amantes que dissecam as suas e as vidas dos outros. Se toda a ficção é autobiografia, Roth é o padrão que orienta, ou por via dos nomes judeus das personagens (ele que também o era), ou pelas frases retumbantes que só dão razão ao que se disse lá acima. Como nos casos do adultério, que só pode ter um dos elementos a queixar-se de dissabores, senão não haveria tempo para viver a história (p. 44). Ou o que diz a Lolita amante que ia para a cama com ele: “imagine, eu só tinha vinte e um anos” (p. 52). O homem afinal sabia do que escrevia!

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Conversas

Juliana

Adoro isto! É uma leitura extremamente inteligente. Tem diálogos absolutamente geniais. Philip Roth reinventa-se a cada romance que escreve. Os seus romance são peças únicas. Era muito engraçado ver este romance adaptado ao teatro.

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Engano(s)

Isabel Teixeira

Livro para ler num fôlego, poucas páginas, fluido e com o humor expressivo e certeiro de Roth. Além do óbvio "Engano" implícito no adultério, há o "Engano", ou pelo menos a dúvida, sobre o livro dentro do livro, se a amante existe no universo do narrador /personagem ou se até neste universo é personagem da personagem; tudo ao estilo das matriochkas eslavas, como as personagens secundárias que compõem o universo feminino deste livro, fazendo-nos interrogar sobre quantas mulheres, quantas amantes, qual efectivamente o "Engano". Muito bom.

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Um livro de "conversas"

José Adolfo Lagugas Coelho

Sim, é um livro de conversas, nas quais todos os temas e assuntos se encontram, desde as relações, o sexo, as doenças, os problemas, os enganos... Os diálogos desenrolam-se a um ritmo tal e com um toque de mistério da condição humana tão crú por vezes, que dá ao leitor (a mim deu-me) a impressão de estar presente no lugar e no momento, à espera de saber o que se segue. Nada é supérfluo ou desnecessário. Mas uma pergunta continua a pairar - quem engana quem?

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Um livro feito de episódios de filme

Ana Isabel Mendes

Um livro que não obedece aos princípios "clássicos" do romance, se é que isso se pode dizer... Sob a forma de fotogramas em jeito de flashbacks, o autor vai apresentando episódios da vida de várias pessoas, com destaque para o envolvimento dos protagonistas, um escritor e uma mulher em crise conjugal. Inicialmente um pouco confusa, a teia de relações entre as personagens e das suas intenções só se vai desvendando com o avançar da leitura.

Philip Roth

Escritor norte-americano, Philip Milton Roth nasceu a 19 de março de 1933, na cidade de Newark, no estado da Nova Jérsia e faleceu a 22 de maio de 2018, em Nova Iorque. Filho de um mediador de seguros de origem austro-húngara, tornou-se num grande entusiasta de baseball aos sete anos de idade. Descobriu a literatura tardiamente, aos dezoito.
Após ter concluído o ensino secundário, ingressou na Universidade de Rutgers mas, ao fim de um ano, transferiu-se para outra instituição, a Universidade de Bucknell. Interrompeu os seus estudos em 1955, ao alistar-se no exército mas, lesionando-se durante a recruta, acabou por ser desmobilizado. Decidiu pois retomar os seus estudos, trabalhando simultaneamente como professor para poder prover ao seu sustento, tendo-se licenciado em 1957, em Estudos Ingleses.
Inscreveu-se depois num seminário com o intuito de apresentar uma tese de doutoramento, e perdeu o entusiasmo, desistindo deste seu projecto em 1959. Preferindo dar início a um esforço literário, passou a colaborar com o periódico New Republic na qualidade de crítico de cinema, ao mesmo tempo que se debruçava na escrita do seu primeiro livro, que veio a ser publicado nesse mesmo ano, com o título Goodbye, Columbus (1959). A obra constituiu uma autêntica revelação, comprovada pela atribuição do prémio literário National Book Award. Mereceu também uma adaptação para o cinema pela mão do realizador Larry Peece.
Seguiram-se Letting Go (1962) e When She Was Good (1967), até que, em 1969, Philip Roth tornou a consolidar a sua posição como romancista através da publicação de Portnoy's Complaint (1969, O Complexo de Portnoy), obra que contava a história de um monomaníaco obcecado por sexo. O autor passou então a optar por fazer reaparecer muitas das suas personagens em diversas narrativas. Depois de The Breast (1972), romance que aludia à Metamorfose de Franz Kafka, David Kepesh, o protagonista que se via transformado num enorme seio, torna a figurar em The Professor Of Desire (1977) e em The Dying Animal (2001). Um outro exemplo de ressurgência é Nathan Zuckermann, presente em obras como My Life As A Man (1975), Zuckermann Unbound (1981), I Married A Communist (1998, Casei Com Um Comunista ) e The Human Stain (2000).
Tendo dado início a uma carreira docente em meados da década de 60, e que incluiu a sua passagem por instituições como as universidades de Princeton e Nova Iorque, Philip Roth encontrou muita da sua inspiração em incidentes e ambientes da vida académica.
Em 1991 publicou um volume dedicado à história da sua própria família, Patrimony , trabalho que foi galardoado com o National Critics Circle Award no ano seguinte, uma entre as muitas honrarias concedidas ao autor.
Em 1997, Philip Roth ganhou Prémio Pulitzer com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia de Artes e Letras, a medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Critics Award.
Em 2005, A Conspiração contra a América recebeu o prémio da Sociedade de Historiadores Americanos pelo «excecional romance histórico sobre um tema americano, relativo a 2003-2004», e foi considerado Melhor Livro do Ano por inúmeras publicações, entre elas: New York Times Book Review, San Francisco Chronicle, Boston Globe, Chicago Sun-Times, Los Angeles Times Book Review, Washington Post Book World, Time e Newsweek. No Reino Unido, Recebeu ainda o W.H. Smith Award para Melhor Livro do Ano.
Em 2011 recebe o Man Booker International Prize, prémio que procura destacar a influência de um escritor no campo da literatura. Trata-se de um reconhecimento do trabalho pessoal, e não de uma obra sua em particular. No ano seguinte, recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias, a maior distinção de Espanha.

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